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16 de agosto de 2017

Isto fica assim?


Segundo documentos internos da União Europeia divulgados pelo The Times, a Comissão Europeia criou, em Dezembro de 2016, um fundo especial para combater os partidos políticos favoráveis à saída da União.
Cerca de € 3 milhões de Euros foram já atribuídos a 84 projectos em todos os Estados-Membros, inclusive no Reino Unido que tinha votado, em Junho de 2016, pela saída da União.
Este programa de propaganda é financiado pelos Estados-Membros à revelia do conhecimento dos seus cidadãos.
EU’s €3m war chest to fund Brussels ‘propaganda’” («Fundo de guerra de 3 M de Euros da U.E para financiar a “propaganda” de Bruxelas»- ndT), Bruno Waterfield, The Times, August 14, 2017

Terrorista de Estado

 Congresso chileno declara Pinochet oficialmente como ditador e terrorista de Estado

A medida tem como principal implicação a proibição do uso ou exibição do nome ou da imagem do ditador dentro de organismos públicos.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana uma resolução que declara oficialmente a Augusto Pinochet como “ditador e artífice de um aparato terrorista do Estado”. O texto da resolução também descreve o líder do golpe de Estado de 1973 como “autor intelectual do premeditado e aleivoso assassinato do ex-chanceler Orlando Letelier”. 
A resolução é fruto de uma iniciativa de um grupo de parlamentares de centro-esquerda, baseada em antecedentes entregues pelo governo dos Estados Unidos, nos quais se estabelece a participação de Pinochet no atentado contra quem foi o chefe da diplomacia do governo de Salvador Allende.

Orlando Letelier faleceu devido à explosão de uma bomba instalada em seu carro pelo agente dos Estados Unidos  Michael Townley, que foi treinado pela CIA mas que trabalhava em colaboração direta com a DINA (sigla em espanhol do Departamento de Inteligência Nacional do Chile). O crime aconteceu em Washington, onde o diplomata vivia exilado, no dia 21 de setembro de 1976.

A resolução também declara como “vergonha nacional” a atuação do ex-presidente da Corte Suprema de Justiça do Chile, Israel Bórquez, que segundo documentos recentemente desclassificados da CIA (sigla em inglês da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos), foi o principal operador a favor de Pinochet no Poder Judiciário, sendo o responsável pelo encobrimento das evidências que ligavam o ditador a este e outros casos.

A resolução foi aprovada com 69 votos a favor e 23 contra. Também houve seis abstenções. Entre suas implicações está o fato de que, a partir de sua publicação – na próxima semana –, estará proibido o uso ou a exibição do nome o de imagens do ditador em organismos públicos. Também passou a ser proibido realizar homenagens em seu nome.
Repercussão
Após a votação, um grupo de deputados do partido de centro-direita Renovação Nacional reclamaram que “o texto continha algumas trechos pouco claros e enganosos”. A situação gerou polémica, porque dentro desse grupo estavam Germán Becker e Jorge Rathgeb, dois históricos defensores do pinochetismo no Chile, que terminaram votando a favor da resolução. A controvérsia horas depois, com os parlamentares admitindo que votaram sem ler o texto.

Entretanto, setores mais extremos da direita reagiram com mais indignação. O deputado Ignacio Urrutia do partido ultraconservador UDI (União Democrata Independente), prometeu relançar um projeto criado por ele em 2015 pedindo que o nome e as imagens de Salvador Allende também sejam banidas dos organismos públicos – rejeitado na época.

Com a aprovação da resolução, o ministro de Defesa do Chile, José Antonio Gómez, afirmou que solicitará, na próxima semana, o retiro de todas as imagens do ditador nas dependências do Exército, e decretará a proibição de homenagens em sua honra dentro de edifícios do Estado. O mesmo acontecerá no caso de Israel Bórquez, cujas imagens suas dentro de edifícios do Poder Judiciário deverão ser retiradas, por iniciativa da ministra da Justiça, Javiera Blanco.

Passou uma etapa na Venezuela

Uma opinião

 Mapa da derrota da direita na Venezuela

A essa hora a direita estaria, pelos cálculos dela mesma, numa posição de força totalmente diferente da atual. Ou sentada no Palácio de Miraflores, ou tratando de um governo paralelo combinado com movimentos de massa e ações violentas, inclusive militares. Apostou no tudo ou nada/agora ou nunca, e hoje está enredada numa disputa interna para ver como seguir, tentando para não acabar pior que ao começar a escalada dos 100 dias.

Aconteceu o que tantas vezes acontece à direita: erraram nas análises. Super estimaram a própria força, subestimaram o chavismo, leram de maneira errada o estado de ânimo das massas, calcularam mal as coordenadas do campo de batalha. E nas batalhas as responsabilidades são coletivas, mas diferenciadas: o peso maior cai sobre os generais – como ensina, dentre outros livros, A Estranha Derrotade Marc Bloch.  
Porque fato é que houve a derrota, derrota tática, no marco de um equilíbrio instável prolongado, mas derrota, sim, e derrotas implicam mudanças, rompimentos, debandadas e mudanças de posição.
Por que a direita avaliou tão erradamente as condições para tomar o poder pela força na Venezuela? Foram vários elementos combinados. Em primeiro lugar, a posição da classe dirigente. A direção do movimento golpista estava e está em mãos de homens e mulheres da burguesia, da oligarquia, quadros em sua maioria de classe média alta, formados todos nessa política imaginária tão típica das direitas em todo o mundo. Não é verdade que a direita não desenvolveu estruturas em algumas zonas populares, mas não dirigem realmente coisa alguma e onde existem, são minoritárias. A esse elemento soma-se outro, que agrava o risco do cálculo e leva a erro: uma parte da direção do movimento golpista, tanto venezuelanos como norte-americanos, vive fora da Venezuela, muitos nos EUA.
Essas interpretações, marcadas por grande distância de classe e de país, acabaram por fracassar pelo efeito bumerangue de uma de suas reconhecidas forças: as redes sociais predominantemente de direita. A direita golpista venezuelana assumiu que a dinâmica manifestada nas redes seria representativa do estado de ânimo das maiorias e que essas maiorias seriam de direita. Pensaram que a fortuna que consumiram – da ordem de milhões de dólares – com veículos das empresas Twitter, Facebook, Instagram, Youtube, obtivera real sucesso, seria a expressão da verdade, o que realmente existia no mundo real, que a radicalidade da direita ali expressa seria a radicalidade popular real.

Quem está ao lado dos terroristas ?

"Na terça-feira, as forças do Exército Livre da Síria, apoiados pelo Ocidente, anunciaram ter abatido um avião da Força Aérea síria, na província de Sweida, perto da fronteira com a Jordânia." 
Esta a notícia de satisfação da Euronews , que apelida os  "terroristas bons " por " exército livre da Síria . Hipócritas .

“Em relação à cidade velha de Raqqa, está quase libertada. Quase 65% da cidade velha de Raqqa está controlada”, assegura o comandante das FSD, Gabar Derik.
Desde o início da ofensiva militar para retomar o controlo da cidade de Raqqa, em junho, mais de 100 mil pessoas foram obrigadas a fugir, segunda a Organização Internacional para as Migrações. 

Uma sugestão para Marcelo

Não no quadro dos afectos mas de quem tem" tomates", Marcelo bem podia inspirar-se em Trump e chamar a Belém os donos das principais cotadas com sedes das suas holdings na Holanda e em paraísos fiscais para lhes dizer que essa pouca vergonha não podia continuar !
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"Segundo a imprensa o presidente americano retomou as críticas às multinacionais americanas que escapam ao pagamento de impostos nos EUA. Trump criticou a Amazon por prejudicar os contribuintes americanos, responsabilizando-a pela perda de postos de trabalho.
As críticas de Trump são dirigidas à Amazon mas seguramente também ao fundador da empresa, o multimilionário Jeff Bezos, que é também dono do Washington Post, um das principais publicações americanas que vem dirigindo fortes críticas ao presidente dos EUA. 

E o Washington Post num artigo de análise publicado na terça-feira, sustenta que Trump deixou claro "que alinha com a extrema-direita". 


15 de agosto de 2017

O BCE e o Tribunal Constitucional Alemão


Os que vivem das rendas na Alemanha e os seus servidores políticos protestam . As eleições... e os interesses de muitos...
BCE:
"A ampliação do programa de compra de activos está, em nossa opinião, dentro do nosso mandato", afirmou o BCE, em comunicado hoje divulgado.

Mas, acrescenta, isso é algo que tem de ser validado pelo Tribunal Europeu de Justiça.

"O programa de compra de activos ampliado continua completamente operativo em linha com anteriores comunicados do conselho de governo", segundo o banco central.


O Tribunal Constitucional alemão remeteu hoje ao Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) as suas dúvidas sobre a legalidade do programa de compra de dívida do BCE, procurando uma directiva comum a seguir para julgar as questões que recebeu sobre este tema.

A 09 de Março de 2015, o BCE e os bancos centrais nacionais começaram a comprar grandes quantidades de dívida pública da zona euro.

O BCE adquiriu dívida pública e privada no valor de 60 mil milhões de euros mensais até Março de 2016, depois aumentou a quantidade para 80 mil milhões de euros por mês durante um ano e, desde Abril, voltou a reduzir para 60 mil milhões.

Segundo a agência Associated Press, o Tribunal Constitucional alemão justifica a sua decisão dizendo considerar que apenas uma instância europeia pode decidir sobre regulamentos que dizem respeito à UE.

Com esta decisão, escreve a EFE, o Tribunal Constitucional suspende os processos abertos para responder à pergunta que questiona se o programa de compra de dívida pública do BCE é compatível com a lei fundamental germânica, apresentando ao tribunal europeu várias questões favoráveis às pretensões alemãs.

De acordo com aquela instituição, há vários motivos de peso que permitem afirmar que as decisões a fundamentar o programa de compra de dívida pelo banco central violam a proibição de financiamento público por parte do BCE excedem o mandato do banco central em matéria de política monetária, estendendo-se a competências próprias dos Estados-membros.Lusa

A guerra económica para os nulos

Dedicado à arrogância de alguns jornalistas e a uma esquerda bem pensante sempre a procurar "sarfar" na onda  da comunicação social dominante e obter o seu apreço e daqueles a quem  estes servem
.http://www.medelu.org/La-guerre-economique-pour-les-Nuls

La « guerre économique » pour les Nuls (et les journalistes)

Sous la forme d’un feuilleton en quatre parties que vous pourrez retrouver chaque jour à partir du 11 août 2017, Mémoire des luttes publie une enquête exclusive de Maurice Lemoine consacrée à la question de la « guerre économique » au Venezuela.

Alors que la vague de violence déclenchée par une opposition décidée à le renverser a provoqué la mort de plus de cent dix personnes depuis début avril, le président « chaviste » Nicolás Maduro a réussi son pari : faire élire une Assemblée nationale constituante le 30 juillet. Malgré une situation extrêmement tendue et les menaces proférées contre les électeurs par les groupes de choc d’extrême droite, plus de 8 millions de citoyens (41,5 % de l’électorat) se sont déplacés et ont choisi leurs représentants.
Largement traitée par des médias totalement acquis à l’opposition, la grave crise que traverse le Venezuela comporte une dimension systématiquement passée sous silence : comme dans le Chili de Salvador Allende, une sournoise mais féroce « guerre économique » déstabilise le pays.

14 de agosto de 2017

O diabo à solta tomou conta de Passos

Da estagnação ao maior crescimento desde que estamos no euro .

A economia estava anémica, o crescimento de 2016 podia ficar abaixo de 1% e o Governo surgia demasiado optimista para 2017. A incerteza orçamental somava-se às dúvidas suscitadas pelo Brexit e pela ascensão de Trump. A economia estava a abrandar. Era o diabo nas palavras de Passos e Maria Luis
Por esta altura, em Agosto de 2016, ficávamos a saber que Portugal só crescera 0,8% no segundo trimestre, após uns já débeis 0,9% nos três meses anteriores (entretanto, foram ambos revistos para 1%). A direita rejubilava e o ministro das finanças alemão ajudava à festa em conjunto com o seu capataz holandês .
Ontem Passos , no Pontal, para criticar o governo referiu-se à falta de coordenação no combata aos incêndios...já não fala no diabo. Mas o problema dos incêndios não está na melhor ou pior coordenação mas na política florestal da responsabilidade do PS , PSD e CDS e de Passos Coelho que sacode a sua responsabilidade como aqui escreveu Agostinho Lopes .
Na direita houve ainda quem , com descaramento , dissesse que o resultado da economia podia ainda ter sido melhor . Podia , certamente,  se não fossem os constrangimentos da dívida , de Bruxelas e a pressão do euro .

Novilíngua

EUA funcionários são proibidos de usar termo 'mudança climática'


Um dos conceitos mais aterradores de 1984, obra de George Orwell, é a novilíngua. Na distópica Londres do escritor britânico, o governo autoritário se esforça para eliminar expressões e palavras, substituindo-as por outras mais simples. O objetivo, no romance, é controlar o pensamento da população, eliminando e tergiversando sobre conceitos representados por estas palavras.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura ordenou que seus funcionários deixassem de usar, entre outros, o termo "mudança climática". A ordem foi identificada em uma série de e-mails obtidos pelo jornal britânico The Guardian. Foi emitida no mês de fevereiro e assinada por Bianca Mobius-Clune, diretora de qualidade do solo do Serviço Nacional de Conservação de Recursos (NCRS), a unidade que se dedica à supervisão do setor agrário do país.

No e-mail, ordena-se que os empregados evitem a expressão "mudança climática" e a substituam por "temperaturas extremas". Além disso, há outras palavras e termos proibidos pela agência como "adaptação à mudança climática", que passa a ser "resiliência frente a temperaturas extremas", ou "redução de emissão de gases de efeito estufa", que se converte em "construção de matéria orgânica".

Em outro dos e-mails obtidos pelo Guardian, Kimmy Bramblett, subdiretor de programas da NCRS, informa os gestores e gerentes de nível médio da agência que devem dirigir as equipes sob sua supervisão no sentido do novo Executivo dos EUA. "Está claro que uma das prioridades da administração anterior não é consistente com as da nova administração. Especificamente, esta prioridade é a mudança climática", diz Bramblett no e-mail, pedindo a eles que informem seus encarregados sobre "esta mudança de perspectiva do Poder Executivo".

Não se pode ser mais claro: a RPDC em causa

Perante as bravatas do sr. Trump de “fogo e fúria”, contra a RPDC – e não consta que comentadores e humoristas de serviço tenham feito aquilo para que estão contratados, como quando se trata derelações normais com a Rússia – a China num editorial do “Diário do Estado” declara:
Se a Coreia do Norte lançar misseis que ameacem o solo dos EUA e que os EUA repliquem, a China manter-se-á neutra. Mas se os EUA e o seu aliado Sul-Coreano atacarem Pyongyang, tentarem derrubar o Regime Norte-Coreano e mudar a paisagem política da Península Coreana “a China agirá para que isso não seja possível”.
Claro que esta importantíssima declaração foi omitida pela (des)informação vigente. O jornal que faz parte da imprensa do Partido Comunista da China alerta ainda: "Se a guerra realmente tiver lugar, os EUA não poderão retirar nenhum beneficio estratégico e a Coreia do Norte será colocada perante riscos sem precedentes”. "A Coreia do Norte pretende levar os EUA a negociar com ela, enquanto os Estados Unidos desejam empurrá-la até ao último limite”.
Todas as partes envolvidas nesta crise devem entender que "se suas ações colocam em perigo os interesses da China, a China responderá firmemente em primeiro lugar”, diz o artigo governamental.
A Coreia do Norte e a China são de longa data aliados económicos e ideológicos. A China repetiu que todas as partes envolvidas na crise devem "falar e agir com cautela" a fim de serem realmente construtivas em vez de "alternarem em demonstrações de força",
"Ninguém, nem em Washington nem em Pyongyang deseja realmente a guerra, mas a guerra pode eclodir de diversas formas e eles não têm capacidade para manter uma tal situação tão extrema sob controlo."
Pavel Zoltarev general russo na reforma, e especialista conceituado afirma: “a decisão de Washington está fora de toda a lógica e nós poderemos suportar graves consequências difíceis de estimar”. “Em caso de conflito convencional o exército norte-coreano pode infligir graves danos às forças armadas dos EUA. Mesmo que os seus equipamentos estejam bem atrás do dos americanos a sua capacidade de combate assim como a sua moral são bem mais elevados”
Enfim, Trump acaba da apanhar uma bofetada de Xi Jinping. Como Obama apanhou de Poutine aquando da “Linha vermelha na Síria”.
Contudo, o ministro dos negócios estrangeiros da China declarou à Reuters: “A segunda guerra da Coreia pode eclodir a qualquer momento”. 

Chomsky y Pilger: "Si Venezuela cae, la humanidad cae"


En entrevista exclusiva para TeleSUR, el lingüista Noam Chomsky y el periodista John Pilger, definieron el trato del Gobierno estadounidense hacia Venezuela como "irrespetuoso". Asimismo, afirman que Estados Unidos no invadirá Venezuela porque no es un país indefenso. 
En entrevista exclusiva para TeleSUR, los intelectuales progresistas Noam Chomksy y John Pilger califican el trato del presidente Donald Trump, hacia Venezuela como "irresponsable", pero "típico" según el comportamiento de los anteriores presidentes de EE.UU.
El lingüista e intelectual Noam Chomsky definió las pasadas declaraciones de Trump como "chocantes y peligrosas". Agregó que vale la pena recordar que problablemente -siguiendo su práctica habitual- estaba hablándole a su base (de votos) y tratando de asegurarse de permanecer en el centro de atención, no preocupándose mucho de las consecuencias en el mundo real, (excepto en su bolsillo e imagen).   
"La mejor esperanza es que algunos de los generales a su alrededor, que presumiblemente entiendan las consecuencias, logren controlarlo", dijo. 
Por su parte, el periodista John Pilger comentó que la sugerencia de Trump de un curso de acción agresiva coincide con la historia de EE.UU. en el siglo pasado. "La amenaza de una invasión militar a Venezuela por Donald Trump es típica de las amenazas estadounidenses al mundo en los últimos 70 años", afirmó.
"Estados Unidos ya ha invadido Venezuela con grupos subversivos como la NED, que respaldan a una denominada 'oposición', que busca derrocar por la fuerza a un gobierno electo: un alto crimen bajo el derecho internacional", añadió Pilger. 
"Es improbable que EE.UU invada Venezuela. Washington solo invade países indefensos, y Venezuela no está indefensa. Pero al menos, el mundo decente debe apoyar a Venezuela, ahora sometida a una propaganda virulenta que es la guerra a través lo medios de comunicación. Si Venezuela cae, la humanidad cae", declaró el periodista. 


"A grande democracia americana "


"Condenamos nos termos mais duros esta demonstração de ódio, intolerância e violência de todas as origens e lados", escreveu Trump no seu Twitter, repetindo a frase "de todos os lados"A extrema direita gostou
Ao recusar condenar de modo explícito os recentes protestos da extrema-direita, ocorridos em Charlottesville, Virgínia, Donald Trump deu implicitamente seu apoio aos neonazis skinheads e membros da Ku Klux Klan e outros grupos racistas,   escreve o jornal The Independent.http://www.independent.co.uk

13 de agosto de 2017

A santa aliança

O BODE  EXPIATÒRIO

Agostinho Lopes
UMA SANTA ALIANÇA CONTRA A PEQUENA PROPRIEDADE FLORESTAL 
UM VELHO BODE EXPIATÓRIO E UMA VELHA E FRAUDULENTA ARGUMENTAÇÃO 
Quando os incêndios florestais atingem a dimensão da tragédia e as imagens dantescas invadem os ecrãs televisivos, é certo e sabido que se multiplicam as análises para iludir as responsabilidades político-partidárias daqueles que ao longo de quatro décadas conduziram a floresta portuguesa ao estado em que se encontra. Ocultar as responsabilidades de PS, PSD e CDS. 
Destacam-se (sempre) duas fórmulas. A da generalização, do «todos somos culpados», agora renovada com o pseudónimo «o Estado falhou». E a da descoberta de um bode expiatório, que assuma a responsabilidade dos que assim se descartam dela. Nos fogos florestais são bem conhecidos: o «clima», o «incendiário», e o «eucalipto» (que regressou em força!). Mais “elaborado” e mais mistificador, é o bode expiatório, passa-culpas, atribuindo responsabilidades à «pequena propriedade florestal». Que não tem qualquer novidade. 
Na sequência dos grandes incêndios de 2003, o Governo Barroso/Portas nomeia o Engº João Soares para a Secretaria de Estado das Florestas. Com um currículo de competência técnica ao serviço das celuloses, as suas intervenções definem a estratégia da direita. “A questão fulcral da actual floresta portuguesa é a ausência de uma gestão activa e profissional. Sem ela, os espaços florestais estão abandonados e apenas são objecto de uma exploração “mineira”. Com esta situação vem o maior risco e a maior susceptibilidade ao fogo e nunca é possível as mais valias associadas às (ausentes) práticas técnicas de gestão.” E porque não há a tal gestão? “(…) a gestão florestal exige um área mínima de intervenção silvícola. É por isso que importa garantir essa área mínima (…)”. 
Já então remava o PS, com o Projecto de Lei 384/IX, de que era 1º subscritor o Deputado Capoulas Santos: “A estrutura de propriedade florestal que a história nos legou tem constituído e constitui o principal constrangimento à gestão activa e profissional de uma parte significativa 
da floresta nacional (…) para além de representar um factor determinante para a propagação dos incêndios.” 
Estas teses foram plasmadas num Livro Branco e numa Resolução do Conselho de Ministros, que decretou uma “Reforma Estrutural do Sector da Floresta”. Com a saída do Governo PSD/CDS de João Soares, a estratégia amorrinhou. 
Estranhamente, estas teses são acompanhadas por F. Louçã, então líder do BE, que em visita a uma área ardida em Agosto de 2005, defendeu “uma profunda alteração na propriedade da floresta portuguesa, no prazo de 5 anos, para prevenir a ocorrência de incêndios”, acrescentando, “Mas a propriedade é o problema de raiz.” Louçã, que regressou a estas ideias a propósito de Pedrogão, com crítica acerada a quem duvida desse caminho. 
O Governo PS/Sócrates (2005) deu continuidade à política de direita, mas a presença na Direcção Geral das Florestas de gente descomprometida e tecnicamente capaz assegurou, por pouco tempo, uma viragem na política florestal. E após a nova catástrofe de 2005, elaborou a Estratégia Nacional das Florestas (ENF), com a inscrição de um SDFCI – Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (Decreto-Lei 124/2006). Com a saída do Director Geral das Florestas e da sua equipa, iniciou-se a travagem e inversão dessa política florestal. 
Regressou o PSD/CDS ao Governo e com Assunção Cristas no Ministério da Agricultura a estratégia do Engº João Soares foi retomada. A 1ª peça foi a criação da chamada Bolsa de Terras (Lei 62/2012), onde, a par das ditas terras sem dono e abandonadas (Artº 15º), se incluíram as terras comunitárias dos baldios (Artº 14º). A 2ª, foi a Lei 152/2015 do “Processo de reconhecimento da situação de prédio rústico e misto sem dono conhecido que não esteja a ser utilizado para fins agrícolas, florestais ou silvopastoris e seu registo”. 
Há quem aprecie as referidas teses, pensamento de uma santa aliança, que vai do CDS ao BE, englobando o PSD e o PS. 
De facto elas constituem o cerne do Estudo de Novembro de 1996, elaborado pelo BPI, AGRO.GES e JAAKKO POYRY, para a ex-Portucel (agora Navigator), ex-Soporcel (agora ALTRI), SONAE e CAP, onde as “insuficiências da produção florestal” resultam de “uma insuficiente ocupação de solos com vocação florestal; uma estrutura da propriedade inadequada (…)”. Teses que tiveram a bênção do Engº Belmiro de Azevedo, para quem o país necessitava de “um processo legislativo que ajude a concentrar a propriedade” porque o risco de incêndios é potenciado pela “extrema pulverização da floresta” (18ABR2005). Como dizia Eclesiastes: “Não há nada de novo debaixo da roda do sol”, ou pelo menos, quase nada! 
As peças do Pacote Florestal (Banco de Terras e Cadastro Simplificado), e do projecto do BE (Banco Público de Terras), são assim uma redescoberta da pólvora. E o enorme espanto em torno da posição do PCP só é possível por distracção sobre as críticas de há muito do PCP àquelas teses, ou do que disse desde que o Governo, em Outubro de 2016, aprovou a dita Reforma. 
Permanecem dois mistérios. Porque votaram o PS e o BE, na Legislatura anterior, contra as Leis do PSD/CDS/Cristas da Bolsa de Terras e das Terras sem dono conhecido? Porque votaram, agora, o PSD e o CDS contra o Banco de Terras do PS e BE? 
HÁ RAZÕES PARA TRANSFORMAR A PEQUENA PROPRIEDADE FLORESTAL EM BODE EXPIATÓRIO DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS? 
Caberia dilucidar as aparentes diferenças dos seus projectos. Mas pelos seus objectivos declarados, pese as variantes, mais ou menos adjectivadas (“pequena”, “sem utilização”, “sem dono”, “situação de abandono” “ausência de actividade”) são todas fórmulas semelhantes para justificar a expropriação da pequena e média propriedade florestal com a força coerciva do Estado e promover a concentração fundiária na busca da dimensão óptima para a tal gestão activa e profissional. João Soares foi bastante mais claro: “(…) é preciso ter a coragem de admitir que muitos dos actuais proprietários florestais terão de abdicar de sê-lo ou, no 
mínimo, terão de passar a terceiros a gestão dos seus espaços silvícolas”. (1) 
Aquelas teses não têm qualquer base científica ou mesmo estudo empírico que as suporte. O pressuposto de que a causa dos incêndios está na estrutura da propriedade, o minifúndio, e nas ditas terras sem dono conhecido, ou nas terras ditas abandonadas, é uma “teoria” que ninguém provou. Havendo milhares de incêndios, conhecendo-se onde começam e como progridem, não há nenhum relatório que aponte nesse sentido. Procure-se essa conclusão, no último Relatório aprovado por unanimidade na Assembleia da República sobre os incêndios de 2012. Ou nos três anteriores Relatórios da Assembleia da República. Ou na ENF! 
A prova do algodão. Em 2003, arderam extensas áreas de sobro na área da grande propriedade alentejana e ribatejana. Arderam nesse ano 20/25% do Pinhal de Leiria e posteriormente quase 100% da Mata Pública de Vale de Canas! Em 2006, até áreas geridas pelas celuloses arderam – caso de 5000 hectares na Serra d´Ossa/Évora da ex-Portucel! Ardem com uma regularidade aflitiva extensas superfícies das Áreas Protegidas, inclusive reservas biológicas, no PNPG, Montesinho, Serra da Estrela, etc. São áreas de pequenos proprietários? abandonadas? Há alguns, mas são quase sempre áreas baldias, e com a especial tutela do Estado. 
Mas a prova mais elucidativa – verdadeira contraprova – é a história do que sucedeu com as áreas baldias. São 500 mil hectares no Norte e Centro em que, apesar da dimensão – em média 400 hectares –, foram sucessivamente percorridos por incêndios. Se havia área porque arderam? Registe-se que a generalidade dos baldios tem hoje planos de gestão florestal/planos de utilização do baldio (PUB). E questiona-se: porquê os serviços oficiais anularam um instrumento de gestão da ENF? E sempre negaram aos Baldios os fundos comunitários? E sempre obstaculizaram a constituição de grupos de baldios? 
E ninguém demonstrou até hoje que os incêndios nessas grandes áreas resultaram da “contaminação” por incêndios iniciados na pequena propriedade florestal! 
Acresce que mesmo a generalização maximalista da tese do “abandono da floresta” levanta fundadas dúvidas, como resulta do Livro “Os Proprietários Florestais” de F. Oliveira Baptista e R. Santos Terra (Celta Editora, 2005. (2) 
POR QUE NÃO HÁ GESTÃO ACTIVA DA FLORESTA, NEM FUNCIONA O MERCADO FUNDIÁRIO FLORESTAL? 
O motor de uma gestão activa da floresta, numa economia capitalista, está na rentabilização económica da produção florestal. E, não sendo despiciendas outras receitas, é a produção lenhosa factor-chave para uma efectiva rentabilidade da floresta. O que não pode deixar de significar a comercialização a preço remunerador da madeira. 
Ora o mercado dos principais produtos florestais são dominados/ monopolizados, pelos oligopólios das celuloses/pasta de papel, dos aglomerados e da transformação da cortiça. O que tem provocado uma degradação permanente e generalizada dos preços dos produtos lenhosos. O que é um factor decisivo para a não rentabilidade, e logo abandono, da propriedade florestal. 
Quando se invoca a necessidade de agregação de parcelas, concentração da propriedade fundiária, conduzindo a gestões profissionais e a maiores produtividades físicas, cai-se num evidente círculo vicioso, que serve aos que já hoje ganham com a situação. Os preços são baixos porque a produtividade é fraca; a produtividade é fraca porque os preços são baixos, não incentivando ao agrupamento das áreas. Como refere Pereira dos Santos (Público, 19JUL17) “(…) o Governo resolveu inventar um problema de propriedade, como se não fosse a falta de competitividade que conduz à ausência de dono, e não a inversa (…)”. 
Há um mercado de produção lenhosa? Não. Há um simulacro de «mercado» completamente distorcido e sem qualquer transparência na formação do preço por posições oligopolistas, ausência de exportação, assim como a falta de informação dos pequenos produtores florestais. 
A floresta portuguesa reclama do Estado uma ampla e musculada intervenção. Com a lucidez de que tal não resolverá muitos dos problemas 
da floresta, pelo menos a tempo de responder ao ordenamento e prevenção da floresta. Mas um mercado de produção lenhosa, a funcionar com transparência e informação, assegurando à produção preços remuneradores, é uma questão essencial. 
NÃO HÁ UM PROBLEMA COM A ESTRUTURA E O ABANDONO DA FLORESTA? 
Há. E tem respostas há muito delineadas. É o desenvolvimento do associativismo voluntário e a participação dos proprietários e produtores florestais, e medidas para assegurar a rentabilidade à produção agro-florestal: na produção lenhosa (nomeadamente na atenção ao preço da madeira), na produção pecuária e na sustentabilidade da exploração agrícola familiar. É a multiplicação e reforço da actividade das associações florestais nas suas diversas formas: Zonas de Intervenção Florestal/ZIF, cooperativas florestais, grupos de baldios e outras. 
Respostas que devem possuir flexibilidade para responder à diversidade da propriedade florestal. Como referem Oliveira Baptista e Santos Terra, no livro citado (o único com uma análise aprofundada dessa diversidade), devem responder às várias “lógicas económicas dos proprietários privados da floresta portuguesa”. (3) 
VANTAGENS DO BODE EXPIATÓRIO “PEQUENA PROPRIEDADE FLORESTAL” 
Sempre que a comoção colectiva percorre o País, como sucedeu com a tragédia de Pedrogão, desresponsabiliza-se a política agro-florestal de sucessivos governos e apaga-se a causa principal das tragédias! Sempre que os fogos matam gente é garantido que há nova legislação. Não custa dinheiro, é só publicar no Diário da República. 
Aproveitando a disponibilidade da opinião pública portuguesa emocionada, indignada, reclamando medidas que ponham fim às sucessivas tragédias, julga-se asado o momento, e a dita estratégia, mais ou menos retocada, ressurge em força. Aí está mais uma vez! Com evidente utilidade. 
O bode expiatório absolve os governos e as políticas responsáveis pelo “abandono” da floresta (e da terra agrícola familiar). Absolve os que não 
cumpriram nem fizeram aplicar, por falta de dotações orçamentais e recursos humanos na floresta, o programa de ordenamento e prevenção da ENF e do SNDFCI. 
Aquelas teses libertam os governos de iniciarem um caminho difícil, moroso, durante anos sem visibilidade, com elevados custos orçamentais, sem responder mesmo durante o curto e o médio prazo aos riscos de incêndio. Um caminho bem conhecido de especialistas e técnicos, de académicos e profissionais da floresta, de associações e outras organizações da floresta! O ordenamento e a prevenção, que nenhuma pequena propriedade impede. 
Notas: 
(1) Assinale-se, que o BE, é quem vai mais longe, e mais “ligeiro” na definição dos critérios para identificação de “terras abandonadas”, que com dono ou sem dono conhecido ficam sujeitas a “arrendamento compulsivo” para “integração no Banco de Terras” (artº 9º). A admissibilidade de considerar terra florestal em “situação de abandono”, pela “observância” de mais de 3 anos sem “actividade (…) florestal”, levaria a classificar como tal grande parte da floresta do Norte e Centro do país! Como a rotação é superior ou muito superior a 3 anos, basta que a “observância” se faça, entre o plantio/sementeira e o corte do eucalipto/pinheiro! É só ignorância? 
(2) Citando o Livro, páginas 77/78, “Conjugando agora os perfis dos tipos de proprietários florestais privados com o seu peso relativo, em nº e área, no panorama florestal do Continente, verifica-se que as situações de matas não cuidadas (onde não se faz qualquer intervenção produtiva), limitam-se a 12% da área florestal, embora abranjam quatro décimos dos proprietários.” E acrescenta-se, os restantes (61% da área) “todos os proprietários fizeram pelo menos uma intervenção produtiva, e no conjunto (…) 86% realizaram a limpeza de mato”. 
(3) Citando um texto de Oliveira Baptista e Santos Terra: “Perceber e aceitar a diversidade dos critérios e objectivos dos proprietários florestais é um primeiro e indispensável passo para chegar a opções técnica e políticas adequadas e concretizáveis. Não há uma floresta separada dos seus proprietários e não pode ignorar a diversidade de lógicas de gestão com que estes actuam. Qualquer solução tem de conciliar o saber técnico e as tecnologias disponíveis com a lógica de gestão dos proprietários. Fora desta conciliação haverá apenas modelos técnicos desenraizados da realidade da floresta, estejam ou não traduzidos em articulados legais e opções políticas mais ou menos imperativas. Mas, a este propósito, nunca é de mais recordar que a floresta é demasiado vulnerável para suportar imposições do exterior Le Monde Diplomatique ,Agosto

12 de agosto de 2017

Dilma à BBC

A ex-presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (11), em entrevista à emissora britânica BBC, que considera “irresponsável” a visão do Ocidente sobre a Venezuela e apontou como “absurdo” o tratamento da imprensa internacional ao país. Para ela, "Vão criar, aqui na América Latina, depois de 140 anos de paz, um grande conflito armado, assim como fizeram no Iraque e no Afeganistão".

Cimeira Latino- Americana


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou uma reunião urgente de líderes latino-americanos e caribenhos para enfrentar a situação no seu país
"Propus formalmente ao presidente de El Salvador, Salvador Sanchez Ceren,…a convocação de uma cimeira urgente de chefes de Estado e de governo da América Latina e do Caribe — 33 países — para colocar a situação venezuelana em foco", disse Maduro em um anúncio transmitido pela televisão.
Ele exortou os 14 países da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), organização regional com sede em Caracas, a participar na organização da cimeira.
ALBA tem apoiado o diálogo com a Venezuela e condenou as sanções impostas pelos Estados Unidos, que visavam dissuadir o presidente Maduro de realizar eleições para a nova Assembleia Constituinte.

Ameaças do policia do mundo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem, sexta-feira , que o seu governo está a considerar uma série de possibilidades para lidar com a atual crise na Venezuela, onde, segundo ele, nem uma intervenção militar deve ser descartada.
"Eu não vou descartar uma opção militar", disse o chefe de Estado norte-americano, acrescentando que "as pessoas estão sofrendo e morrendo" no país.

O Sionismo e Gaza

Versão em francês e em Inglês à frente.

Comment Gaza a été réduite à une enclave invivable (Al Jazeera)


Comment peut-on vivre dans un endroit où on a l’électricité seulement quelques heures par jour, et l’eau seulement huit heures tous les quatre jours ?
Gaza et Tel Aviv se trouvent à seulement 75 kilomètres l’une de l’autre. Les deux villes partagent le même sol sablonneux et les mêmes étés brûlants du Levant. Mais les similitudes s’arrêtent là. Si on prenait la nuit une image satellite de la Méditerranée orientale on verrait sur Tel Aviv un flamboiement de lumière incandescente, et seulement quelques petites lumières pâles, un peu plus loin, sur le rivage de Gaza.
Gaza arrive dans son troisième mois de la restriction, imposée de l’extérieur, de son accès déjà insuffisant à l’électricité. L’enclave de deux millions de personnes nécessiterait normalement environ 450 mégawatts (MW) d’électricité par jour pour avoir de l’électricité 24 heures sur 24. Cependant, au cours de la dernière décennie, du fait du rigoureux blocus israélien de Gaza, sa fourniture d’énergie est passée à quelque 200 MW, ce qui a entraîné des pannes de courant continuelles. Mais au cours des derniers mois, selon l’organisation israélienne des droits humains Gisha, la fourniture d’électricité de Gaza a varié chaque jour entre 140 MW et 70 MW, rallongeant d’autant les pannes et les souffrances de la population.
La première cause de la pénurie d’électricité réside dans le différend entre l’Autorité palestinienne (AP) et le Hamas sur la taxation des carburants. Cela a incité l’Autorité palestinienne à demander à Israël de réduire les 120 MW qu’il vendait quotidiennement à Gaza, à environ 70 MW, et Israël l’a fait.
Une deuxième source d’électricité de Gaza est l’unique centrale électrique de Gaza, qui ne peut produire que 50-55MW par jour (et seulement, quand il est possible d’importer du carburant d’Egypte). La centrale électrique a été gravement endommagée par les bombardements israéliens en 2006 et à nouveau en 2014, et Israël a limité l’entrée de pièces de rechange à Gaza. Si l’usine était entièrement opérationnelle, elle pourrait produire environ 140 MW.
La troisième source d’approvisionnement en électricité de Gaza provient de l’Égypte, qui fournit environ 28MW par jour, avec actuellement beaucoup de coupures. Et la quatrième source est constituée de panneaux solaires individuels et de générateurs que seuls les plus aisés peuvent s’offrir.
Les conséquences sociales de cette terrible pénurie d’électricité sont graves. Les ménages sans générateurs ou sans panneaux solaires - la grande majorité des Gazaouis - ont entre 4 et 6 heures d’électricité par jour dans le meilleur des cas, suivies de 12 à 16 heures de coupure. Les hôpitaux sont obligés d’avoir d’énormes générateurs et de rationner l’électricité. Les commerces et les entreprises sont obligés de fermer. Plus de 100 millions de litres d’eaux usées non traitées se déversent quotidiennement dans la Méditerranée, polluent les plages et les lieux de pêche. Il faut acheter la nourriture au jour le jour et la consommer rapidement. Le service Internet - le seul lien de presque tous les Gazaouis avec le monde extérieur - est sporadique. Et il y a peu d’électricité disponible pour la climatisation et les ventilateurs permettant de lutter contre la chaleur étouffante de l’été.
Le contexte de la pénurie à Gaza
L’équipe de pays des Nations Unies (UNCT) dans le territoire palestinien occupé a récemment publié un rapport sans concession (PDF), sur l’impact humanitaire des 10 ans de blocus israélien de Gaza et des divisions politiques internes des Palestiniens. Ses conclusions sont terribles : l’appauvrissement de Gaza est entièrement dû à des décisions humaines, et non à des causes naturelles.
L’année 2007 a été le début de la fin pour Gaza. En juillet de cette année-là, Israël a imposé un blocus total à la bande de Gaza en déclarant qu’elle était une « entité ennemie ». La vie avant 2007 à Gaza était déjà très difficile, mais depuis elle est devenue catastrophique et sans espoir. Gaza, dont on a pu dire autrefois qu’elle était la future « Singapour du Moyen-Orient », est devenue le symbole de la misère la plus horrible.
Selon le rapport de l’ONU, entre 2006 et 2016, le produit intérieur brut (PIB) de Gaza par habitant a diminué de 5,3 %, alors qu’il a progressé de 48,5 % en Cisjordanie occupée. En 2004, 30% de la population vivait déjà sous le seuil de la pauvreté et il y en a 40% aujourd’hui. Gaza souffre de l’un des taux de chômage les plus élevés au monde, soit 41% fin 2016. Plus de 60 % des Gazaouis qui ont entre 20 et24 ans sont sans travail et le taux de chômage des femmes a augmenté de 35% à 64% entre 2006 et 2016. En 2017, plus de 60% de la population dépend partiellement ou totalement de l’aide humanitaire. Selon d’autres rapports, la violence sexiste, les divorces, les suicides et la consommation de drogues sont en augmentation régulière.
Les secteurs économiques traditionnels de Gaza se détériorent. L’agriculture, l’exploitation forestière, la pêche et la production industrielle sont tous en déclin et la principale source de croissance provient, tragiquement, de la reconstruction des quartiers détruits lors des trois agressions israéliennes des neuf dernières années.
Israël contrôle tout ce qui rentre et sort de Gaza ; le nombre moyen de camions de marchandises sortant de Gaza au cours des cinq premiers mois de 2017, n’est même pas le tiers de ce qu’il était au cours du premier semestre de 2007. « La dégringolade économique de Gaza au cours de la dernière décennie », indique le rapport de l’ONU, « est le signe incontestable du recul du développement de la bande de Gaza. »
La situation de l’eau potable à Gaza est désespérée. La surexploitation destructrice de l’aquifère côtier a provoqué des irruptions d’eau de mer, et 96 % des eaux souterraines sont maintenant impropres à la consommation humaine.
La moitié de la population a accès à l’eau pendant seulement huit heures tous les quatre jours et 30 % des habitants ont de l’eau pendant huit heures tous les trois jours. L’eau des camions citernes est 15-20 fois plus chère que l’eau du réseau, et elle n’est pas de bonne qualité. Comme pour tous les produits rares, ce sont les pauvres et les personnes en état de faiblesse qui sont les plus touchés. Un nouvel accord sur l’eau entre Israël et l’Autorité palestinienne, annoncé récemment, pourrait soulager un peu la population, mais pour bien, il faudrait que Gaza parvienne à l’autosuffisance grâce à des usines de désalinisation et à une production d’électricité sécurisées.
Le rapport de l’ONU rappelle au monde entier qu’Israël demeure la puissance occupante à Gaza, car il contrôle ses frontières terrestres, maritimes et aériennes, même s’il n’a plus de « bottes au sol ». En tant que tel, il a l’obligation juridique d’assurer la santé, la dignité et le bien-être de la population. Le rapport souligne en particulier, que « les nombreuses restrictions imposées par Israël à la fois sur les mouvements des personnes et sur les biens entrant et sortant de Gaza violent toute une série de droits humains élémentaires tels que le droit à la liberté de mouvement et ... le droit à la santé, à l’éducation, à un travail, à un niveau de vie décent et à une vie de famille ». Les autres acteurs qui sont responsables de Gaza - le Hamas, l’Autorité palestinienne et l’Égypte - ont également le devoir légal de respecter les standards humanitaires et les droits humains, ce qui n’a pas toujours été le cas au cours des dernières années.
En 2012, l’ONU a publié un rapport intitulé « Gaza en 2020 : pourra-t-on encore y vivre ? » (PDF). Ce rapport était inquiétant, mais le dernier rapport de l’ONU est désespérant. Il conclut que Gaza, en cinq ans, a été victime d’une « spirale descendante de développement », qui a enfermé les habitants de Gaza dans un cercle vicieux de crise humanitaire et de dépendance perpétuelle à l’aide humanitaire. »
Il ne reste que trois ans avant 2020, et le rapport souligne que, s’il n’est pas mis fin à la situation actuelle, Gaza deviendra encore « plus isolée et plus désespérée » avec le risque de conflits encore plus dévastateurs et d’une économie encore plus exsangue. Si rien n’est fait, il vaut mieux cesser de nourrir l’espoir d’une réconciliation politique entre les Palestiniens et d’une paix durable entre Israël et la Palestine. Alors, est-ce que les images satellites de la nuit à Gaza montreront bientôt quelques lumières ?
Michael Lynk
Michael Lynk est le rapporteur spécial des Nations Unies pour les droits de l’homme dans les territoires palestiniens occupés par Israël depuis 1967. Il a été nommé en 2016. Il enseigne également à la Faculté de droit de l’université de Western Ontario (London, Ontario, Canada)
»» http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2017/07/gaza-unlivable-place-...
Versão em Inglês
How Gaza was made into an unlivable place

What is it like to live in a place with a few hours of electricity a day and eight hours of water every four days?

11 de agosto de 2017

A doentia gestão do Estado !

Frases :

"Entregá-la a privados não terá feito da TAP uma companhia perfeita, mas não se pode negar os efeitos positivos de arrancá-la à doentia gestão do Estado "

"Ontem, o Presidente Marcelo vetou a intenção de Bloco de Esquerda e PCP de agrilhoarem em definitivo a Carris à esfera pública - no caso, à gestão municipal assumida em fevereiro. E logo gritou a esquerda que havia ali agenda da direita,... "
Joana Petiz, no DN opinião . 
Quem assim escreve vai longe...promoção à vista...o director que se cuide.

 A Joana Petiz não quererá escrever sobre a salutar gestão do Espírito Santo , do Banif, da PT , do BPN , do BPP , da fábrica da La SEDa em Sines...

Provocações de loucos à solta


 Se isto não é uma provocação então o que é ?
Os Estados Unidos e a Coreia do Sul vão prosseguir com os previstos exercícios militares conjuntos em larga escala agendados para o final do presente mês, no que poderá ser encarado pela Coreia do Norte como uma atitude provocatória num momento de agudização da crise na península coreana.

O britânico The Guardian escreve esta sexta-feira, 11 de Agosto, que Washington e Seul vão mesmo realizar, entre 21 e 31 de Agosto, os testes militares dos três ramos das respectivas forças armadas (exército, marinha e força aérea). 

Estes exercícios envolvem milhares de militares norte-americanos e sul-coreanos e são há muito realizados enquanto forma de contenção das ambições territoriais e nucleares de Pyongyang. 

Sabe-se que entre os exercícios  está previsto o cenário designado de "decapitação", referente ao assassinato do líder norte-coreano, o ditador dinástico Kim Jong-un. A imprensa especializada tem escrito sobre a alegada capacidade e prontidão do exército sul-coreano para realizar um ataque cirúrgico com vista à liquidação do terceiro da dinastia Kim.

Atacar sem consequencias

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"Os gritos provenientes de Washington não são produzidos pelos que temem ser atacados, mas pelos que acham ser impossível atacar sem consequências", afirma o especialista, Doug Bandow
http://nationalinterest.org/blog/the-skeptics/north-korea-does-not-trust-america%E2%80%94-pretty-good-reason-21843
Segundo o autor do artigo, "Coreia do Norte pode contar apenas consigo mesma". Internamente, o país é  mais pobre do que seu vizinho do sul.
"No que se refere ao potencial bélico, Seul está protegido diretamente pelos EUA enquanto os vizinhos de Pyongyang, Moscou e Pequim, apesar de serem amigáveis e neutrais na disputa, seriam relutantes a entrar em uma guerra com uma superpotência para salvar a dinastia Kim."
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10 de agosto de 2017

Iraque


O Banco Central do Iraque afirmou na terça-feira (8) que o Daesh roubou mais de US$ 830 milhões dos bancos que estiveram nos territórios ocupados pelo grupo terrorista desde 2014
A declaração do Banco Central obtida pela Al Sumaria, diz que 121 escritórios em quatro diferentes províncias ficaram sob domínio do Daesh.
A maior parte dos recursos fazia parte de reservas do Estado iraquiano, incluindo fundos dos ministérios da Defesa e do Interior. 


Trump pode terceirizar a guerra no

Afeganistão


MK Bhadrakumar


Traduzido por Coletivo de tradutores Vila Vudu

Num importante comunicado à imprensa em Manila, ontem, 2ª-feira, o secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson falou sobre a revisão do caso Afeganistão que está sendo feita pelo governo Trump, e sugeriu fortemente que os ventos podem estar soprando a favor de pôr fim àquela guerra que já chega aos 16 anos. Disse Tillerson:


"Já tivemos até agora três sessões no Conselho de Segurança Nacional explorando várias opções. E quando digo "várias", digo todo o quadro, a paisagem completa... Acho que isso reflete as deliberações que queremos levar a cabo. O presidente fez perguntas que me parecem muito muito focadas e são boas perguntas. São as perguntas certas que temos de responder, e talvez sejam questões que, no passado, ninguém se interessou por levantar.

Quem é o mau da fita ?

Uma opinião

The Madman With Nuclear Weapons is Donald Trump, Not Kim Jong-un

For once, Donald Trump has a point. “We can’t let a madman with nuclear weapons let on the loose like that,” he told Philippines President Rodrigo Duterte, according to the transcript from their bizarre phone conversation that was leaked to The Intercept in May.
The madman the U.S. president was referring to, of course, was North Korean dictator Kim Jong-un. The madman the rest of us should be worried about, however, is Trump himself, who — lest we forget — has the sole, exclusive and unrestricted power to launch almost 1,000 nuclear warheads in a matter of minutes, should he so wish.
Most nonproliferation experts — as well as former President Jimmy Carter and a number of former Pentagon and State Department officials, both Republican and Democrat — agree that the brutal and murderous Kim, for all his bluster, is not irrational or suicidal, but bent on preserving his regime and preventing a U.S. attack. Nuclear weapons are a defensive, not an offensive, tool for the North Korean leadership — which, as Bill Clinton’s defense secretary William Perry observed on Fox News in April, may be “ruthless and … reckless” but “they are not crazy.”
Got that? Kim is bad, not mad.

A Paz é um bem precioso

O complexo militar industrial americano gosta disto.  Será que Hiroshima está esquecida ? Por que é que Trump não ameaça Israel que tem a bombas atómicas?      Se a Coreia do Norte estava a planear algum tipo de ataque preventivo ou surpresa em Guam, não estaríamos a ler sobre o assunto nos meios de comunicação norte-coreanos”, afirmou Delury, em uma entrevista em seu escritório à Agência Associated Press.John Delury, professor associado de Estudos da Ásia Oriental na Universidade Yonsei, em Seul. Para ele, os riscos de uma guerra de fato ainda são pequenos, apesar da retórica dos dois paísesE
A ilha de Guam, no Oceano Pacífico, foi a mais recente protagonista na troca de farpas entre os dois países. A Coreia do Norte ameaçou atacar a localidade, onde existem bases dos EUA. Horas antes, o presidente norte-americano Donald Trump prometeu “fogo e fúria” contra Pyongyang, caso o regime comunista fizesse novas ameaças.

9 de agosto de 2017

A Grande confusão italiana


Réfugiés : LE GROS CAFOUILLAGE ITALIEN, par François L.


Bloquer la seconde grande voie d’accès des réfugiés à l’Europe se révèle un véritable casse-tête. L’application de la dernière en date des mesures destinées à y contribuer, la signature par les ONG d’un code de conduite minorant leur intervention, a eu comme premier effet de créer une grande confusion en Méditerranée.
Après la mise sous séquestre d’un des navires des ONG, un autre a été hier condamné à faire des ronds dans l’eau faute de pouvoir accéder à un port maltais ou italien, bien que son affréteur ait signé le code de conduite. L’intervention d’un troisième, dont les affréteurs SOS Méditerranée et MSF ne l’ont pas signé, a été demandée par le centre opérationnel des garde-côtes avant d’être annulée au profit d’un garde-côte italien, et un quatrième a été agressé par un garde-côte libyen qui a tiré en l’air. Enfin, pour dresser l’ensemble du tableau, le navire anti-réfugiés affrété par l’extrême-droite est arrivé au large de la Libye après avoir été empêché de se ravitailler en Tunisie par les syndicats de marins.