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28 de setembro de 2016

FMI

Nota  de Guilherme Fonseca Statter a propósito do texto aqui publicado com o título  de TraFulhas:

«Devo dizer que em muitos dos artigos/comentários (aqueles a que tive acesso) a propósito do sr. Subir Lall há um grande (parece-me...) mal entendido relativamente à postura do FMI e ao que disse este ou aquele funcionário do dito cujo FMI sobre Portugal ou a Grécia.
O FMI não é uma insitutição «monolítica» (ou «unanimista»...) em que todos papagueiam as mesmas receitas ou os mesmos relatórios...
Como pagam muito bem aos seus múltiplos (e «altamente qualificados»... «quadros» (funcionários...) podem perfeitamente dar-se ao luxo de «dar alguma folga» (não é «rédoa solta»...) a quem tenha de vez em quando uns arrobos de independência intelectual e resolva escrever algo de dissonante... Dá à insitutição um certo verniz «ciêntífico» (do tipo académico «publish or perish»...), uma outra respeitabilidade (pois...) e uma eventual «maior credibilidade» às suas - por vezes aparentemente contraditórias - conclusões sobre os resultados das suas próprias receitas impostas aos países que caem na ratoeira de lhes «pedir ajuda»...
É assim que se explica que haja uns técnicos do FMI a dizer umas coisas «bonitas» e haja uns dirigentes do FMI a querer impôr outras coisas «proto-criminoso-imbecis»...

27 de setembro de 2016

A Banca ao serviço dos banqueiros e grandes accionistas

Tudo fazer para adiar o krash antes das eleições

LA DEUTSCHE BANK, IL NE MANQUAIT PLUS QUE CELA ! par François L.
Billet invité.
La Deutsche bank a connu hier une nouvelle journée noire, son action dévissant de 7%, la valeur de ses obligations hybrides (contingentes et convertibles) diminuant de 3% et le spread de ses CDS augmentant de 250 points. En dix-huit mois, son action a perdu les 2/3 de sa valeur. Après le gouvernement italien, c’est au tour de Berlin d’être aux prises avec sa crise bancaire, et d’être coincé entre un bail-in réglementaire aux conséquences imprévisibles ou inacceptables politiquement, et un bail-out circonvenant aux dispositions de l’Union bancaire tout aussi désastreux en période électorale.

La banque sera-t-elle en mesure de régler l’amende actuellement fixée à 14 milliards d’euros par le Ministère de la justice américaine, qui remonte au scandale des prêts immobiliers subprimes, une fois celle-ci négociée ? Sur le papier, elle semble pouvoir la digérer, vu sa taille gigantesque et ses fonds propres. Mais avec un effet de ricochet pas assumable si cela devait impliquer un bail-in de sa dette subordonnée, qui pourrait avoir été achetée par les fonds de pension allemand. Comme toujours, s’agissant des mégabanques, les aspects systémiques d’une déconfiture font problème. La Deutsche a un rôle prédominant dans la liquidité interbancaire et dans les opérations de compensation avec l’étranger.
Dans l’immédiat, le gouvernement allemand et la direction de la banque ont affirmé chacun de son côté qu’il n’était pas question d’une recapitalisation. Il ne peut en être autrement, car si cela doit être le cas, elle a toutes les chances d’être repoussée au lendemain des prochaines élections législatives, qui doivent se tenir entre août et septembre 2017. Mais la question est déjà ouvertement posée, car la Deutsche est clairement trop importante pour chuter. Il va falloir tenir plus d’une année.
Le gouvernement grec est dans la même situation, ayant besoin d’une décision à propos de la restructuration de sa dette et de la diminution de ses objectifs d’excédent budgétaire, comme le FMI le réclame. Mais les dirigeants européens font pour la même raison la sourde oreille. Toute importante décision européenne dépend désormais du calendrier électoral allemand, c’est la démocratie !
Faisant contraste, les autorités américaines ne soulagent pas la pression sur leurs propres banques. Daniel Trullo, le gouverneur de la Fed en charge de la régulation, a annoncé que les huit plus grandes banques internationales d’importance systémique vont devoir augmenter leurs fonds propres de plusieurs milliards de dollars dès l’année prochaine afin d’accroître leur filet de sécurité. L’American Bankers Association (ABA) n’a pu lui opposer comme argument qu’un grand classique  : « cela compliquera l’activité de prêt des banques. »
La Fed, qui a demandé en septembre dernier à deux autres régulateurs, le FDIC et l’OCC, qu’il soit interdit aux banques d’investissement de se livrer à des activités dans le domaine des matières premières n’attend pas que le Congrès à majorité républicaine statue. Les banques s’y livrant – Goldman Sachs et Morgan Stanley principalement – vont devoir renforcer leurs fonds propres de 4 milliards de dollars, si toutefois elle maintient telle quelle cette nouvelle disposition réglementaire qui est soumise à discussion.

Des deux côtés de l’Atlantique, les réponses apportées ne sont décidément pas identiques, même si elles ont en commun d’avoir renfloué sur fonds publics les banques. Voulant jouer sur tous les tableaux à la fois, les Européens ont enterré les faiblesses coupables de leurs banques et doivent désormais en assumer les conséquences quand elles deviennent trop criantes, dans la confusion.
Blog de P.J

23 de setembro de 2016

Trafulhas

A criação do clima para o golpe continua

O FMI, que volta meia volta vem confessar que se enganou para depois receitar a mesma coisa, a mesma terapêutica  que levou à mais profunda recessão, queda do investimento e brutal acentuação das desigualdades, vem agora, na sua recente análise à economia portuguesa, «Portugal: growth needs further reforms», pela primeira vez, sublinhe-se, com uma referência explícita ao risco de novo resgate. 
Esta afirmação que nada tem de técnica , para além de preparar a opinião pública tem como efeito dar justificação aos ditos mercados para o aumento das taxas de juro .
Na verdade , candidamente, o FMI, sócio da Troika, afirma que «O baixo crescimento, a despesa pública o atraso nas reformas e bancos frágeis não permitirão a convergência com a zona Euro, e poderão levar à perda de acesso ao mercado, mesmo perante pequenos choques.»
E, tornando os avisos/chantagens ainda mais claros, o Fundo diz-nos que o baixo custo de financiamento da República se deve às compras do BCE (quantitativ easing).
Isto é, lembra-nos (ameaça/chantagem) que se o BCE nos tirar o tapete via DBRS (o golpe) as taxas de juro subirão 
.O Banco de Portugal, fazendo coro, já veio dizer que sem o BCE as taxas estariam 2,5 pontos acima das verificadas.
 Sem rodeios, o FMI aponta como solução para o défice um corte de 900 milhões de euros na despesa do Orçamento do Estado para 2017, para além da pressão sobre mais cortes em 2016!
E onde deverão ser feitos esses cortes?
Camilo Lourenço, um dos sacristães(sacristanum ) da  missa cantada do neo-liberalismo, descodifica e vai directo ao assunto: cortes nas pensões, salários e prestações sociais. (Negócios, 23 de Setembro de 2016)
Em tom triunfante acrescenta  ainda, precisamente o contrário do que defendem PCP e Bloco .
É a receita da austeridade perpétua, isto é, da continuação da política de concentração da riqueza, como recentes estudos, mais uma vez, evidenciaram.
E quando se procura fazer alguma correcção fiscal, mesmo que timidamente para atenuar a acentuação das desigualdades ,  o coro dos defensores dos grandes senhores do dinheiro grita em uníssono: é a classe média, é a classe média,. 
"É a classe média mais uma vez,a ser atingida."

 Trafulhas e golpistas!
Carlos Carvalhas

GREVE

Publicado em ABRIL, ABRIL

O CAPITAL FAZ “GREVE” AO INVESTIMENTO!
Sabe-se que os grandes empresários e capitalistas portugueses gostam muito de fazer “greve”. “Greve” à legislação laboral, “greve” às obrigações fiscais (ver resultados conhecidos da Operação Furacão). E, neste tempo de Governo PS, viabilizado na AR por partidos de esquerda, sucedem-se as ameaças e, de facto, a prática de “greve” ao investimento. A única greve de que não gostam mesmo é de verdadeiras greves, da greve dos trabalhadores! Que as fazem sempre, segundo os mesmos, sem motivo, quando não por motivações político-partidárias, orquestrados por tenebrosas potências anti-iniciativa privada!
Sabe-se que essa mesma gente e os seus representantes institucionais – algumas confederações do grande patronato – não gostaram do desfecho das eleições de 04OUT16! E não o disfarçaram, em manifestações públicas junto de órgãos de soberania, de ameaças e chantagens sobre o apocalipse que aí vinha com um possível governo PS, viabilizado por PCP, BE e Verdes… e onde se fazia já, o pré-aviso da “greve” ao investimento!
São muitas as notícias. Poderíamos começar por dizer que com a bênção do PSD e CDS, para quem vale tudo, até tirar olhos. Passos Coelho não tem papas na língua nem pudor político em afirmar “Mas quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas? Quem é o investidor que acredita que o futuro estará seguro naqueles que têm sanha, que não gostam, pelo contrário, que atacam aquilo que eles designam o capital (…)?”.
Entre outras, registemos a de alguns ilustres representantes do grande capital. Pedro Queirós Pereira (PQP), em nome da Portucel, agora baptizada Navigator, depois de há meses, em entrevista ao Expresso, ter anunciado que não investia (120 milhões de euros numa nova unidade na área da pasta de papel) por causa do PCP no Governo, agora veio declarar que não o faz porque o Governo (conforme acordo com os Verdes/PEV) quer proibir a ampliação da área do eucalipto no País. (Expresso 03SET16). (Mas não há milhares de toneladas de eucalipto em pé no país, pese os incêndios florestais, para matéria-prima das celuloses? Há, mas têm que a ir buscar e pagar!). Ribeiro da Silva, patrão da ENDESA (capital espanhol),
sente-se no direito de pôr fim à construção da Barragem de Girabolhos (um investimento de 400 milhões de euros), contratualizada com o Estado há cerca de dez anos, porque o Ministro do Ambiente terá anunciado uma reflexão e avaliação do Plano Nacional de Barragens! (É obrigatório o Governo esclarecer esta história!). No mesmo Expresso, o patrão da FRULACT, João Miranda, acha que tal acontece por falta de incentivos, mas também porque “Todos sabem que o BE e o PCP não simpatizam muito com a iniciativa privada”. Numa peça do Jornal de Negócios de 13SET16, o Presidente da ATP (Associação Têxtil e Vestuário de Portugal), Paulo Vaz, afirma, “Os investidores nacionais e internacionais não confiam num Governo que, por muito assertivo que queira ser, tem por base de apoio partidos da extrema-esquerda, com contínuas exigências radicais (…)”. No mesmo jornal, Rafael Campos, Vice-Presidente da AIMMAP (Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal), “sei que há alguns casos de empresas que estão inclusivamente a pôr em causa a possibilidade de novos investimentos em Portugal” porque “Existe desconfiança assumida nas forças políticas que apoiam o Governo. As empresas sentem-se inseguras com a influência crescente do Bloco de Esquerda e do PCP. E enquanto isso continuar a acontecer, dificilmente regressarão aos investimentos”. Fechem-se estas citações com chave de ouro. Para António Saraiva, Presidente da CIP, “Não há confiança na relação de forças que sustenta o governo e isso continua a gerar muita instabilidade que não atrai investimento essencial à criação de emprego e ao crescimento da economia” (Diário de Notícias 06JUL16)!
Diga-se em abono da verdade, e da justiça, que há quem assim não avalie a ausência de investimento privado. No mesmo Dossier do Jornal de Negócios (13SET16), Vieira Lopes, Presidente da CCP refere que a banca não dá facilidades e que são restritivos os critérios de acesso ao crédito, ou os que, como Paulo Almeida, da AEP, falem da evolução negativa dos mercados externos! A par de referências à paralisia do Portugal 2020 e da falta de incentivos fiscais, sobretudo a não concretização das reduções do IRC do Governo anterior.
Mas o mais interessante desta anunciada “greve política” ao investimento é que, no dito Dossier do Jornal de Negócios, se refiram Inquéritos junto
de empresários do INE, onde se verifica que mais de 50% das respostas dizem que as razões para o não investimento radicam-se na perspectiva da falta de vendas, isto é, de mercado solvável para as mercadorias, isto é, de crescimento económico! (o que também acontece por falta de investimento privado!). E só depois aparece, como 2º motivo, a rentabilidade dos investimentos (20% das respostas), a que se segue a capacidade do autofinanciamento (11%), e depois o crédito (8%)! Nada de “greve política”! Uma conclusão: os líderes do capital estão muito dessincronizados da classe! Aliás, um inquérito do Expresso de Outubro/Novembro de 2014 (em pleno reino de Passos e Portas) a quatro mil empresários de pequenas e médias empresas, à Pergunta: “Tem planeado um investimento relevante na sua empresa?” 54% respondia que não tinha planeado qualquer investimento relevante, 41%, na melhor das hipóteses, só a partir de Outubro de 2016!
A primeira coisa a perguntar aos “grevistas” seria porque não investiram eles quando o Governo era o do PSD/CDS, de Passos Coelho e Paulo Portas, que tinha toda a sua confiança política?! Farsantes… Os dados conhecidos não deixam margens para dúvidas: durante o mandato desse Governo (2011/2015) o Investimento Privado caiu 24,6%! Mas se não houve disponibilidade para o investimento, ou pelo menos para reduzir a dívida empresarial, houve e muita para distribuir dividendos, nem que seja por recurso à contracção de novos empréstimos… Em 2015 (prosseguindo 2014) 8 das 12 empresas cotadas na Bolsa/PSI-20, distribuíram aos accionistas mais de 70% dos lucros… que tinham subido em 2015 para 2,91 mil milhões de euros (mais 280 milhões que em 2014)!
Não por acaso, Cristina Casalinho, Presidente do IGCP (Jornal de Negócios 13MAI16), falando das diferenças entre o comportamento do empresário português e o estrangeiro na “retoma económica”, sublinhava:
“Uma das maiores diferenças prende-se com o menor contributo de lucros retidos para o financiamento das empresas e menos desalavancagem em Portugal”.
Devemos questionar a nossa ignorância. Ignorantes, pensávamos que gestores experimentados e de excelência, empresários empreendedores e
amigos do risco, investiam quando sentiam (através dos seus sensores “empreendedorísticos”) uma oportunidade de negócio, quando julgavam azado o momento para a expansão das actividades, ou para a modernização de um projecto industrial! Afinal, é tudo muito mais simples: trata-se de ter no Governo gente amiga da “iniciativa privada”, que dê confiança, da que não falta com os benefícios fiscais, e mesmo uma reduçãozita do IRC, e chorudos subsídios comunitários e outros… enfim, gente do peito. Ou seja, garantia de um Estado mínimo, que dê o máximo de facilidades e ajudas ao capital privado! Porque sem isso, ele não se mexe…. Parasitas…
O que diria essa gente se ontem ou amanhã (longe vá o agoiro!), organizações de trabalhadores invocassem como causa da luta, motivo de uma greve, a composição partidária, por exemplo PSD/CDS, de um governo…
E finalmente, compreendermos como é essencial a titularidade pública de empresas estratégicas ou equipamentos estruturantes. Como um País não pode estar dependente na realização desses investimentos, da boa vontade ou humor do capital privado, quando eles se movem com uma exclusiva agenda política e ideológica (como é da sua natureza!) destinada a maximizar os seus lucros! Por exemplo, na fileira florestal, onde a produção de pasta de papel tem um peso decisivo, que assume uma natureza estratégica pela seus impactos na balança comercial, no emprego directo e indirecto, nos rendimentos de milhares de pequenos proprietários rurais, na ocupação do território (embora em geral só se façam contas depois do desastre dos incêndios florestais), e onde a privatizada Portucel tem um papel central, pode um País como Portugal aceitar que os investimentos necessários estejam dependentes dos interesses do capital monopolista de Pedro Queirós Pereira? Pode um País como Portugal, permitir que os investimentos em grandes centros electroprodutores, como grandes barragens, ou em redes de transporte de energia, se realizem ou não, conforme os negócios e interesses do capital privado?
Não, não pode!
E podemos também perceber como é absolutamente decisivo, neste momento difícil que Portugal atravessa, o investimento público! Até para fazer arrancar e dinamizar o investimento privado!
19SET16
Agostinho Lopes

21 de setembro de 2016

Bruxelas Permite !

1 )O "Negócios" de hoje titula : " Governo é o mais à esquerda que Bruxelas permite "
Ficámos a saber que a cor dum governo  na U.E , sobretudo se for um país pequeno , é ditada por Bruxelas . 
Os povos escolhem mas Bruxelas é quem determina...
Grande democracia , grandes democratas . 
Os ditos europeístas  de esquerda não dizem nada sobre isto ?

2) A carta do Comissário Pierre Moscovic socialista é um mimo , um monumento à devoção neo -liberal . 
Mais uma vez lá temos a pressão , a chantagem e a hipocrisia . Uma vergonha .
A carta , citando o relatório feito pela Comissão em ligação com o  Staff do BCE "  enfatiza diz Moscovic " a rigidez do mercado de trabalho " e  "quer a implementação de reformas mais ambiciosas ", isto é mais ambição do mesmo, mais austeridade.
Os ditos europeístas de esquerda não dizem nada sobre isto ?

20 de setembro de 2016

Bendita a austeridade !

Comentários breves

1)Na campanha para criar o clima favorável à intervenção dos círculos mais reaccionários de Bruxelas e ao  " Golpe " foi lançada  há dias a ideia que estava quase esgotado o limite da compra pelo BCE de dívida pública portuguesa . Alguns meios de comunicação social foram de imediato ouvir uns obscuros especialistas que procuraram dizer que sim numas explicações no mínimo confusas .
Como logo afirmámos por que não foram ouvir o Banco de Portugal ?
Calaram se .
Mas alertaram as agências internacionais
Hoje o Banco de Portugal em resposta à Reuters veio dizer  que "A disponibilidade de dívida pública portuguesa para compras está longe de atingir o limite ," e o "Negócios " titula " BCE com margem para comprar dívida nacional. "
Mais uma que deve ficar registada.

2) Segundo um estudo de Carlos Farinha Rodrigues economista no ISEG divulgado esta semana no Expresso ": As desigualdades em Portugal agravaram-se acima da média europeia nos anos da crise.
" O rendimento dos 5% de Portugueses mais ricos é 19 vezes maior que o dos 5% mais pobres .
Mais uma confirmação de que a ditas políticas de austeridade foram sim políticas de concentração de riqueza.
Uma minoria bem nutrida pode dizer : bendita austeridade , benditas as políticas de austeridade.




17 de setembro de 2016

Para que conste a denúncia fica feita .

O PSD estava ( não sei se ainda está ) a contar com o golpe  à brasileira . Lá terá informação dos seus amigos do PPE e não só .
Mão amiga , para   usar  a tradicional fórmula ,  fez me chegar agora  um artigo de Pedro Braz Teixeira ex - Secretário de Estado de um governo de Ferreira Leite publicado no jornal " I " em 9 de Setembro .
Segundo este  , a DBRS a 21 de Outubro podia baixar o rating a Portugal , mas o mais certo seria " diminuir as perspectivas do rating para Portugal de estáveis para negativas , com graves consequências financeiras , económicas e políticas" 
Acrescentava : " Uma tal decisão colocará o país à beira do precipício , com forte subida das taxas de juro , mas ainda com hipotse de recuperação , se o governo se dispuser a tomar finalmente as medidas que até agora se tem recusado.
Como se imagina , isso colocará uma pressão máxima sobre a coligação de esquerda e não é seguro que esta lhe sobrevirá " 
A ante visão  da chantagem e do fim do governo !
Mais claro não se poderia ser. 
A partir daqui Passos , Maria Luis e comentadores de direita mutiplicaram as afirmações triunfanttes .
No dia 12 António Ribeiro Ferreira escrevia no  " I" : " De vento em popa a caminho de mais um resgate " "... os juros à espera da agência de rating canadiana ".
Mas as coisas não estão doces para aventuras esquemáticas.
Como já afirmei . a situação política , económica e financeira na U. E. poderá  não aconselhar para já tal passo e talvez por isso as agências de rating Fitcher , Standard & Poor , Modys decidiram manter inalterado o rating a Portugal . 
O triunfalismo da Direita e dos seus comentadores arrefeceu .
Poderá estar,  para já , tudo adiado  mas fica também e desde já denunciado o " Golpe " á brasileira  , cínico , hipócrita e de pantufas bem como os seus principais  cúmplices e participantes .

Carlos Carvalhas