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16 de agosto de 2017

Isto fica assim?


Segundo documentos internos da União Europeia divulgados pelo The Times, a Comissão Europeia criou, em Dezembro de 2016, um fundo especial para combater os partidos políticos favoráveis à saída da União.
Cerca de € 3 milhões de Euros foram já atribuídos a 84 projectos em todos os Estados-Membros, inclusive no Reino Unido que tinha votado, em Junho de 2016, pela saída da União.
Este programa de propaganda é financiado pelos Estados-Membros à revelia do conhecimento dos seus cidadãos.
EU’s €3m war chest to fund Brussels ‘propaganda’” («Fundo de guerra de 3 M de Euros da U.E para financiar a “propaganda” de Bruxelas»- ndT), Bruno Waterfield, The Times, August 14, 2017

Terrorista de Estado

 Congresso chileno declara Pinochet oficialmente como ditador e terrorista de Estado

A medida tem como principal implicação a proibição do uso ou exibição do nome ou da imagem do ditador dentro de organismos públicos.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana uma resolução que declara oficialmente a Augusto Pinochet como “ditador e artífice de um aparato terrorista do Estado”. O texto da resolução também descreve o líder do golpe de Estado de 1973 como “autor intelectual do premeditado e aleivoso assassinato do ex-chanceler Orlando Letelier”. 
A resolução é fruto de uma iniciativa de um grupo de parlamentares de centro-esquerda, baseada em antecedentes entregues pelo governo dos Estados Unidos, nos quais se estabelece a participação de Pinochet no atentado contra quem foi o chefe da diplomacia do governo de Salvador Allende.

Orlando Letelier faleceu devido à explosão de uma bomba instalada em seu carro pelo agente dos Estados Unidos  Michael Townley, que foi treinado pela CIA mas que trabalhava em colaboração direta com a DINA (sigla em espanhol do Departamento de Inteligência Nacional do Chile). O crime aconteceu em Washington, onde o diplomata vivia exilado, no dia 21 de setembro de 1976.

A resolução também declara como “vergonha nacional” a atuação do ex-presidente da Corte Suprema de Justiça do Chile, Israel Bórquez, que segundo documentos recentemente desclassificados da CIA (sigla em inglês da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos), foi o principal operador a favor de Pinochet no Poder Judiciário, sendo o responsável pelo encobrimento das evidências que ligavam o ditador a este e outros casos.

A resolução foi aprovada com 69 votos a favor e 23 contra. Também houve seis abstenções. Entre suas implicações está o fato de que, a partir de sua publicação – na próxima semana –, estará proibido o uso ou a exibição do nome o de imagens do ditador em organismos públicos. Também passou a ser proibido realizar homenagens em seu nome.
Repercussão
Após a votação, um grupo de deputados do partido de centro-direita Renovação Nacional reclamaram que “o texto continha algumas trechos pouco claros e enganosos”. A situação gerou polémica, porque dentro desse grupo estavam Germán Becker e Jorge Rathgeb, dois históricos defensores do pinochetismo no Chile, que terminaram votando a favor da resolução. A controvérsia horas depois, com os parlamentares admitindo que votaram sem ler o texto.

Entretanto, setores mais extremos da direita reagiram com mais indignação. O deputado Ignacio Urrutia do partido ultraconservador UDI (União Democrata Independente), prometeu relançar um projeto criado por ele em 2015 pedindo que o nome e as imagens de Salvador Allende também sejam banidas dos organismos públicos – rejeitado na época.

Com a aprovação da resolução, o ministro de Defesa do Chile, José Antonio Gómez, afirmou que solicitará, na próxima semana, o retiro de todas as imagens do ditador nas dependências do Exército, e decretará a proibição de homenagens em sua honra dentro de edifícios do Estado. O mesmo acontecerá no caso de Israel Bórquez, cujas imagens suas dentro de edifícios do Poder Judiciário deverão ser retiradas, por iniciativa da ministra da Justiça, Javiera Blanco.

Passou uma etapa na Venezuela

Uma opinião

 Mapa da derrota da direita na Venezuela

A essa hora a direita estaria, pelos cálculos dela mesma, numa posição de força totalmente diferente da atual. Ou sentada no Palácio de Miraflores, ou tratando de um governo paralelo combinado com movimentos de massa e ações violentas, inclusive militares. Apostou no tudo ou nada/agora ou nunca, e hoje está enredada numa disputa interna para ver como seguir, tentando para não acabar pior que ao começar a escalada dos 100 dias.

Aconteceu o que tantas vezes acontece à direita: erraram nas análises. Super estimaram a própria força, subestimaram o chavismo, leram de maneira errada o estado de ânimo das massas, calcularam mal as coordenadas do campo de batalha. E nas batalhas as responsabilidades são coletivas, mas diferenciadas: o peso maior cai sobre os generais – como ensina, dentre outros livros, A Estranha Derrotade Marc Bloch.  
Porque fato é que houve a derrota, derrota tática, no marco de um equilíbrio instável prolongado, mas derrota, sim, e derrotas implicam mudanças, rompimentos, debandadas e mudanças de posição.
Por que a direita avaliou tão erradamente as condições para tomar o poder pela força na Venezuela? Foram vários elementos combinados. Em primeiro lugar, a posição da classe dirigente. A direção do movimento golpista estava e está em mãos de homens e mulheres da burguesia, da oligarquia, quadros em sua maioria de classe média alta, formados todos nessa política imaginária tão típica das direitas em todo o mundo. Não é verdade que a direita não desenvolveu estruturas em algumas zonas populares, mas não dirigem realmente coisa alguma e onde existem, são minoritárias. A esse elemento soma-se outro, que agrava o risco do cálculo e leva a erro: uma parte da direção do movimento golpista, tanto venezuelanos como norte-americanos, vive fora da Venezuela, muitos nos EUA.
Essas interpretações, marcadas por grande distância de classe e de país, acabaram por fracassar pelo efeito bumerangue de uma de suas reconhecidas forças: as redes sociais predominantemente de direita. A direita golpista venezuelana assumiu que a dinâmica manifestada nas redes seria representativa do estado de ânimo das maiorias e que essas maiorias seriam de direita. Pensaram que a fortuna que consumiram – da ordem de milhões de dólares – com veículos das empresas Twitter, Facebook, Instagram, Youtube, obtivera real sucesso, seria a expressão da verdade, o que realmente existia no mundo real, que a radicalidade da direita ali expressa seria a radicalidade popular real.

Quem está ao lado dos terroristas ?

"Na terça-feira, as forças do Exército Livre da Síria, apoiados pelo Ocidente, anunciaram ter abatido um avião da Força Aérea síria, na província de Sweida, perto da fronteira com a Jordânia." 
Esta a notícia de satisfação da Euronews , que apelida os  "terroristas bons " por " exército livre da Síria . Hipócritas .

“Em relação à cidade velha de Raqqa, está quase libertada. Quase 65% da cidade velha de Raqqa está controlada”, assegura o comandante das FSD, Gabar Derik.
Desde o início da ofensiva militar para retomar o controlo da cidade de Raqqa, em junho, mais de 100 mil pessoas foram obrigadas a fugir, segunda a Organização Internacional para as Migrações. 

Uma sugestão para Marcelo

Não no quadro dos afectos mas de quem tem" tomates", Marcelo bem podia inspirar-se em Trump e chamar a Belém os donos das principais cotadas com sedes das suas holdings na Holanda e em paraísos fiscais para lhes dizer que essa pouca vergonha não podia continuar !
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"Segundo a imprensa o presidente americano retomou as críticas às multinacionais americanas que escapam ao pagamento de impostos nos EUA. Trump criticou a Amazon por prejudicar os contribuintes americanos, responsabilizando-a pela perda de postos de trabalho.
As críticas de Trump são dirigidas à Amazon mas seguramente também ao fundador da empresa, o multimilionário Jeff Bezos, que é também dono do Washington Post, um das principais publicações americanas que vem dirigindo fortes críticas ao presidente dos EUA. 

E o Washington Post num artigo de análise publicado na terça-feira, sustenta que Trump deixou claro "que alinha com a extrema-direita". 


15 de agosto de 2017

O BCE e o Tribunal Constitucional Alemão


Os que vivem das rendas na Alemanha e os seus servidores políticos protestam . As eleições... e os interesses de muitos...
BCE:
"A ampliação do programa de compra de activos está, em nossa opinião, dentro do nosso mandato", afirmou o BCE, em comunicado hoje divulgado.

Mas, acrescenta, isso é algo que tem de ser validado pelo Tribunal Europeu de Justiça.

"O programa de compra de activos ampliado continua completamente operativo em linha com anteriores comunicados do conselho de governo", segundo o banco central.


O Tribunal Constitucional alemão remeteu hoje ao Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) as suas dúvidas sobre a legalidade do programa de compra de dívida do BCE, procurando uma directiva comum a seguir para julgar as questões que recebeu sobre este tema.

A 09 de Março de 2015, o BCE e os bancos centrais nacionais começaram a comprar grandes quantidades de dívida pública da zona euro.

O BCE adquiriu dívida pública e privada no valor de 60 mil milhões de euros mensais até Março de 2016, depois aumentou a quantidade para 80 mil milhões de euros por mês durante um ano e, desde Abril, voltou a reduzir para 60 mil milhões.

Segundo a agência Associated Press, o Tribunal Constitucional alemão justifica a sua decisão dizendo considerar que apenas uma instância europeia pode decidir sobre regulamentos que dizem respeito à UE.

Com esta decisão, escreve a EFE, o Tribunal Constitucional suspende os processos abertos para responder à pergunta que questiona se o programa de compra de dívida pública do BCE é compatível com a lei fundamental germânica, apresentando ao tribunal europeu várias questões favoráveis às pretensões alemãs.

De acordo com aquela instituição, há vários motivos de peso que permitem afirmar que as decisões a fundamentar o programa de compra de dívida pelo banco central violam a proibição de financiamento público por parte do BCE excedem o mandato do banco central em matéria de política monetária, estendendo-se a competências próprias dos Estados-membros.Lusa

A guerra económica para os nulos

Dedicado à arrogância de alguns jornalistas e a uma esquerda bem pensante sempre a procurar "sarfar" na onda  da comunicação social dominante e obter o seu apreço e daqueles a quem  estes servem
.http://www.medelu.org/La-guerre-economique-pour-les-Nuls

La « guerre économique » pour les Nuls (et les journalistes)

Sous la forme d’un feuilleton en quatre parties que vous pourrez retrouver chaque jour à partir du 11 août 2017, Mémoire des luttes publie une enquête exclusive de Maurice Lemoine consacrée à la question de la « guerre économique » au Venezuela.

Alors que la vague de violence déclenchée par une opposition décidée à le renverser a provoqué la mort de plus de cent dix personnes depuis début avril, le président « chaviste » Nicolás Maduro a réussi son pari : faire élire une Assemblée nationale constituante le 30 juillet. Malgré une situation extrêmement tendue et les menaces proférées contre les électeurs par les groupes de choc d’extrême droite, plus de 8 millions de citoyens (41,5 % de l’électorat) se sont déplacés et ont choisi leurs représentants.
Largement traitée par des médias totalement acquis à l’opposition, la grave crise que traverse le Venezuela comporte une dimension systématiquement passée sous silence : comme dans le Chili de Salvador Allende, une sournoise mais féroce « guerre économique » déstabilise le pays.