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5 de dezembro de 2016

Loucura ...!



LOUCURA OU POPULISMO?
É verdadeiramente ilustrativo do comentário político que temos a leitura dos comentários à eleição do abominável homem do capital Trump. Com poucas excepções.
Não sabemos o que mais admirar, se o confusionismo político, o preconceito ideológico, o simplismo redutor, o reacionarismo militante. Mas compreende-se o desnorte e o dislate. Como pode ter acontecido tal, na tal “grande democracia”, com tanta democracia, que até se vê obrigada a “exportá-la”, nem que seja á bala…E é também uma confissão não assumida da perturbação que causa ver que as políticas que defenderam e defendem tenham produzido tal “anormalidade” política.
Começa por ser admirável a dificuldade em fazer uma leitura simples e rigorosa dos nºs da eleição. Coisas simples como o facto de H Clinton “a rainha do caos” ter tido mais votos! O abominável ter menos votos que os anteriores candidatos republicanos, etc Como nada se diz sobre um sistema eleitoral que produz tais distorções! Um sistema onde o dinheiro dos candidatos continua a ser decisivo! Onde a abstenção ronda os 50% – o que não parece ser problema para os comentadores, desde que seja nos EUA! Um sistema, onde os media, fazem aquilo a que pudemos assistir (1) (É claro, que pôr agora o sistema em causa, significa também o questionamento de anteriores eleições e a natureza democrática do sistema!)

Sectores estratégicos




Os Sectores Estratégicos da nossa Economia


A Constituição da República Portuguesa (CRP) estabelece no nº3 do seu artigo 86º: «que a lei pode definir sectores básicos nos quais seja vedada a actividade às empresas privadas e a outras entidades da mesma natureza».
Essa definição de sectores básicos passou a partir da 3ª revisão constitucional de 1992 a ser uma simples faculdade, que os sucessivos governos nunca sentiram necessidade de utilizar.
A lei da delimitação dos sectores aprovada em 1977, tendo definido as actividades e os sectores básicos da nossa economia, fê-lo não para que eles fossem defendidos, mas para a partir daí se iniciar um longo ataque às nacionalizações, que culminaria em 1990 com a aprovação da lei quadro das privatizações no seguimento da 2ª revisão constitucional.
O conceito de sectores básicos da economia, foi sendo esvaziado ao longo dos anos 80, à medida que o processo contra-revolucionário foi avançando.
No interesse da reconstituição e restauração dos grupos monopolistas nacionais, liquidados pelo 25 de Abril e pelas nacionalizações, não era de esperar outra coisa.
Desde 1989 iniciou-se um longo período de privatizações que permitiram ao Estado arrecadar de receitas, a preços correntes, cerca de 40 mil milhões de euros, 21% do PIB de 2016.
As sucessivas privatizações fizeram com que os interesses privados nacionais ou estrangeiros sejam hoje dominantes e os interesses estratégicos dos portugueses estejam hoje nas suas mãos: da banca, aos seguros, ao sector energético, às telecomunicações, ao sector dos cimentos, ao sector químico, ao sector siderúrgico, ao sector dos transportes públicos rodoviários e ao sector dos transportes aéreos.
As privatizações foram e são uma das pedras angulares da política de direita que tem presidido às práticas políticas de sucessivos governos do PS, PSD e CDS/PP nas últimas décadas, sempre acompanhadas pela liberalização dos mercados e a desregulamentação dos mecanismos de orientação e direcção económica.
A aplicação de todas estas políticas conduziram o país ao triste estado em que se encontra hoje: um país mais desigual, injusto e dependente.

Comentários ao Congresso

Foi visível o incómodo dos comentadores. De facto, como disse Jerónimo de Sousa, “até nos Congressos os partidos não são todos iguais”. Os comentadores, especialistas em discutir sobre pessoas, em fazer glosas sobre as intrigas de bastidores, sobre quem vai fazer de mestre de sala dos interesses oligárquicos, ficam como que perdidos. Porém torna-se indisfarçável a sua mediocridade. É que no campo das ideias, discutir pessoas é o argumento dos medíocres.
Sente-se o ressentimento face à situação dos partidos da direita, dos quais mais ou menos sinuosamente sempre defenderam as opções. Que angústia verem os jovens assumindo os exemplos dos mais velhos e proclamando o marxismo-leninismo como a sua ideologia e base da sua militância.
Para o tal "caixote do lixo da história" caminha a social-democracia que se submeteu ao neoliberalismo. Também partidos que foram atrás dos cantos de sereia da social-democracia e “europeísmo” se tornaram irrelevantes social e politicamente, incapazes de apresentar alternativas mobilizadoras. Bem dizia Álvaro Cunhal: desconfiemos é dos elogios dos inimigos de classe (cito de cor).
O PSD tenta disfarçar a má figura que faz assumindo uma ridícula postura de extrema-esquerda: com o apoio ao governo PS, o PCP estaria a negar-se! Pelos vistos a “disfuncionalidade cognitiva” (pela qual fizeram uma birra de extrema-direita na AR) não era temporária!
A comunicação social lá teve que apresentar algo sobre o congresso. Nada comparado com outros partidos, até o BE teve mais destaque e divulgação de conteúdos. Caro, agora não havia questões pessoais…
O importante foi escondido, banalizado: “não trouxe surpresas”. Para os que erraram em tudo o que previram ou defenderam, não está mal! Claro que ignoraram a realidade das lutas travadas, da juventude militante, da determinação e confiança.
Não há dúvida têm razões para estar ressabiados. E a desorientada bidelbergiana, Clara F. Alves, sem saber que volta há de dar à sua política de direita, acha que se o PCP tivesse maioria de votos, já “não lhe achávamos tanta graça”. Graça?!
A “superior” inteligência dos comentadores tratou de escamotear dados que deviam ser divulgados para que o povo fizesse as suas escolhas em consciência: Apenas alguns exemplos:
- Com as privatizações o Estado arrecadou 40 mil milhões de euros, porém só entre 2014 e 2014 as empresas privatizadas no PSI 20 tiveram de lucro 44 mil milhões. (José Lourenço).
- Entre 2000 e 2014 a banca distribuiu de dividendos 8,5 mil milhões de euros mas as imparidades atingiram 16 mil milhões (Miguel Tiago)
- Entre 1996 e julho de 2016 o que saiu do país em juros, lucros e dividendos, foi superior em 82 mil milhões de euros ao montante líquido de tudo o que recebemos da UE. (Carlos Carvalhas)
- Desde a entrada no euro o crescimento económico médio foi nulo. (idem)
- (medida fundamental) A passagem para o direito português dos diversos contratos de dívida, permitindo o pagamento dos juros em escudos. (idem).
Será que a comunicação social controlada se tornou numa outra "casa dos segredos"?

1 de dezembro de 2016

Gabriel Garcia Maequez

Leitura para a " esquerda do sofá "



> Registando com enorme indignação o que a poderosa máquina de propaganda imperialista consegue instilar até inesperadamente em muita gente, alguma que muito se tem indignado com Trump mas que, chegado o momento, não se distinguem de Trump. Nada de novo a oeste! Também nada de novo muita gente de esquerda perdida nos seus labirintos e sem encontrarem o fio de ariadne que os salvaria do minotauro e já sem sequer saber como fabricar as asas de Ícaro. Que poderia escrever sobre FIdel? Que música estou a ouvir por Fidel? Texto,  de Gabriel Garcia Marquez bem como a música de Dvorak aqui ficam. Manuel Augusto Araújo
>
> FIDEL
>
> A sua devoção pela palavra. O seu poder de sedução. Vai buscar os problemas onde estão. O Ímpeto e a inspiração são próprios do seu estilo. Os livros reflectem muito bem a amplitude dos seus gostos. Deixou de fumar para ter a autoridade moral para combater o tabagismo. Gosta de preparar as receitas de cozinha com uma espécie de fervor científico. Mantém-se em excelentes condições físicas com várias horas de ginástica diária e natação frequente. Paciência invencível. Disciplina férrea. A força da imaginação arrasta-o até ao imprevisto. Tão importante como aprender a trabalhar é aprender a descansar.
>
> Fatigado de conversar, descansa conversando. Escreve bem e gosta de fazê-lo. O maior estímulo da sua vida é a emoção do risco. A tribuna de improvisador parece ser o seu meio ecológico perfeito.
> Começa sempre com uma voz inaudível, com um rumo incerto, mas aproveita qualquer assunto para ir ganhando terreno, palmo a palmo, até que uma espécie de grande vaga se apodera da audiência. É a inspiração: o estado de graça irresistível e deslumbrante, que só o negam aqueles que não tiveram a glória do viver. É anti-dogmático por excelência. José Martí é o seu autor de cabeceira e teve o talento de incorporar o seu ideário à corrente sanguínea de uma revolução marxista.
> Na essência do seu pensamento poderia estar a certeza de que para fazer trabalho de massas é fundamental ocupar-se dos indivíduos.
> Isto poderia explicar a sua confiança absoluta no contacto directo.
> Tem uma linguagem, para cada ocasião e um modo distinto de persuasão para cada interlocutor. Sabe situar-se ao nível de cada um e a sua informação casta e variada permite-lhe mover-se com facilidade em qualquer meio. Uma coisa é segura: esteja onde esteja, como esteja e com quem esteja, Fidel Castro está ali para ganhar.
> A sua atitude perante a derrota, ainda que seja nos actos mínimos da vida quotidiana, parece obedecer a uma lógica privada: nem sequer a admitem e não tem um minuto de sossego enquanto não consegue inverter os termos e convertê-la numa vitória.
> Ninguém consegue ser mais obsessivo quando se propôs chegar ao fundo de qualquer coisa. Não há projecto colossal e milimétrico, em que ele não se empenhe de uma forma apaixonada.
> E em especial se tem que defrontar-se com a adversidade. Nunca como então parece com melhor disposição, Alguém que acredita conhecê-lo bem, disse-lhe: as coisas devem andar muito mal, porque você está esfusiante.
> Insistir e aprofundar as coisas é uma das suas formas de trabalhar. Exemplo: o assunto da dívida externa da América Latina, apareceu pela primeira vez nas suas conversas há alguns anos, e foi desenvolvendo-se, ramificando-se, aprofundando-se. A primeira coisa que disse, como uma simples conclusão aritmética, era que a dívida era impagável. Depois apareceram as medidas escalonadas: As repercussões das dívida na economia dos países, o seu impacto politico e social, a sua influência decisiva nas relações internacionais, a sua importância providencial para uma politica unitária da América Latina... até chegar a uma visão totalizadora, a que expôs numa reunião internacional convocada para o efeito e que o tempo se encarregou de demonstrar.
> A sua mais rara virtude de politico é essa capacidade de vislumbrar a evoluções dos factos até às suas consequências remotas... no entanto, não exerce esta faculdade por revelações, mas como resultado de um raciocínio árduo e tenaz. O seu auxiliar supremo é a memória que usa até ao abuso em conversas privadas com raciocínios espantosos e operações aritméticas de uma rapidez incrível.
> Tudo isto, requer o auxílio de uma informação incessante e bem mastigada e digerida. A sua tarefa de acumulação informativa começa desde o momento em que acorda. Pequena almoça com mais de 200 páginas de notícias de todo o mundo. Durante o dia, fazem-lhe chegar informações urgentes, calcula que cada dia tem que ler 50 documentos, a esses têm que se somar as informações dos serviços oficiais e as conversas com os seus visitantes e tudo aquilo que possa despertar o interesse da sua curiosidade infinita.
> As respostas têm de ser exactas, pois é capaz de descobrir a mais pequena contradição numa frase casual. Outra fonte vital de informação são os livros. É um leitor voraz. Ninguém consegue explicar como tem tempo nem qual é o método que utiliza para ler tanto e com tanta rapidez, ainda que ele insista que não tem nenhum talento especial para isso.
> Muitas vezes levou um livro de madrugada e na manhã seguinte comenta-o. Lê inglês mas não o fala.
> Prefere ler castelhano e a qualquer hora está disposto a ler o mais pequeno papel que lhe caia nas mãos.
> É um leitor habitual de assuntos económicos e históricos. É um bom leitor de literatura que segue com atenção.
> Tem o costume de interrogar os seus visitantes. Perguntas sucessivas até descobrir o porquê do porquê do porquê.
> Quando um visitante da América Latina lhe deu um dado apressado sobre o consumo de arroz dos seus compatriotas, ele fez os seus cálculos mentais e disse-lhe: que estranho, quer dizer que cada um come quatro libras de arroz por dia.
> Uma das suas tácticas é perguntar coisas que sabe para confirmar os seus dados. E em alguns casos para medir o calibre do seu interlocutor e tratá-lo em consequência.
> Não perde ocasião para informar-se. Durante a guerra de Angola descreveu uma batalha com tantos pormenores e minúcia, numa recepção oficial, que foi difícil convencer o diplomata europeu de que Fidel Castro não tinha participado nela.
> O relato que fez da captura e assassinato do Che, o que fez do assalto do quartel da Moneda e da morte de Salvador Allende ou o que disse dos estragos do ciclone Flora, davam grandes reportagens faladas.
> A sua visão da América Latina e do seu futuro, é a mesma de Bolívar e de Martí, uma comunidade integral e autónoma, capaz de mover o destino do mundo. O pais do qual sabe mais depois de Cuba, os Estados Unidos. Conhece a fundo as características da sua gente, as suas estruturas de poder, as segundas intenções dos seus governo, e segundas intenções dos seus governos, e isto ajudou-o a contornas a tormenta incessante do bloqueio.
> Numa entrevista de várias horas, detém-se em cada assunto, quando se aventura em temas menos conhecidos, nunca descuida a precisão, consciente que uma só palavra mal usada pode causar estragos irreparáveis. Jamais recusou responder a nenhuma pergunta, por mais provocadora que seja, nem perdeu nunca a paciência. Sobre os que escamoteiam a verdade para não lhe causar mais preocupações que as que tem: descobre-o. A um funcionário que o fez, disse-lhe: Ocultam-me verdades para não me preocupar, mas no fim, quando descobrir, morrerei pelo choque de enfrentar tantas verdades que me deixaram de dizer. As mais graves, no entanto, são as verdades lhe ocultam para encobrir erros e deficiências, pois ao lado dos enormes sucessos que sustentam a revolução – as conquistas politicas, científicas, desportivas e culturais – há uma enorme incompetência burocrática monstruosa que afecta toda a vida diária e em especial a felicidade doméstica.
> Quando fala com a gente da rua, as conversas ganham expressividade e a franqueza crua dos afectos reais. Chamam-no: Fidel. Rodeiam-no sem riscos, tratam-no por tu, discutem, contradizem-no, protestam, como num canal de transmissão imediata por de onde circulam a verdade aos borbotões. É então que se descobre o ser humano insólito, que o resplendor da sua própria imagem não deixa conhecer: um homem de costumes austeros e ilusões insaciáveis, com uma educação formal à antiga, de palavras cautelosas e ténues e incapaz de conceber nenhuma ideia que não seja descomunal.
> Sonha que os “seus” cientistas encontrem o remédio final contra o cancro e criou uma politica externa de potencia mundial, numa ilha 84 vezes mais pequena que o seu inimigo principal.
> Tem a convicção que a conquista mais do ser humano é a boa formação da sua consciência e que os estímulos morais, mais do que os estímulos materiais, são capazes de mudar o mundo e empurrar a história.
> Ouvi-o nas suas escassas horas de meditação à vida, evocar as coisas que poderia ter feito de outra maneira para ganhar mais tempo de vida. Ao vê-lo muito aborrecido pelo peso de tantos destinos de pessoas, perguntei-lhe o que quisera fazer neste mundo, respondeu-me de imediato: parar num local qualquer.
>
> Gabriel Garcia Marquez in Rebellion

Luís Spulveda

Leituras para a " esquerda do sofá "

Luís Sepúlveda  FIDEL...
(No dia da morte de Fidel Castro) Blog Jardim das Delícias




   La noticia llega con las primeras luces del día, tal vez con la misma intensa luminosidad del amanecer que vieron los tripulantes del "Gramma" en la costa de la isla antes de desembarcar y empezar la gesta que inauguró la dignidad latinoamericana.
En las pupilas de ese grupo de hombres y mujeres que tocaron la arena blanca de Cuba, iba también la luz de los caídos en el asalto al cuartel Moncada y, por eso, el brazalete con la leyenda"26 de Julio" era la gran identidad de aquellos que, como más tarde escribiría un argentino al que llamaban simplemente Che, daban el paso a la condición superior del insurgente, del rebelde, del militante, y se convertían en Guerrilleros.
La dignidad latinoamericana se inauguró de verde olivo y con olor a cordita, a pólvora, al sudor de las marchas selva adentro, a la fatiga combatiente que, lejos de cansar, entregaba más ánimo a la vocación justiciera de los guerrilleros, de los combatientes de Fidel, de "los barbudos" vestidos con retazos, armados de machetes zafreros y de las armas arrebatadas al enemigo en cada combate.
Los combatientes de Sierra Maestra, los guajiros, estudiantes y poetas, paso a paso, tiro a tiro, enseñaron a Latinoamérica que la estrella de Comandante Guerrillero era el distintivo del primero en el fragor de la lucha, del que combatía en primera fila, del que sembraba ejemplo y confianza en un destino superior.
Y mientras los guerrilleros del "26 de Julio" avanzaban por las sierras y las selvas, en todo el continente latinoamericano, desde el río Bravo hasta la Tierra del Fuego, los humildes alzaban sus banderas de harapos, "porque ahora la historia tendrá que contar con los pobres de América".
Hoy es un día de recogimiento revolucionario. Hoy es el día del dolor de aquellos que se atrevieron a dar el paso imprescindible, a romper con la existencia dócil y sumisa , y se unieron al camino sin retorno de la lucha revolucionaria.
¡Hasta la Victoria Siempre, Fidel! ¡Hasta la Victoria Siempre, Comandante Guerrillero! 

30 de novembro de 2016

Leituras para os democratas de sofá

Rafael Correia
"...Sur le continent qui connaît les pires inégalités de la planète, tu nous as laissé le seul pays avec zéro dénutrition, avec l’espérance de vie la plus élevée, avec une scolarisation de cent pour cent, sans aucun enfant vivant à la rue (applaudissements).

Évaluer le succès ou l’échec du modèle économique cubain en faisant abstraction d’un blocus criminel de plus de cinquante ans, c’est de l’hypocrisie pure et simple ! (Applaudissements.) N’importe quel pays capitaliste d’Amérique latine en butte à un blocus semblable s’effondrerait en quelques mois."
"...Pour évaluer son système politique, il faut comprendre que Cuba a subi une guerre permanente. Dès le début de la Révolution, il existe une Cuba du Nord, là-bas à Miami, guettant en permanence la Cuba du Sud, celle qui est libre, digne, souveraine, majoritaire sur la terre nourricière, non en des terres étrangères (applaudissements). Ils n’ont pas envahi Cuba parce qu’ils savent qu’ils ne pourront pas vaincre tout un peuple (applaudissements).
Ici, sur cette île merveilleuse, on a érigé des murailles, mais non de celles qu’érigent les empires : des murailles de dignité, de respect, de solidarité ! "

Prof. Chems Eddine Chitour
(...)Argélia
Comme l’écrit l’intellectuel éclectique ancien haut fonctionnaire français,  libre de ses idées  : « Fidel Castro vient de partir dans l’autre monde, et déjà on entend la rumeur mensongère propagée par les calomniateurs de service. Les chacals de la presse bourgeoise tournent autour de sa dépouille avec gourmandise. Ceux qui couvrirent Hugo Chavez de leurs ordures sont là, décidés à repasser à table. Pas de doute. Ces journaleux à la solde de leurs maîtres, ces chiens  Un tyran, celui qui risqua sa vie dans la fleur de la jeunesse, balaya la dictature de Batista, restaura la souveraineté nationale, restitua sa fierté au peuple cubain, rendit la terre aux paysans, éradiqua la misère, fit taire le racisme, libéra la femme cubaine des chaînes du patriarcat, créa le meilleur système de santé du Tiers Monde, réduisit la mortalité infantile dans des proportions inconnues dans le reste de l’Amérique latine, élimina l’analphabétisme, offrit l’éducation à tous, et résista victorieusement avec son peuple à l’agression impérialiste ? Ces affabulateurs vous le diront parce que le castrisme incarne tout ce qu’ils détestent. L’amour de la liberté, l’exigence avec soi-même, la fierté de n’obéir à personne, l’éthique révolutionnaire alliée au sens du réel, l’élan généreux qui triomphe de l’indifférence, la solidarité sans faille à l’intérieur comme à l’extérieur, le patriotisme qui n’éloigne pas de l’internationalisme, au contraire, mais en rapproche. Tout cela, c’est le castrisme. Un illustre combattant de la libération africaine en savait quelque chose » (2).
(...)S’agissant du niveau de vie malgré la crise, malgré  la mondialisation inhumaine, malgré l’embargo  l’Indice de développement humain de Cuba est de 0,78 l’un des meilleurs au monde. Il a cru de 10 points  de 0,68 en 2000 à 0,78  (2014 : 62 place) 





Hace tiempo que a buena parte de la izquierda ha preferido reemplazar el análisis sesudo por el prejuicio, o en el mejor de los casos, el “sentido común”. Se ha creado uno cultura izquierdista que exige pureza, “delicadeza”, “lenguaje políticamente correcto”, reproducción fiel del discurso “profético” de tal o cual referente revolucionario, sin pensar siquiera el contexto histórico desde donde fueron enunciados. Entre consignas y lenguajes se ha dejado de intervenir de forma real y efectiva en la sociedad para transformarla; “intervenciones” las hay, casi siempre desde una zona de confort, desde el clásico cafetín, charlas vanidosas, ciclos de cine, e incluso manifestaciones que levantan el ánimo temporalmente. Aquella voluntad y entrega que caracterizó a los revolucionarios de los siglos XIX y XX se ha esfumado, queda el recuerdo trágico de “lo que algún día fuimos y ya no seremos”. Perdida la vocación revolucionaria, el aspecto histórico de la revolución ha sido reemplazado por la inmediatez, las exigencias morales, las micro sociedades alternativas, el “fluir y el soltar”, cínicos cómplices del enemigo (el capitalismo) que dicen combatir.
La muerte de Fidel convocó a toda esa izquierda contrarrevolucionaria para compartir similares, y en algunos casos las mismas, vivas y condenas que el imperialismo, el fascismo, la derecha mundial levantó en signo de victoria contra el revolucionario cubano. Críticas y contradicciones siempre existirán en cualquier proceso, no existe el ideal puro, tampoco el escenario revolucionario perfecto, la realidad está allí, desafiante e imperfecta a nuestro gusto, independientemente de nuestras opiniones e intereses.
Aquellos Fideles, Ernestos, Camilos y muchos otros más, desde 1952 a 1959 recordaron a los revolucionarios del mundo que el enemigo no era invencible, podía ser derrotado por la fuerza organizada del pueblo. La Revolución Cubana fue una luz que se extendió por Asia, África, Oriente Medio, Europa y América, miles de hombres y mujeres vieron en ella una esperanza, embarcándose en procesos revolucionarios de diversa índole. Cercada y atacada constantemente por el imperialismo, Cuba se convirtió en una isla desafiante al sistema dominante, no una consigna, una realidad.
Las revoluciones no aparecen de la nada, se organizan, no las protagonizan sujetos “especiales”, sino hombres y mujeres de a pie. La historia reconocerá a aquellas personas que simbolizan un proceso por sus características particulares; liderazgo, visión, fortaleza, etc. Reducir un suceso histórico a la voluntad y limitaciones de un sujeto es una estupidez, estos son tan solo los “depositarios simbólicos” y muchas veces el “alimento espiritual” de los pueblos. El caso de Fidel, sin duda sobredimensionado por esa aparente necesidad humana de lo trascendental, es emblemático; líder reconocido de un pueblo solidario y digno, quizá como pocos en el mundo ahora, que una vez muerto se dispone a nacer una y otra vez en la sociedad cubana.(...)
Carlos Pazmiño (Quito, 1987) se define como marxista libertario. Es comunicador y sociólogo, estudioso del anarquismo y anarcosindicalismo en Ecuador, la cuestión kurda y Oriente Medio, procesos de violencia política, acción colectiva y teorías del Estado. Colabora con diferentes medios dentro y fuera del país, es miembro del Centro de estudios “Patricio Ycaza” (CEPY).

A desinformação da informação vigente

A agenda mediática segue escrupulosamente o que é ditado centrais da desinformação.. Nos media tudo o que pode desagradar aos planos imperialistas é ocultado ou deturpado. Paul Criag Roberts afirma: “eles só dizem mentiras” e classifica-os como os “pressistutos”. Vejamos alguns exemplos do que é escondido.

Mais um exemplo da democracia e dos “valores” dos “europeístas”. Liberais e social-democratas sempre impediram o debate sobre o acordo de comércio livre entre a UE e o Canadá, cujo dossier está entregue à comissão do comércio. Por fim, foi decidido no PE  em 17 de novembro, negar a outras comissões, como agricultura, ambiente, democracia, consumo, o direito de analisar o acordo e estar em condições de fazer propostas de revisão. https://www.legrandsoir.info/avis-de-regression-generale.html 
O insuspeito Soros diz que a desintegração da UE é irreversível. Entretanto movimentos pela saída  crescem na Holanda, na Finlândia, em França, também na Itália. É lamentável que estas posições sejam tomadas pela extrema-direita antineoliberal  enquanto a esquerda, mostra incapacidade de mobilização popular em torno destes temas. https://www.rt.com/news/348449-eu-disintegration-irreversible-soros/
 
 Na Síria os jihadistas afundam-se militarmente e o Egito entra na luta ao lado da Síria. Há apenas algumas semanas uma delegação militar egípcia foi à Síria para discutir a sua participação em coordenação com o  comando sírio e russo. Aviões e helicópteros egípcios estariam já no aeroporto sírio de Hama. https://www.legrandsoir.info/syrie-les-fronts-djihadistes-s-effondrent-l-egypte-entre-dans-la-lutte.html
A China aumenta a sua ajuda militar à Síria. Até agora a China tem operado na Síria, ao lado de Rússia e Irão de forma "discreta" mas vai aumentar os esforços do combate ao terrorismo. Foram realizadas reuniões em Damasco com o chefe da Comissão Militar Central da China. A NATO não tem hipóteses para se opor a estes aliados e a Rússia coloca-se numa posição mais forte nas negociações com os EUA. https://www.rt.com/news/356161-china-syria-military-training/ 
 
Questão do mar da China. Face ás ameaças e planos de intervenção dos EUA a agência noticiosa estatal responde dizendo que a longa lista de intervenções dos EUA mostra como correm mal e levam países ao caos como na Síria, Iraque e Líbia. Acrescenta que países fora da região só podem causar mais problemas na disputa, Um comandante militar chinês declara que “exibir músculos militares só terá o efeito contrário”. https://www.rt.com/news/352288-south-china-sea-us-intervention/ 
A China exibe um avião de caça de longo alcance, o J-20 é invisível aos radares e equipado com mísseis ar-ar. https://www.rt.com/news/364947-china-fighter-jet-airshow/ 
A China cria o supercomputador mais rápido do mundo sem depender de hardware dos EUA.  A China tornou-se o país com mais supercomputadores: 167, contra 165 dos EUA. Outros países vêm muito distantes: Japão em 3º lugar com 29. https://www.rt.com/news/347620-china-supercomputer-sunway-taihulight/