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22 de maio de 2017

A urgente recuperação da soberania monetária





Soberania monetária – riscos e possibilidades abertas pela sua recuperação
Octavio Teixeira

1- Nestes mais de 18 anos de sujeição ao Euro, o custo para a economia portuguesa foi muito elevado, em termos de crescimento perdido, de défice e divida públicos, de desindustrialização do país, com consequências muito pesadas para o emprego, os salários e as PME’s.  E custos também nas prestações sociais, na educação e na saúde.
Mas o Euro não é apenas uma instituição económica. É também um modo de governação, estabelecendo a superioridade dos princípios tecnocráticos em relação aos princípios democráticos, bem como a superioridade de instituições não eleitas em relação ao voto dos eleitores


E como o desmantelamento ordenado do Euro ou a substituição do Euro-moeda única por um Euro-moeda comum não dependem da nossa vontade nem se perspectivam, impõe-se a saída unilateral do Euro, desejavelmente tão negociada quanto possível, com a consequente recuperação da soberania monetária.


Sem soberania monetária não dispomos de instrumentos essenciais da política económica para prosseguir os interesses nacionais; por não termos um prestamista de última instância, não podemos controlar o sistema financeiro e sujeitamos as necessidades financeiras do Estado à dependência dos mercados financeiros; não temos efectiva autonomia nas decisões orçamentais e, em consequência, não temos verdadeira possibilidade de escolha de politicas alternativas decorrentes da vontade popular, o que significa não termos real soberania democrática.
A recuperação da soberania monetária apresenta-se, pois, como uma necessidade objectiva para travar a devastação a que Portugal e os portugueses têm estado sujeitos, e para permitir um futuro para o país.


2 - A recuperação da soberania monetária é um meio, mas não um fim em si mesma. Tendo de ser complementada com outras políticas económicas e sociais, ela permite, no entanto, criar as condições necessárias ao desenvolvimento do país.
São múltiplas e significativas as vantagens da saída do Euro. Designada, mas não exaustivamente.

Os instrumentos de Chantagem

O PCP considerou hoje que a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo (PDE) põe fim "a um instrumento de chantagem e pressão", mas receia que a União Europeia vá continuar "a chantagear" o país. 

"Aquilo que é agora anunciado obviamente põe fim a um instrumento de chantagem e de pressão, mas provavelmente não será motivo suficiente para que a União Europeia deixe de chantagear e pressionar Portugal", afirmou o líder parlamentar comunista, João Oliveira, em declarações aos jornalistas no parlamento.

 O défice orçamental e o PDE têm sido utilizados como "instrumentos e pretextos" para impor a Portugal "um conjunto de medidas de destruição da capacidade produtiva e de corte de rendimentos", João Oliveira(PCP) pediu uma resposta firme dos órgãos de soberania contra essa "lógica de chantagem e ameaça".

"O principal problema do nosso país não é o défice das contas públicas, é o défice da produção", sublinhou, dizendo que o primeiro resulta da dependência externa do país.

O líder parlamentar comunista defendeu que o essencial é "atacar esses problemas estruturais com apoio à produção nacional", em áreas como a agricultura e pescas, e salientou que o PCP tem agendada para quarta-feira no parlamento uma interpelação ao Governo sobre a necessidade de apoiar a produção nacional.

"Resolvendo os problemas da produção, da renegociação da dívida, estaremos aí sim em condições de responder aos défices do país, incluindo o défice orçamental"

21 de maio de 2017

A democracia vista pelo funil do Império



















Dolares , dolares , dólares...

Os muçulmanos bons -Do discurso de Trump na Arábia Saudita :
"Many are already making significant contributions to regional security: Jordanian pilots are crucial partners against ISIS in Syria and Iraq. Saudi Arabia and a regional coalition have taken strong action against Houthi militants in Yemen. The Lebanese Army is hunting ISIS operatives who try to infiltrate their territory. Emirati troops are supporting our Afghan partners. In Mosul, American troops are supporting Kurds, Sunnis and Shias fighting together for their homeland. Qatar, which hosts the U.S. Central Command, is a crucial strategic partner. Our longstanding partnership with Kuwait and Bahrain continue to enhance security in the region. And courageous Afghan soldiers are making tremendous sacrifices in the fight against the Taliban, and others, in the fight for their country."
Uma análise à intervenção de Trump :https://www.libertarianinstitute.org/articles/sheldon/tgif-real-danger-trump-ignored/

A Intervenção de Trumphttp://www.informationclearinghouse.info/47095.htm

Schauble ao assalto

 Schauble faz cinema para ajudar Macron  nas eleições dizendo que vai ao seu encontro  quanto à política europeia . Depois deste estar no redil, há que impor a sua política ao serviço da gerontocracia Alemã. Substituir Vítor Constâncio por um alemão em Maio de 2018 e Draghi em Outubro de 2019 por outro alemão e reforçar a política do défice com um FMI europeu...
Uma opinião : A armadilha da coesão Franco- Alemã



LE PIÈGE DE LA COHÉSION FRANCO-ALLEMANDE, par François L.

Wolfgang Schäuble renforce son verrouillage politique. Il prend date dès à présent, confiant dans le résultat des élections en raison de la déconfiture du SPD annoncé par les sondages. Il marque son territoire et répond indirectement aux tentatives d’ouverture d’Emmanuel Macron, confirmant que, les projecteurs de Berlin éteints, la rencontre du président français avec Angela Merkel était du cinéma. À le suivre, tout reste à faire, et rien n’indique qu’il sera désavoué.
Le Frankfurter Allgemeine Zeitung et Der Spiegel se font l’écho de la volonté du ministre des finances – auquel la chancelière est associée – d’obtenir que le successeur de Mario Draghi à la tête de la BCE, en octobre 2019, soit un Allemand. Pour faire bonne mesure, il estime que le poste de vice-président, qui sera libéré par le Portugais Vítor Constâncio en mai 2018, devra également revenir à l’un de ses concitoyens et se donne ainsi des marges de négociation.

Para todos os adoradores do bezerro de ouro

Para todos os  defensores da justiça social no sofá , para todos os bem pensantes , para toda a esquerda moralista da democracia formal para todos os Trumps e Macrons ...deixamos neste domingo ,para reflexão esta afirmação de Fidel nunca contestada :

"Si hay 200 millones de niños en las calles, ninguno es cubano; si hay 100 millones de niños trabajando sin poder ir a la escuela, ninguno es cubano". Fidel Castro

Os intelectuais e a Venezuela

Independentemente dos erros e decisões com que não se concorda num movimento heterodoxo , não marxista , será que não houve já um golpe de Estado ?...e os E:U não estiveram no golpe ? e a Greve petrolífera ?   e a...e as ingerências do Império e dos seus capatazes-Colombia..- 
Até há quem diga que o petróleo só subirá depois da Venezuela cair.
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"La otra, la oposición, es un fantasma o una sombra que nunca se alcanza a visualizar. Ni una palabra sobre la génesis y conformación de la oposición y sus principales personajes; del golpe de Estado que protagonizaran en abril del 2002; nada sobre el paro petrolero de finales del 2002 hasta los primeros meses del 2003; ni una palabra sobre las sangrientas "guarimbas" de febrero del 2014. Nada sobre el líder e instigador del plan sedicioso de "la salida", el señor Leopoldo López..."



Venezuela: no callar, pero para decir la verdad


Ordem dos Advogados Brasileiros OAB





domingo, 21 de maio de 2017 às 00h49
Brasília - O Conselho Pleno da OAB votou pela abertura de processo de impeachment contra o presidente da República, Michel Temer, por crime de responsabilidade. 
Os conselheiros acolheram voto proposto por comissão especial que analisou as provas do inquérito. Foram 25 votos a favor e apenas uma divergência e uma ausência. O pedido deve ser protocolado na Câmara dos Deputados nos próximos dias.
O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, registrou que este era um momento de tristeza para a OAB. “Estamos a pedir o impeachment de mais um presidente da República, o segundo em uma gestão de 1 ano e 4 meses. Tenho honra e orgulho de estar nessa entidade e ver a OAB cumprindo seu papel, mesmo que com tristeza, porque atuamos em defesa do cidadão, pelo cidadão e em respeito ao cidadão. Esta é a OAB que tem sua história confundida com a democracia brasileira e mais uma vez cumprimos nosso papel”, afirmou.
Lamachia, então, elencou uma série de medidas tomadas pela OAB no combate à corrupção, como o fim do investimento privado em eleições, fim de doações ocultas, transparência no BNDES, criminalização do caixa 2, Súmula Vinculante contra o nepotismo, fim da imunidade parlamentar contra crimes comuns, fim do voto secreto em cassações de mandato, pagamento de contas públicas em ordem cronológica, contra a compra de votos.
“Este é o trabalho de todos os advogados brasileiros. Agradeço aos conselheiros e diretores, assim como à Comissão que, em dois dias, foram chamados a participar de forma direta desse processo. Estamos com o sentimento correto de que agimos com responsabilidade, mas acima de tudo olhando para o Brasil, porque queremos um país melhor para nossos filhos, banindo de nossa sociedade a corrupção. O nosso partido é o Brasil e nossa ideologia, a Constituição”, finalizou.
De acordo com a comissão especial, convocada pela diretoria da OAB Nacional, Michel Temer teria falhado ao não informar às autoridades competentes a admissão de crime por Joesley Batista e faltado com o decoro exigido do cargo ao se encontrar com o empresário sem registro da agenda e prometido agir em favor de interesses particulares. O parecer da comissão foi lido pelo relator da comissão, Flávio Pansieri, que teve como colegas de colegiado Ary Raghiant Neto, Delosmar Domingos de Mendonça Júnior, Márcia Melaré e Daniel Jacob. 
Lamachia classificou a atual crise brasileira como sem precedentes sob todos os aspectos. “A velocidade e a seriedade dos fatos impõe que façamos o que sempre prezou esta gestão: colher posição do Conselho Federal da Ordem. Quero registrar que a confiança e o apoio de todos os conselheiros têm sido fundamentais para que possamos vencer os desafios que temos. A responsabilidade que OAB e advocacia tem é muito grande”, afirmou.