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21 de novembro de 2017

Prostíbulos do Capitalismo



Emir Sader
Los mal llamados paraísos fiscales funcionan como prostíbulos del capitalismo. Se hacen allí los negocios turbios, que no pueden ser confesados públicamente, pero que son indispensables para el funcionamiento del sistema. Como los prostíbulos en la sociedad tradicional.
Conforme se acumulan las denuncias y las listas de los personajes y empresas que tienen cuentas en esos lugares, nos damos cuenta del papel central y no apenas marginal que ellos tienen en la economía mundial. “No se trata de “islas” en el sentido económico, sino de una red sistémica de territorios que escapan a las jurisdicciones nacionales, permitiendo que el conjunto de los grandes flujos financieros mundiales rehuya de sus obligaciones fiscales, escondiendo los orígenes de los recursos o enmascarando su destino.” (La era del capital improductivo, Ladislau Dowbor, Ed. Autonomia Literaria, Sao Paulo, 2017, pag. 83).
Todos los grandes grupos financieros mundiales y los más grandes grupos económicos en general están tienen hoy filiales o incluso casas matrices en paraísos fiscales. Esa extraterritorialidad (offshore) constituye una dimensión de prácticamente todas las actividades económicas de los gigantes corporativos, constituyendo una amplia cámara mundial de compensaciones, donde los distintos flujos financieros ingresan a la zona del secreto , del impuesto cero o algo equivalente y de libertad con respecto a cualquier control efectivo.
En los paraísos fiscales los recursos son reconvertidos en usos diversos, traspasados a empresas con nombres y nacionalidades distintas, lavados y formalmente limpios. No es que todo se vuelva secreto, sino que con la fragmentación del flujo financiero, el conjunto del sistema lo vuelve opaco.
Hay iniciativas para controlar en parte a ese flujo monstruoso de recursos, pero el sistema financiero es global, mientras las leyes son nacionales y no hay un sistema de gobierno mundial. Asimismo, si se puede ganar más invirtiendo en productos financieros, y encima sin pagar impuestos, es un negocio redondo. 
“El sistema offshore creció con metástasis en todo el globo, y surgió un poderoso ejército de abogados, contadores y banqueros para hacer que el sistema funcione... En realidad, el sistema raramente agrega algún valor. Al contrario, está redistribuyendo la riqueza hacia arriba y los riesgos hacia abajo y generando una nueva estufa global para el crimen.” (Treasured Islands: Uncovering the Damage of Offshore Banking and Tax Havens, Shaxon, Nicholas. St. Martin’s Press, Nueva York, 2011). 
El tema de los impuestos es central. Las ganancias son offshore, donde escapan de los impuestos, pero los costos, el pago de los intereses, son onshore, donde son deducidos los impuestos .La mayor parte de las actividades es legal. No es ilegal tener una cuenta en las Islas Caimán. “La gran corrupción genera sus propia legalidad, que pasa por la apropiación de la política, proceso que Shaxson llama de `captura del Estado’”(Dowbor, pag. 86). 
Se trata de una corrupción sistémica. A corrupción involucra a especialistas que abusan del bien común, en secreto y con impunidad, minando a las reglas y los sistemas que promueven el interés publico, en secreto y con impunidad, y minando nuestra confianza en las reglas y sistemas existentes, intensificando la pobreza y la desigualdad. 
La base de la ley de las corporaciones e, de las sociedades anónimas, es que el anonimato  de la propiedad y el derecho a ser tratadas como personas jurídicas , pudiendo declarar su sede legal donde quieran e independiente del local efectivo de sus actividades, tendría como contrapeso la trasparencia de las cuentas.” (Dowbor, pag. 86) Las coimas contaminan y corrompen a los gobiernos, y los paraísos fiscales corrompen al sistema financiero global. Se ha creado un sistema que vuelve inviable cualquier control jurídico y penal de la criminalidad bancaria. Las corporaciones constituyen un Poder Judicial paralelo que les permite incluso procesar a los Estados, a partir de su propio aparato jurídico.
The Economist calcula que en los paraísos fiscales se encuentran 20 trillones de dólares, ubicando a las principales plazas financieras que dirigen estos recursos en el estado norteamericano de Delaware y en Londres. Las islas sirven así como localización legal y de protección en términos de jurisdicción y domicilio fiscal, pero la gestión es realizada por los grandes bancos. Se trata de un gigantesco drenaje que permite que los ciclos financieros queden resguardados de las informaciones. 

20 de novembro de 2017

O Ventríloco de Marcelo

As aldrabices do ventríloco, Marques Mendes :

"No início da semana, Centeno disse publicamente que é urgente começar a reduzir a dívida porque, mais dia, menos dia, a taxa de juro vai subir e isso nos vai penalizar. Afirmações certeiras.
"Mas acabou a semana a agravar o défice para 2018. De 1% para 1,1%. Ou seja, agravando o défice, aumenta a dívida. É mais dinheiro que o país tem de pedir emprestado. E são mais juros que Portugal tem de pagar."
"Se, em tempo de "vacas gordas" não fazemos um esforço para reduzir fortemente a dívida, quando é que a vamos baixar? E não se diga que o agravamento do défice é por uma boa causa (o apoio à reconstrução devido aos incêndios). Certamente que sim. Mas governar é fazer escolhas. E, para aumentar uma despesa, devia haver a coragem de reduzir outra noutro sector."
Ai sim ? Por que não defendeu o mesmo o Ventríloco com os bancos , com o caso do Banif ?
O PS fez agora uma proposta na especialidade de redução do IRC para a banca para resolver o crédito mal parado que vai agravar o défice. Será que Marques Mendes vai estar contra , será que o PSD vai votar contra ?
Procurando por trabalhadores contra trabalhadores a Voz do PSD e do Marcelo continua :

"O descongelamento das carreiras na função pública, depois das reposições de salários e de pensões, leva muita gente legitimamente a perguntar: mas acabou mesmo a austeridade? E a minha resposta é: acabou para alguns, os funcionários públicos e os que vivem dependentes do Estado; mas não acabou para todos os trabalhadores do sector privado."
Os portugueses ficam a saber o que lhes acontecia se a direita estivesse no governo : nem reposição de direitos e rendimentos para os trabalhadores da funçap pública , nem para os privados .
Na mesma lógica se pode dizer que para o crédito mal parado dsa banca vai haver redução do IRC mas para o crédito mal parado das outras empresas nada .

"Banca vai abater 5 mil milhões ao IRC nos próximos 19 anos 



Entre as mais de uma centena de propostas de alteração ao orçamento do Estado apresentadas pelo PS aparece uma para resolver um problema politicamente delicado que se arrastava há meses, relativamente ao tratamento fiscal das imparidades da banca " Negócios hoje

19 de novembro de 2017

A Venezuela e as empresas de rating


Enquanto a Standard & Poors baixou a classificação da dívida da Venezuela, a Rússia prestou ajuda ao país, que enfrenta graves dificuldades económicas aceitou reestruturar a sua dívida e concedeu novas linhas de financiamento.
"Isso acontece no meio da luta das grandes potências europeias e dos Estados Unidos pelo controle das reservas de petróleo venezuelanas. Não aceitam que na Venezuela haja um governo popular, socialista e nacionalista no que tange ao uso dos recursos naturais. Criaram uma estratégia para desinformar o mundo sobre o que se passa aqui", disse Fernando Travieso, membro da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, integrante da comissão da Economia e da subcomissão de Petróleo.

15 de novembro de 2017

Cendrillon !

Como vender se os salários pouco aumentam ? 
Aumentar ainda mais o crédito fácil ? Mas isto tem limites .
A industria de luxo na terra de Trump resolveu fazer dinheiro alugando produtos de luxo ao dia !. Para  já começaram com o aluguer de sacos e malas de mão .
A coisa parece que está com sucesso e os especialistas de marketing  já lhe deram um nome Cendrillon
https://www.youtube.com/watch?v=QA4b_e9L7MI

O grande especialista


A avaliar pelas suas crónicas no Expresso , Sousa Tavares deve ser o único especialista português  sobre o" Défice Estrutural"- défice a médio prazo perto do equilíbrio -e  sobre o PIB potencial , coisas tão objectivas que O FMI, a OCE  e a Comissão Europeia chegam a resultados diferentes .
Numa nota interna  Moscovici afirmava " que ninguém sabe o que é o PIB potencial "!
Para se calcular o défice estrutural tem que se calcular o PIB potencial e para se calcular o PIB potencial tem que se estimar . a produtividade , as horas trabalhadas , a população activa ...o que permite a Bruxelas a discricionariedade para , por exemplo , em relação ao governo Italiano  pró - europeu , fechar os olhos ao défice deste ano com o argumento de que o défice estrutural está em linha... No caso de governos a abater a posição é, como se tem visto,  a contrária..

Significado de Discricionariedade para a Comissão Europeia :

É uma pequena liberdade concedida aos administradores públicos, para agirem de acordo com o que julgam conveniente e oportuno diante de determinada situação


Resposta ao cuco do Marques Mendes

O disfarçado porta voz de Marcelo na SIC , disse que este governo era " Chapa ganha chapa gasta ". Será que este comentador do PSD e cuco do PR desconhece o saldo primário verificado no ano passado e o previsto para este ano ?
E que diz agora ao comunicado da UTAU ? E o que diz a cabotina da Teodósia Cardoso ?
" O Governo só gastou 20% da almofada financeira ."
Na nota sobre a execução orçamental em contas públicas até Setembro , a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) indica que, dos 968,6 milhões de euros da almofada financeira de segurança estimada para 2017, o Governo usou 180,6 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

Resposta à pressão alemã



Numa conferência organizada pelo BCE sobre a política de comunicação dos bancos centrais, Draghi disse que a orientação sobre o futuro da política monetária, que o banco pôs em prática pela primeira vez em 2013, funcionou para dirigir as expectativas dos mercados.

"A orientação futura converteu-se num instrumento completo da política monetária", afirmou.

O líder do BCE considerou que é "difícil dizer" se a instituição vai continuar a usar essa ferramenta, mesmo depois de uma eventual mudança da sua política monetária e de uma subida das taxas de juro, mas defendeu essa continuação.

"Até agora tem sido uma experiência com êxito pelo que creio que vamos continuar", afirmou, explicando que não vê motivo para se descartar um instrumento de política monetária "que tem demonstrado a sua eficiência"