Linha de separação


16 de janeiro de 2018

O império alimenta o terrorismo

Lavrov acusa EUA de quererem desintegrar a Síria
"A intenção norte-americana de criar uma força militar sob o seu comando com o pretexto de controlar a segurança das fronteiras da Síria parece ter como objetivo a desintegração territorial do país árabe, alertou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov.
"De facto, significa criar um enorme território separado nas fronteiras com a Turquia e o Iraque e a leste do rio Eufrates. A declaração sobre a forma como a zona será controlada com forças até 30000 efetivos sob ordens dos Estados Unidos, faz temer a divisão da Síria, disse Lavrov na tradicional conferência de imprensa para falar sobre os resultados do ano anterior.
A Rússia e a Turquia reagiram duramente à constituição de uma força fronteiriça na Síria sob comando norte-americano com combatentes curdos e árabes. Num tom ameaçador, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan declarou que é o dever turco "matar à nascença o exército terrorista".
O Presidente turco afirmou que as forças armadas turcas estão prontas para lançar uma operação contra os bastiões das YPG em Afrine e Minbej, no norte da Síria.
"Os preparativos terminaram, a operação pode começar a qualquer momento", afirmou Erdogan, adiantando que "as operações (continuarão) até que não reste um único terrorista", declarou o chefe de Estado.
A coligação internacional conduzida por Washington, alegadamente levada a cabo para combater o grupo Estado Islâmico (EI), anunciou a criação de uma "Força de Segurança Fronteiriça

A Arrogancia do dinheiro

E que tal a aprovação de uma derrama especial sobre estas empresas para se reduzir a dívida que a direita tanto reclama ?

"O Governo defende que a EDP e a Galp têm de pagar a Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético (CESE). Estas duas empresas optaram por não pagar a CESE, ao mesmo tempo que constestam esta taxa em tribunal.

"As empresas têm de cumprir as suas obrigações fiscais. Isso é verdade para as pequenas, para as médias, para as grandes empresas, como é verdade para os cidadãos. Não estaremos nunca dispostos a aceitar e será nos tribunais que vamos resolver essas questões", começou por dizer o ministro da Economia esta terça-feira, 16 de Janeiro, na comissão de Economia na Assembleia da República.

Manuel Caldeira Cabral respondia às perguntas colocadas pelo deputado do PCP, Bruno Dias, sobre o facto de a EDP e a Galp terem optado por não pagar esta taxa, estando actualmente a dever um total de 338 milhões de euros ao fisco.

O deputado comunista comparava a situação destas duas grandes empresas com a de um pequeno empresário que sofreria as devidas consequências caso não pagasse os seus impostos.

Na sua resposta, o ministro sublinhou que as empresas não estão acima da lei e que têm de pagar os seus impostos.

"Porque não é aceitável que as empresas digam que não querem pagar porque concordam ou não com o Governo, porque concordam ou não com o imposto. Não nos é perguntado a nenhum de nós, e é essa a natureza dos impostos, se concordamos ou não, não é perguntado a quem tem obrigações fiscais. A única resposta que [a EDP e a Galp] têm de dar é cumprir as suas obrigações fiscais", afirmou Manuel Caldeira Cabral no Parlamento.

A Galp optou por não pagar a CESE desde que entrou em vigor, em 2014, enquanto a EDP decidiu em 2017 deixar de pagar a taxa. As duas empresas contestam esta taxa em tribunal, à semelhança da REN, que optou por pagar a taxa.

Depois de ser revelado recentemente que a EDP tinha deixado de pagar esta taxa, o primeiro-ministro lamentou a atitude hostil da eléctrica para com o seu Executivo.

"Só lamento a atitude hostil que a EDP tem mantido e que representa, aliás, uma alteração da política que tinha com o anterior Governo", disse António Costa a 6 de Janeiro."
Neg

Blockchain


O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, disse que ciptomoedas poderiam desaparecer, assim como desapareceram as empresas de Internet dos anos 90, mas, ao mesmo tempo, a tecnologia de blockchain (cadeia de blocos, em inglês) teria futuro no mercado.


"Há diferentes atitudes em relação às criptomoedas, de proibitivas a absolutamente liberais. Mas, hoje em dia, todos se mostram preocupados com uma questão: onde está o limite dessa 'corrida de criptomoedas'? Poderia ser um beco sem saída da ciberevolução?", opinou Medvedev durante o Fórum Gaidar.
Segundo Medvedev, não deve ser excluído o cenário do início dos anos 90, quando apareceram numerosas empresas para desenvolvimento da Internet.
"No início dos 2000, a maioria dessas empresas desapareceu. Entretanto, a tecnologia – tenho em consideração a Internet – não apenas foi guardada, mas também desempenha papel-chave na nossa vida hoje em dia. Do mesmo modo, as criptomoedas poderiam desaparecer em alguns anos, mas a tecnologia na qual se desenvolvem as cripromoedas, estou falando do blockchain, vai se tornar uma parte da nossa vida quotidiana".
A tecnologia de blockchain parece ser revolucionária. A capacidade de armazenar dados de forma mais segura e barata pode ser usada não apenas por empresas do setor financeiro, mas também na medicina (a tecnologia permite o acesso imediato às informações de saúde dos pacientes) e outras indústrias. Tudo leva a crer que 2018 também será um grande ano para essa tecnologia, que têm potencial para mudar a economia mundial e a nossa vida cotidiana.

Labirintos e outras teias







Jorge Cordeiro


Inebriados de inquietude andam os que temem que a realidade comprometa aquilo que têm por adquirido e irrevogável. Ainda que sabendo que nada do que é essencial e estruturante para os seus interesses está seriamente atingido, o temor não se dissipa.

Tempos infinitos e esforços não menos ilimitados para tentar convencer que país que se preze e ambicione ter futuro só encontra salvação no empobrecimento e na terraplanagem de salários e direitos e, de repente, este arreliador desmentido com crescimento económico e elevação das condições de vida a revelarem-se indissociáveis. Daí o accionar de alarmes e a prontidão no mobilizar de todo o arsenal destinado a dissuadir alguma desordem posta na casa. Não admira assim esta rotinada convivência com paternais conselhos sobre como se deve o País comportar, apimentado com a oferta envenenada de certos cargos, recomendações quanto ao sentido de poupança ou avisos para tentações de querer tudo de uma vez.




Do muito que circula com tons diversos e distintos ângulos de observação sobre matéria vária opte-se pelas que, com a eloquência possível, pretendem dar por imutável o que ao País se quer impor. Em particular os associados à dependência externa seja o do Euro ou o das imposições da UE mas com inusitada ênfase para a questão da dívida que, a partir de decisões recentes de agências de notação financeira, regressou. Assinale-se, fazendo justiça a um estilo menos rude e até com reconhecível elegância de escrita, os que concedendo razões aos que se opõem a fatalidades logo evoluem para nos enredar num sem fim de adversativas capaz de fazer desistir o mais resistente dos maratonistas. Dito de outro modo: um labiríntico raciocínio que, fazendo jus ao que por definição essa construção de percursos sinuosos deve servir, se revele capaz de desorientar quem os percorre.




Na sinuosidade argumentativa de alguns deve ser assinalada aquela que concedendo, à partida, razão aos que tendo opinião em sentido contrário desagua na conclusão que à priori se determinara: reconhecendo a insustentabilidade da dívida agitam de imediato o perigo de «ideias facilitistas» para defender que a ela continuemos amarrados; descortinando nas Moodys deste mundo entidades capazes de prestar serviços úteis logo avisam para o seu «comportamento enviesado» e para a desejável compostura para não as enervar; e até mesmo reconhecendo na renegociação da dívida uma óptima ideia logo adiantam, imbuídos daquele espectro do Diabo que “de boas intenções está o inferno cheio”, que assim seria se pudesse ser feita com facilidade e sem dor. E, não vá a vida exibir novas surpresas, lá vão prevenindo que mesmo que o País tivesse contas públicas “em ordem” o melhor é decidir em função do que os credores determinam não vá um dia precisarmos deles!





Sacuda-se o fatalismo em que nos querem encurralar. Engenhosas argumentações não iludem a incompatibilidade da dívida com a resposta plena às necessidades do desenvolvimento do País. Os excedentes que o País já gera devem ser canalizados para o investimento, a melhoria dos serviços públicos ou a dinamização da produção nacional, e não enterrados no poço sem fundo da dívida para agrado dos especuladores. É uma questão de opção: esvair saldos orçamentais positivos para pagar uma dívida aos usurários que contribuíram para a criar; ou, por exemplo, investir na saúde para que doentes não se amontoem em corredores de hospitais e que o metro tenha carruagens para circular. Subtrair recursos nacionais para pagar a dívida sonega os meios indispensáveis ao crescimento que em si mesmo é condição para a sua redução. O que a vida mostra, e reduções da expressão da dívida mais ou menos conjunturais não desmentem, é que o desenvolvimento do País é inseparável da renegociação da dívida e da indispensável libertação do País da submissão ao Euro para a sua concretização.





Percebe-se a intenção dos que querem iludir a necessidade de renegociação da dívida e afastar a recuperação da soberania monetária enquanto condição associada àquela. Por eles o produto nacional pode continuar a ser consumido nessa pira imensa onde ardem os recursos do País. É nesta labiríntica equação que se quer prender o País. Talvez porque inspirados na Grécia dos dias de hoje se socorram da mitologia, que faz parte da sua história e da nossa cultura comum, vejam no Labirinto de Creta o instrumento para nos aprisionar no meandro das inevitabilidades. Se a sua ambição é o de alcançar o que rei Minos pretendeu ao mandar Dédalo construir tal labirinto para aprisionar o Minotauro, desenganem-se. Nem Merkel ou quaisquer outras figuras sombrias dos centros de dominação são Poseidon, nem os opinadores ao serviço da submissão externa terão a criatividade da Dédalo. Mesmo que no presente como no passado haja quem queira fazer de rei Dédalo, subsiste um problema. O do direito dos trabalhadores e do povo português a não se conformarem em se manter enredados em percursos tortuosos e sem fim à vista
.



13 de janeiro de 2018

O que tem a ver o dito com as calças

O que tem a ver o saco de plástico com o Brexit ?
Tudo !
A saída da Inglaterra da UE não iria trazer grandes problemas para Portugal , nem para a Europa , diziam . Problemas teria o reino de sua majestade , com a fuga de milhares de britânicos da fome em  "boat people" para encontrarem refugio no paraíso da UE .
Afinal a saida da Grã Bretanha traduz se num buracão no Orçamento Comunitário de 12 a14Mds€ pois este país era um contribuinte liquido da UE
Para tentarem colmatar este buraco a parasitocracia de Bruxelas anunciou esta semana que tem em estudo uma taxa sobre os sacos de plástico ! 
Gunter Oettinger o comissário alemão do Orçamento não deu pormenores mas confirmou a intenção.
Que maravilha esta União Europeia que tanto deslumbra os europeístas do estilo de Rui Tavares.

Pudera !

Aguardam -se as selfies de Marcelo com Guo Guangchang presidente da Fosun e com Jordi Gual presidente do Caixa Bank ecom o presidente do Conselho de Administração do BPI, Fernando Ulrich .

"Fosun e CaixaBank transmitem a Marcelo "grande satisfação" com actividade em Portugal

O chefe de Estado recebeu na quinta-feira, em Belém, os presidentes do grupo chinês Fosun, detentor da Fidelidade, da Luz Saúde e principal accionista do Millennium BCP, e do grupo espanhol CaixaBank, accionista maioritário do BPI.

Lusa 12 de janeiro de 2018 às 21:3 Estas duas audiências foram divulgadas hoje, através de duas notas colocadas no portal da Presidência da República com a data de quinta-feira. De acordo com a Presidência da República, "o presidente do CaixaBank manifestou grande satisfação com os resultados e actividade desenvolvida pelo BPI . Numa segunda nota, lê-se que o chefe de Estado "recebeu, em audiência no Palácio de Belém, o presidente da Fosun, Guo Guangchang (na foto), a vice-presidente, Julia Gu, o representante do grupo Fosun em Lisboa, Lingjiang Xu, e o presidente da Companhia de Seguros Fidelidade, Jorge Magalhães Correia".

"Nesta audiência, o presidente da Fosun  também manifestou grande satisfação com as actividades que têm vindo a desenvolver em Portugal ."
Só não nos disseram o quantitativo de lucros e dividendos que sairam de Portugal, mas disseram que "vão continuar a apoiar a economia portuguesa" !


12 de janeiro de 2018

A história por contar


Agostinho Lopes
Acabou de aparecer nas livrarias, em Dezembro, o livro de Ribeiro Cardoso, «O 25 de Novembro e os media estatizados», com o subtítulo, «Uma história por contar». Fica assim o ano de 2017 marcado pela publicação de dois livros, o referido, e o «Quando Portugal ardeu», de Miguel Carvalho, que são importantes contributos para combater a amnésia sobre o que foi o PREC e o 25 de Novembro. E, fundamentalmente, para ajudar a desmontar as mistificações monstruosas que sobre esses acontecimentos a historiografia «oficiosa» foi tecendo, com muita ajuda da academia e total e activa cumplicidade dos media dominantes. Casos como o da Renascença, o do República ou dos «saneados» do Diário de Notícias por José Saramago! Porque, como alguns textos a propósito das «comemorações» de algumas datas demonstram, há os que continuam convencidos que a mentira repetida acabará por ser a verdade!
Bem-haja o jornalista Ribeiro Cardoso por nos vir recordar de forma viva e impressiva, fundamentada e suportada por muitos depoimentos dos que directamente participaram, ou melhor, sofreram na pele a arbitrariedade, ilegitimidade das decisões então tomadas pelo poder político de direita, PS, PSD e CDS, no pós 25 de Novembro. Tratou-se «de 152 suspensões e despedimentos de trabalhadores da comunicação estatizada sem processo disciplinar e sem direito a defesa no 25 de Novembro.» Que ao fim de vários anos foram absolvidos pelos tribunais, mas já sem remédio para carreiras profissionais arruinadas e dezenas de vidas pessoais e familiares destruídas.
Não me surpreende, assim, o silêncio que a generalidade da comunicação social dominante tem feito sobre o Livro desde que ele foi apresentado, em fins de Novembro. Um silêncio de rachar pedras!
E a leitura do Livro acabou por me levar alguma resposta a outras preocupações sobre a comunicação social que temos. Será que o domínio absoluto de um pensamento quase único, unidireccional, pejado de ignorância e falta de rigor, de sistemática ausência de real investigação jornalística, de repetição de chavões e empestado de preconceitos, tem alguma coisa a ver com a prática liquidação da cultura de resistência, rebeldia, empenhamento social e cívico, coragem profissional de toda uma geração profissional saneada pelo 25 de Novembro? Mesmo sabendo que uma parte deles, felizmente, ainda anda por aí, a remar contra a maré. (Mesmo sabendo, que é também o resultado da quase total eliminação da comunicação social pública, pela sua entrega aos media do capital privado, ditos «independentes»).
Eu tenho de perceber, por exemplo, como é que esta comunicação social foi capaz de alinhar, a propósito da revisão da Lei do Financiamento dos Partidos, na espantosa concentração de mentiras, exibição de ignorância e má-fé ao serviço da exploração mais rasteira de populismo e demagogia, em nome da defesa da transparência do regime democrático.
Eu tenho de perceber por exemplo, porque é que esta comunicação social, que andou meses e anos a massacrar-nos com textos e notícias sobre a calamidade de um tal Corbyn à frente do Partido Trabalhista e das suas mirabolantes e pré-históricas propostas, para quem o mínimo que se previa eram as setes pragas do Egito, para o Partido e a nação, e que desde as últimas eleições no Reino de Sua Magestade, aparentemente, o fez desaparecer. Será que o Sr Corbyn faleceu e nós não demos por tal!? Será que o Labour mudou de líder? Será porque, segundo parece, as sondagens dão aos trabalhistas quase 10 pontos percentuais de vantagem?!
Eu tenho de perceber por exemplo, a razão da duplicidade, mistificação e mentira mediáticas na abordagem das guerras da Síria e do Médio Oriente. Porque é que o filme de Alepo é a preto, e o de Mossul é a branco, ou mesmo a azul. Aliás, a batalha de Alepo chegou ao fim, sem que os jornalistas e comentadores do Público, Expresso e outros media, ditos de referência, enxergassem um único daesh em Alepo. Porque é que os fundamentalistas islâmicos eram guerrilheiros contra os soviéticos e são talibãs contra os EUA. Porque é que o Assad é um ditador e um bandido e os patrocinadores do terrorismo de Estado, como Bush (bem substituído por Trump) e Blair…são democratas respeitados!

Eu tenho de perceber muitas outras coisas… mas acho que tudo está claro. Muito claro.