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18 de outubro de 2017

Corrida ao armamento nos EUA

Os dois partidos aprovaram o rearmamento dos EUA contra a Rússia
Os Democratas, que diariamente atacam o republicano Trump por suas declarações belicosas, votaram no Senado juntamente com os Republicanos pelo aumento em 2018 do orçamento do Pentágono de 700 bilhões de dólares, 60 bilhões a mais do que o próprio Trump pediu.
Acrescentando os 186 bilhões anuais para os militares reformados e outros itens, a despesa militar total dos Estados Unidos chega a cerca de um trilhão de dólares, um quarto do orçamento federal.
Foi decisivo o voto unânime do Comitê de questões militares, formado por 14 senadores republicanos e 13 democratas. O Comitê sublinha que “os Estados Unidos devem reforçar a contenção da agressão russa: a Rússia continua a ocupar a Crimeia, a desestabilizar a Ucrânia, a ameaçar os nossos aliados da Otan, a violar o Tratado sobre mísseis de curto e médio alcance, conhecido como Tratado INF (sigla em inglês), e a sustentar o regime de Assad na Síria”.
Também acusa a Rússia de conduzir “um ataque sem precedentes aos nossos interesses e valores fundamentais”, em particular através de “uma campanha voltada para minar a democracia americana”. Uma verdadeira declaração de guerra, com a qual o alinhamento bipartidário motiva o fortalecimento de toda a máquina bélica estadunidense.
Eis alguns itens da despesa militar para o ano fiscal de 2018 (iniciado em 1° de outubro de 2017): 10,6 bilhões para adquirir 94 caças F-35, 24 a mais do que a administração Trump pediu; 17 bilhões para o “escudo antimísseis” e a atividade militar espacial, 1,5 a mais do que a cifra pedida pela administração; 25 bilhões para construir mais 13 navios de guerra, 5 a mais do que a administração demandou.
Dos 700 bilhões do orçamento de 2018, 640 servem principalmente à compra de novos armamentos e à manutenção do pessoal militar, cujos salários aumentaram, elevando o custo anual a 141 bilhões; 60 bilhões são destinados às operações bélicas na Síria, Iraque, Afeganistão e outros lugares. Mais 1,8 bilhão são destinados a treinamento e equipamento de formações armadas sob o comando estadunidense na Síria e no Iraque, e 4,9 bilhões ao “Fundo para as forças de segurança afegãs”.
Para a “Iniciativa de segurança da Europa”, lançada em 2014 pela administração Obama depois da “agressão revanchista russa à Ucrânia”, são destinados em 2018 4,6 bilhões, com a finalidade de aumentar a presença de forças blindadas estadunidenses e o “posicionamento estratégico” dos armamentos dos EUA na Europa. Foram atribuídos mais 500 milhões de dólares para fornecer “assistência letal” (isto é, armamentos) à Ucrânia.
O aumento do orçamento do Pentágono implica a elevação daqueles dos demais membros da Otan sob comando dos EUA, inclusive a Itália cuja despesa militar, dos atuais 70 milhões de euros por dia, deverá chegar a cerca de 100. Ao mesmo tempo o orçamento do Pentágono prognostica o que se prepara para a Itália.
Entre os menores itens de despesas, mas não por este motivo menos importantes, 27 milhões de dólares são destinados à base de Aviano, provando que continua o seu fortalecimento tendo em vista a instalação das novas bombas nucleares B61-12, e 65 milhões para o programa de pesquisa e desenvolvimento de “um novo míssil de médio alcance com base em terra para começar a reduzir a brecha de capacidade provocada pela violação russa do Tratado INF”.
Em outras palavras, os Estados Unidos programam instalar na Europa mísseis nucleares análogos aos Pershing 2 e aos Cruise dos anos 1980, estes últimos instalados também na Itália, em Comiso. É o que anuncia o Senado dos Estados Unidos, com o seu voto bipartidário unânime no Comitê de questões militares.
Manlio Dinucci . Pulicado originalmente em Il Manifesto. Tradução de José Reinaldo Carvalho para R

Os EUA e o terrorismo

http://www.moonofalabama.org/2017/10/free-passage-deal-for-isis-in-raqqa-us-denies-involvement-video-proves-it-lies.html
Ver video

Free Passage Deal For ISIS In Raqqa - U.S. Denies Involvement - Video Proves It Lies

After free passage negotiations with the U.S. and its Kurdish proxy forces, ISIS is moving its fighters out of Raqqa city. When the Syrian government reached similar agreements the U.S. childishly criticized it. The U.S. coalition claims that it was "not involved in the discussions" that led to the Raqqa free passage agreement. A BBC News report shows that the opposite is true.(:::)

Après des négociations avec les États-Unis et leurs forces kurdes par procuration, pour obtenir le libre passage de ses combattants, l’EI quitte la ville de Raqqa. Lorsque le gouvernement syrien a conclu des accords similaires, les États-Unis, tels des gamins irresponsables, l’ont vertement critiquée. La coalition étasunienne affirme qu’elle n’était pas « impliquée dans les discussions » qui ont abouti à l’accord de libre passage de Raqqa. Un reportage de BBC News prouve le contraire.

16 de outubro de 2017

Venezuela

O Partido  do Presidente Nicolas Maduro, conquistou, nas eleições regionais de domingo, 17 dos 23 cargos de governador estadual. 
De acordo com o Conselho Nacional Eleitoral a taxa de participação no escrutínio foi de mais de 61 por cento. 
“ Hoje temos 17 governadores. Hoje conseguimos 54 por centos dos votos. Hoje tivemos 61 por cento de participação. E hoje, a Pátria sai fortalecida. 75% dos governadores”, afirmou Maduro. 
Comunicado do PC do B
Nas eleições venezuelanas povo derrotou as ameaças e o terrorismo
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) saúda de forma entusiástica a significativa vitória da revolução bolivariana nas eleições estaduais deste domingo (15).
Como declarou o presidente da Bolívia, Evo Morales, ao saudar a vitória do chavismo: “a democracia ganhou à intervenção e à conspiração.”
Diante das ameaças e sanções do imperialismo, diante do terrorismo da direita, o povo venezuelano deu uma contundente resposta aos inimigos da democracia popular: o Gran Polo Patriótico venceu em 18 dos 23 estados. Mesmo em Miranda, importante estado governado pela oposição, o autodenominado Movimento da Unidade Democrática (MUD), direitista, foi derrotado.
Isso revela o elevado grau de consciência política dos eleitores da República Bolivariana da Venezuela, que mesmo diante das inúmeras dificuldades econômicas vividas em seu dia a dia, compreenderam que grande parte da crise é causada intencionalmente por uma elite profundamente reacionária e subordinada ao imperialismo estadunidense.
O silêncio da mídia hegemônica brasileira diante da vitória de Nicolás Maduro mostra que a burguesia, atônita, ainda está construindo um discurso alternativo diante da inesperada e, para eles, constrangedora, vitória das forças populares. O que dizer diante da participação de 61% do eleitorado em um país onde o voto não é obrigatório? O que dizer das previsões triunfalistas que esta mesma mídia empresarial divulgava, dias antes, garantido que a oposição ganharia na maioria dos estados e nos mais importantes?(...)

A ordem do dia dos assuntos internacionais

Da guerra na Síria já se fala pouco , de Mossul também, do Yémen muito menos... Fala-se da "guerra verbal "entre a Coreia do Norte e os EUA . Não há dúvida que o Império comanda a ordem do dia dos assuntos noticiosos .

15 de outubro de 2017

A ONU da era Guterres

Os EUA são os EUA diria Junker !
 O novo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, procedeu às nomeações da sua equipe.
O Director de Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, foi mantido nas suas funções por mais um ano. Durante o mandato de Ban Ki-moon, tratava-se da função diplomática mais elevada no mundo.
O Sr. Feltman representa os interesses do «estado profundo» Norte-americano. Diplomata de carreira, ele serviu primeiro em Israel, depois por conta da Autoridade Provisória da Coligação no Iraque (um organismo privado que não dependia da Coligação, mas que concentrava os membros do «governo de continuidade» US ). Enquanto embaixador no Líbano, ele organizou o assassinato do antigo Primeiro-ministro Rafik Hariri, a Comissão de Inquérito da ONU e o Tribunal Especial contra os Presidentes Emile Lahoud e Bashar al-Assad. Posteriormente, tornou-se assistente de Hillary Clinton, no Departamento de Estado, depois entrou como número 2 para a ONU. Ele é o autor do plano de capitulação total e incondicional da Síria (tecnicamente redigido pelo Alemão Volker Perthes).
Tradução 
Alva Rede V.

14 de outubro de 2017

FMI - Cenário catastrófico


VIDEO. Le FMI s’inquiète de la montée des risques avec la progression des dettes publiques et privées. 

Wolfgang Schäuble avait certainement lu en avant-première le rapport sur la stabilité financière du FMI. Dès lundi, dans un  entretien avec le « Financial Times », le ministre des Finances allemand avait alerté sur la possibilité d'une nouvelle crise financière. Mercredi, l'institution multilatérale lui a emboîté le pas en mettant en exergue les  fragilités du système financier international.

Uma imagem


Como estamos em fim de semana :uma imagem que diz muito da situação actual !
                                                    Destruiremos o mundo por dinheiro!

provocações



O submarino nuclear USS Michigan chegou no porto sul-coreano de Busan e prepara-se para tomar parte das maiores manobras de Seul e Washington que começam na semana que vem.
Especialistas sul-coreanos afirmam que hoje em dia os submarinos são usados não apenas para escolta de porta-aviões, mas também para desembarque em território inimigo de grupos de reconhecimento e sabotagem. Os submarinos Tucson são os mais manobráveis e pouco visíveis . Estes podem transportar a bordo 24 mísseis de cruzeiro Tomahawk, enquanto o USS Michigan tem 154 mísseis e pode ser equipado também com armas nucleares táticas.
Pyongyang ainda não reagiu à aproximação do grupo aeronaval às suas fronteiras. Mas estas provocações podem fazer com que Pyongyang comece respondendo tanto no ar quanto no mar. Nessa altura a imprensa fiel ao Império responsabilizará a Coreia do Norte

Mais uma vez a banca ...e a UE

LES BANQUES MÈNENT PAR DEUX À ZÉRO, par François L.

Même épaulés par la BCE, Jean-Claude Juncker et la Commission auront tout essayé, mais en pure perte : l’Union bancaire va continuer de reposer sur deux de ses trois piliers. La garantie européenne des dépôts bancaires n’est pas pour demain, le ministère allemand des finances ayant hier fait savoir que « rien n’a changé » et que Berlin n’était pas prêt à engager des négociations tant qu’une « réduction sensible des risques » portés par les banques européennes n’était pas intervenue.

O Comité de Basileia

Ainda não há acordo sobre a regulação bancária quando muitos afirmam que se está a esgotar o prazo para se evitar uma  "nova crise financeira " 
 "Le comité de Bâle, qui rassemble les autorités de régulation financière d'une trentaine de pays, s'est fixé pour objectif de prévenir l'éclatement de nouvelles crises après celle de 2008 en mettant en place des normes prudentielles plus sévères."
A pressão dos banqueiros é para uma regulação minima ...e o mais tarde possível

13 de outubro de 2017

Contradições e limitações - 3

O império esgota-se economicamente e com guerras contra a vontade dos povos, que não consegue terminar. As centenas de instalações militares (cerca de mil), os défices públicos e comerciais, a globalização conduzida pelas transnacionais levaram à desindustrialização.
Nas últimas duas décadas do século XX nos EUA, têm aumentado as importações acompanhadas por quedas na produtividade apesar de todas as miragens na “economia digital”. Um crescimento do PIB conduzido pela dívida que atinge 105% do PIB.
Apesar do emprego oficial ser baixo os salários estagnam, aumenta a proporção de trabalhadores com trabalho parcial cujos vencimentos não são suficientes para suportar uma existência independente.
Os cidadãos dos EUA tornaram-se escravos das dívidas que não podem pagar ou apenas fazem pagamentos mínimos, acumulando dívida. Os recém-licenciados endividados devido à massiva privatização do ensino têm dificuldade em encontrar empregos compatíveis com as suas necessidades acumulando dívida.
A via da “economia digital” apenas irá agravar os problemas existentes, lançando a oligarquia em mais uma devastadora corrida ao lucro, na base da ganância a que dentro do seu sistema não podem fugir.
A economia dos EUA é pois uma economia parasita do resto do mundo assente numa pilha imensa de papel cada vez com menos valor (o dólar) e na impiedosa exploração das transnacionais. Mas apesar do seu vociferar ameaçador e imperialista o mundo reage.
A China ( desde 2010 a segunda economia mundial) cresce a taxas cerca do dobro dos EUA e do triplo da UE. A obsessão em controlar a produção das fontes energéticas leva a que da Rússia e Irão à Venezuela cada vez mais países se afastem dos EUA. Cada dólar perdido como moeda de reserva torna mais difícil a capacidade de pagar o sistema imperialista de domínio mundial. As importações da China estão a ser feitas em provenientes da Rússia e recentemente da Arábia Saudita (em curso de negociação) são feitas na sua moeda.
Face à perda de domínio económico e financeiro (não confundir com capital fictício) o Departamento da Defesa aponta num estudo que “os militares dos EUA "já não gozam de uma posição inexpugnável contra concorrentes do Estado," e "já não podem gerar automaticamente a superioridade militar local consistente e sustentada." (Chris Hedges )
Contudo isto pode significar que a loucura instalada na cabeça dos imperialistas e  neoconservadores, os torne ainda mais perigosos.
Perigosa é também a legião de bajuladores ao seu serviço, mascarados de impolutos democratas que fingindo criticar Trump (como fizeram com Bush, silenciando depois as agressões sob Obama) fazem por ignorar ou apoiam as mais vergonhosas ações do imperialismo e do neofascismo recriado a seu favor.
Ver - The US Economy Is Failing By Paul Craig Roberts http://www.informationclearinghouse.info/47916.htm
The End of Empire Chris Hedges http://www.informationclearinghouse.info/47936.htm

O pedante e a probidade

O Público de hoje  entrevista o economista Daniel Bessa, o tal que nos apareceu em 1974 a citar e a recitar Marx na sede do MDP CDE
Hoje diz que a sua vida são as empresas , isto é : money , money , money
Na entrevista o  "eu faria ", o "eu ". eu... mostra-nos o ego deste professor da Business School do Porto . Uma interessante reciclagem deste pseudo Marxista de antanho que no inicio deste governo dizia que vinha aí o diabo...
Diz que se enganou ,  mas descobriu que a dívida publica é um problema e que, com ele e com o crescimento que temos , o défice Orçamental seria muito menor ...
Presunção e agua benta...
Senhor economista D. Bessa ,  este crescimento não tem nada a ver com a política seguida ? A devolução de rendimentos não estimulou o crescimento ? Só um cego ou de má fé  é que pode dizer que o consumo interno não se traduz em crescimento...
E a componente importada desse consumo que é  muito grande, pergunta Bessa !
Sim é grande , e deve~se em grande parte ao declínio industrial do país fruto das privatizações que Bessa defendeu , e do santo euro que Daniel venera..
Sabe , o país precisa de marchar nas duas pernas que se potenciam mutuamente :mercado interno e exportações...e não apenas numa
Depois não se esqueça da dívida privada maior que a dívida pública...
Quanto às elites a começar por Bessa estamos conversados...
Mas se este "Marxista" fala em elites é por que não quer falar em classes e , muito menos em luta de classes , estando como está , bem instalado,  do outro lado da barricada..
Uma opção...que não dá  o direito à desonestidade intelectual .
 Ponto final !
Carlos Carvalhas

12 de outubro de 2017

OS Sionistas mandam em Trump

O poderoso lobby sionista nos EUA está por trás das decisões de Trump de sair da Unesco e de denunciar o acordo com o Irão .
Israel anunciou nesta quinta-feira (12) que pretende sair da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
O
O comunicado  também afirma que "a Unesco se tornou o teatro do absurdo, onde se deforma a história, em vez de preservá-la".
Os Estados Unidos também anunciaram que irão deixar a UNESCO no fim de 2017  com a justificação da "necessidade de reformas fundamentais da organização e do preconceito contra Israel", nas palavras da porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.
A UNESCO lamentou a decisão dos E.U. em comunicado e relembrou que Washington interrompeu as transferências  para este organismo em 2011, após a UNESCO reconhecer a Palestina como Estado-membro da entidade. 

11 de outubro de 2017

Agudização de contradições

A situação internacional está marcada por uma agudização abrupta e generalizada de contradições cada vez mais públicas.
Por Jorge Cadima
Rivalidades, disputas, acusações, sanções e ameaças caracterizam as relações transatlânticas; as relações entre setores diversos do grande capital nos EUA; no seio da União Europeia (UE) – e em numerosos dos seus países-membros; da UE com a Turquia; entre as petro-monarquias do Golfo; nos fóruns que congregam grandes potências, como os G7 ou os G20. Para já não falar nas disputas entre os EUA/UE e a Rússia e entre os EUA e a China, ou nas permanentes operações de guerra, subversão e desestabilização levadas a cabo pelo imperialismo e os seus agentes no Oriente Médio, na Península Coreana, no Mar da China, na Venezuela, em África e noutras paragens. A riqueza é concentrada nas mãos duma cada vez mais restrita minoria parasitária, ao mesmo tempo que se intensifica a exploração, a precaridade e a miséria de largas massas. Perante o crescente isolamento social e político do grande capital, intensificam-se as derivas autoritárias e fascizantes, bem como a corrida ao militarismo, ao rearmamento, à guerra.
O avolumar das contradições é o espelho da profunda crise do capitalismo. O sistema que gerou a crise é incapaz de a ultrapassar, mesmo após uma década de medidas absolutamente excepcionais de apoio ao grande capital financeiro. A profunda crise econômica e social, e o feroz ataque aos trabalhadores e povos pelos governos ao serviço do grande capital, estão a abrir brechas nos mecanismos de controle ideológico sobre os povos. A recusa das tradicionais potências imperialistas em aceitar a nova correlação de forças econômicas, resultante do ascenso de novas potências – com destaque para a China – é cada vez mais evidente. Mas as contradições crescentes tendem a agudizar os problemas e a própria crise. O acumular quantitativo das contradições aponta para uma transformação qualitativa, para um salto qualitativo da crise e das suas expressões, e para desenlaces potencialmente explosivos.

10 de outubro de 2017

A CIA e CUBA



Por Percy Alvarado, Resumen Latinoamericano, 3 octubre 2017.- Tal como era de esperar dentro de las nuevas medidas anticubanas que va implementando la administración Trump, la misma ordenó hoy la salida de 15 funcionarios de la embajada cubana en Washington, so pretexto de dar respuesta a los supuestos “ataques” acústicos que han sufrido al menos 22 de los diplomáticos estadounidenses en Cuba. El Departamento de Estado ya ha seleccionado los nombres de estos quince diplomáticos cubanos, sin saberse a ciencia cierta los criterios empleados para tal selección.
Como advertí no hace mucho todo indica que ninguna agencia norteamericana de inteligencia ha podido aportar una prueba concreta de la responsabilidad de Cuba, o de alguien en específico, en este dudoso asunto, a todas luces aparentemente fabricado por la CIA como una operación de bandera falsa.
Lo interesante del caso es que en el diseño de esta operación han participado dos personajes abiertamente siniestros dentro de la derecha ultraconservadora norteamericana, el mafioso senador cubanoamericano Marco Rubio y el director general de la CIA, Michael Richard “Mike “Pompeo, íntimos amigos lejos del ojo público, quienes presentaron al presidente Trump el proyecto de operación secreta. Aunque ya se había manejado por sectores de la ultraderecha ponerlos en marcha durante la administración Obama –más interesado el mismo en desarrollar las relaciones diplomáticas entre las dos naciones–, dichos planes fueron congelados hasta que asumiera la presidencia Donald Trump.

9 de outubro de 2017

A coragem para normalizar a política monetária

Três salvas de palmas para os bancos centrais! Isto pode parecer estranho vindo de uma pessoa que há muito critica as autoridades monetárias mundiais. Mas aplaudo o compromisso há muito esperado da Reserva Federal dos EUA com a normalização dos juros e do seu balanço. Digo o mesmo em relação ao Banco de Inglaterra e aos sinais relutantes do Banco Central Europeu de que caminha nessa mesma direcção. O risco, contudo, é que estes movimentos não sejam suficientes e cheguem tarde demais. 

As políticas monetárias não convencionais dos bancos centrais - nomeadamente taxas de juro zero e compras massivas de activos - foram implementadas no pico da crise financeira de 2008-2009. Foi uma operação de emergência, para dizer o mínimo. Com as suas ferramentas políticas tradicionais quase esgotadas, as autoridades tiveram que ser excepcionalmente criativas para enfrentar o colapso nos mercados financeiros e uma implosão iminente da economia real. Os bancos centrais, ao que parece, não tiveram escolha senão optar pelas injecções maciças de liquidez conhecidas como "flexibilização quantitativa".

Esta estratégia impediu a queda livre nos mercados. Mas fez pouco para estimular uma recuperação económica significativa. As economias do G7 (Estados Unidos, Japão, Canadá, Alemanha, Reino Unido, França e Itália) cresceram a uma taxa média anual de apenas 1,8% no período pós-crise de 2010-2017. Isso é muito abaixo do crescimento médio de 3,2% registado em intervalos comparáveis de oito anos durante as duas recuperações da década de 1980 e 1990.

Infelizmente, os banqueiros centrais interpretaram mal a eficácia das suas políticas pós-2008. Agiram como se a estratégia que ajudou a acabar com a crise pudesse alcançar a mesma força na promoção de uma recuperação cíclica na economia real. Na verdade, duplicaram a aposta no cocktail de juros zero e crescimento do balanço.

E que grande aposta foi aquela. De acordo com o Banco de Pagamentos Internacionais, o valor total dos activos detidos pelos bancos centrais nas maiores economias avançadas (Estados Unidos, Zona Euro e Japão) subiu 8,3 biliões de dólares nos últimos nove anos, de 4,6 biliões em 2008 para 12,9 biliões em 2017.

No entanto, esta expansão maciça do balanço teve pouco reflexo. Ao longo do mesmo período de nove anos, o PIB nominal nessas economias aumentou em apenas 2,1 biliões de dólares. Isso implica uma injecção de excesso de liquidez de 6,2 biliões de dólares - a diferença entre o crescimento dos activos do banco central e o PIB nominal - que não foi absorvida pela economia real e que, em vez disso, está a espalhar-se nos mercados financeiros globais, distorcendo os preços dos activos em todo o espectro de risco.

A normalização é uma resolução há muito adiada dessas distorções. Dez anos após o início da Grande Crise Financeira, parece mais do que apropriado retirar as alavancas da política monetária das suas configurações de emergência. Um mundo em recuperação - por mais anémica que seja essa recuperação - não requer uma abordagem da política monetária semelhante à exigida pela crise.

As autoridades monetárias aceitaram isto com relutância. A geração actual de banqueiros centrais é quase religiosa no seu compromisso com as metas de inflação - mesmo no mundo sem inflação de hoje. Ainda que o pêndulo tenha oscilado entre acabar com a inflação elevada e evitar a deflação, a estabilidade dos preços continua a ser a condição sine qua non nos círculos dos bancos centrais.

A fixação com a inflação não é fácil de quebrar. Pude comprovar isso pessoalmente. Como economista da equipa da Fed na década de 1970, testemunhei em primeira mão o nascimento da Grande Inflação - e o papel desempenhado pelo inepto banco central na sua criação. Durante anos, se não décadas, depois dessa experiência, estive convencido de que uma inflação renovada estava ao virar da esquina.

A geração actual de banqueiros centrais posicionou-se, de forma determinada, no extremo oposto do espectro da inflação. Ligados a uma mentalidade de "curva de Phillips" condicionada pelo presumido "trade-off" entre a folga económica e a inflação, os banqueiros centrais permanecem firmes na sua visão de que uma inclinação para a política acomodatícia é apropriada, desde que a inflação esteja aquém da meta.

Este é o maior risco de hoje. A normalização não deve ser vista como uma operação dependente da inflação. A inflação abaixo da meta não é uma desculpa para uma longa e prolongada normalização. De forma a reconstruir o arsenal de políticas para a próxima crise ou recessão - que é inevitável – é muito preferível uma restauração rápida e metódica da política monetária para as configurações pré-crise.

O facto de não se ter feito isto foi o grande problema durante o período que antecedeu a última crise, no início dos anos 2000. A Fed cometeu o erro mais flagrante de todos. Depois de ter rebentado a bolha das dotcom no início de 2000, e com os receios de um cenário como o do Japão a pesar no debate das políticas, a Fed optou por uma estratégia de normalização gradual - aumentando os juros 17 vezes em pequenos movimentos de 25 pontos base ao longo de um período de 24 meses entre meados de 2004 e meados de 2006. No entanto, foi precisamente nesse período que os mercados financeiros estiveram a plantar as sementes do desastre que logo se seguiu.

Para o período actual, a Fed esboçou uma estratégia que não alcança a normalização do balanço até 2022-2023 no mínimo - 2,5 a 3 vezes mais longa do que a campanha mal concebida de meados dos anos 2000. Para os mercados de hoje, isto é pedir problemas. Para o bem da estabilidade financeira, há um argumento convincente para uma normalização mais rápida, que complete a tarefa em metade do tempo que a Fed está a sugerir actualmente.

Os bancos centrais independentes não foram projectados para ganhar concursos de popularidade. Paul Volcker sabia disso quando liderou a luta contra a inflação elevada no início dos anos 80. Mas a abordagem assumida pelos seus sucessores, Alan Greenspan e Ben Bernanke, foi muito diferente, permitindo que os mercados financeiros e uma economia cada vez mais dependente de activos assumissem o controlo da Fed. Para Janet Yellen - ou o seu sucessor - será preciso coragem para tomar um caminho diferente. Com mais de 6 biliões de dólares de excesso de liquidez nos mercados financeiros globais, essa coragem já vai chegar tarde. 

Stephen S. Roach, membro da Universidade de Yale e antigo chairman do Morgan Stanley Asia, é o autor de Unbalanced: The Codependency of America and China. Negocios

Até este !


Schäuble acordou agora e alerta para possível nova crise financeira mundial

O ministro germânico das Finanças, de saída do cargo ao fim de oito anos, deixa o alerta: a liquidez colocada no mercado pelas autoridades monetárias e a elevada dívida pública e privada criam condições para uma nova crise.


8 de outubro de 2017

O caminho alegre para uma nova crise ?

Enquanto as ações nas bolsas dos EUA estão em alta e a economia norte-americana passa pelo terceiro período mais longo de expansão na sua história, os especialistas preveem o início de outra crise económica.

© SPUTNIK/ PAVEL LI
O capital especulativo , o capital fictício , e o endividamento pelo crédito ao consumo disparam estando a dar origem a uma"nuvem tóxica " de grandes proporções caminhando-se alegremente para uma nova crise
1. O renascimento das chamadas obrigações  de dívida com garantia (CDO, por exemplo)
Os jogos mais arriscados em Wall Street são realizados com instrumentos financeiros conhecidos como derivados financeiros.
Eles receberam esse nome porque eles "derivam" seu valor dos ativos subjacentes nos quais se baseiam. Dependendo do preço do ativo subjacente, os derivados podem gerar grandes ganhos ou enormes perdas.
Quando os bancos e instituições financeiras começam a operar com derivados, a situação  torna  se especialmente perigosa. Foi isso que aconteceu na crise recente: muitos bancos "grandes demais para falir" assumiram o risco excessivo com derivados e não conseguiram lidar com as perdas enormes.
2. Os créditos hipotecários regressaram de novo e em força
Os preços da habitação  nos EUA estão muito inflacionados. Segundo os dados do índice norte-americano Case-Shiller de preços da habitação, de fato, eles superam os níveis da bolha imobiliária de 2008. Isso significa que os credores estão baixando os critérios e concedem mais créditos hipotecários, o que levará a mais uma bolha no mercado.


7 de outubro de 2017

A liberdade para os dominantes

Liberdade de Exploração

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O presidente dos EUA, Donald Trump, discursou numa cerimónia na Casa Branca nesta sexta-feira (6) para celebrar o Mês do Legado Hispânico nos Estados Unidos e aproveitou para criticar as políticas socialistas de países latino-americanos.
Em particular, o presidente norte-americano pediu que as autoridades venezuelanas restaurem a "democracia e a liberdade".
Bandeiras nacionais de Cuba e EUA
© AP PHOTO/ RAMON ESPINOSA
"Rejeitamos a opressão do socialismo e exigimos a restauração da democracia e da liberdade para os cidadãos da Venezuela", afirmou o presidente norte-americano em uma cerimônia para celebrar o Mês do Legado Hispânico nos Estados Unidos.
Donald Trump também destacou que os EUA não suspenderão o embargo imposto há 60 anos contra Cuba até que haja uma mudança política no país.
"Não levantaremos sanções contra o regime cubano até que este garanta a plena liberdade política para o seu povo", disse o presidente na Casa Branca

Contrafacção e outros truques


Contrafacção e outros truques

Olhando para o cortejo de sondagens que inundaram o País, e sabemos que na mente de muitos estará, essa singela constatação de que não se confinasse a ASAE a inspeccionar feiras, casas de pasto e produtores locais e haveria uma volumosa colecção de sondagens apreendidas.

Nada de mais injusto. Não se conhecesse a motivação política que lhes está associada e talvez se justificasse a indignação. As sondagens e os seus pressupostos são à prova de bala. Se umas dão no mesmo dia a maioria absoluta a determinada força política e outras um ”empate técnico” isso só atesta sua robustez cientifica. É assim como jogar no totobola, com muitas triplas. A probabilidade de acerto é exponencial. E se alguém vier a terreiro pôr uma dúvida ou evidenciar uma grosseria de análise, aí teremos a resposta arrasadora, prenhe de valor estatístico que lemos nestes dias «até ao dia das eleições, estas intenções de voto poderão ainda mudar significativamente».

Só não fica dito é que elas se constituem cada vez mais, não como elementos de aferição ou tendência de opiniões, mas como instrumentos para induzir opiniões, encarreirar escolhas, condicionar a livre opção dos eleitores. É usual ouvir em matéria económica que se torturam os números até se ajustarem ao cenário pretendido. A diferença nas sondagens é que os torturados são os eleitores, sujeitos a tantas provações quanto as necessárias até cederem ao condicionamento que estão subjacentes ao que aquelas visam.

Não se duvide do rigor cientifico destes exercícios. Haverá seguramente explicação para projecções matemáticas que transformam intenções directa de votos para cima ou para baixo conforme dá mais jeito. Haverá razões, nem queremos crer o contrário, para pôr a falar quem não quis responder e a pressupor que o melhor é colocá-las num numerador que ajeite mais a construção do cenário que se quer influenciar na ida às urnas. Haverá até explicação científica mesmo quando é evidente a falta de fundamento para ajeitar os números em nome de um “empate técnico” ou de outras descaradas manipulações, e assim canalizar votos para uns e esvaziar outros.

E se é preciso fazer caminho para favorecer alguém, no caso uma “lista de cidadãos” sob a qual o BE se escondia, e puxar para baixo a CDU prognosticando resultado bem abaixo daquela outra, nem se pestaneja. Não vá o serviço ficar incompleto e aí tivemos o semanário que a publicou a apresentar a CDU como «usual muleta da autarquia». E se no dia 1 o resultado é o inverso, desmentindo o que a sondagem inventou, mudem-se os eleitores porque a  garantia de «elevada fiabilidade» afirmada pelos autores, essa é de betão.

Quando a divulgação dos números não é suficiente aí temos as editorias a tratar de os pintar com as cores que ambicionam ver dominantes. Têm razão as empresas de sondagens. Já basta o que basta para agora assacarem com o que não lhes diz respeito.

Duas “pérolas”. A que em cumplicidade, uma sondagem e um jornal diário construíram sobre Lisboa: A partir de uma intenção directa de voto inversa à projecção que dela se fez, conduziu-se a um ficcionado empate técnico entre duas candidaturas (no caso, CDU e BE); transformada essa desvantagem da intenção directa (BE) em projectada igualdade de votação o jornal completou o serviço encomendado - importou para a infografia da capa em dimensão decrescente o ordenamento  das candidaturas colocando como imagem mais pequena a CDU. Serviço feito!

Segunda “pérola”. Uma jornalista do canal público de TV  apresentava a sondagem de Lisboa em que CDU e BE apareciam com resultado igual, afirmando que «a CDU com 8% pode perder o segundo vereador e o BE com 8% pode eleger o segundo vereador». Rendamo-nos à argúcia da observação, ao alcance visionário  e à acutilância do raciocino. Afirmação cientificamente irrepreensível. Tão óbvia quanto a resposta matematicamente inatacável à questão de como meter dois elefantes numa viatura de passageiros. Claro que dois à frente e dois atrás. Não cabem? Culpa da física e dessa contradição entre o volume dos bichos e a capacidade do veículo. Era tudo mais limpo não confundir noticiários com comentário futebolístico onde a superficialidade da análise não traz mal ao mundo, com a vantagem de não se esconder a opção clubistíca de cada um. Ficaria tudo mais transparente.

5 de outubro de 2017

Contradições e limitações do império - 2


A propaganda do "way of life” dos EUA que o império e seus apaniguados procuram tornar global  não passa de uma refinada e hipócrita mistificação.
Mais de 100 milhões de habitantes dos EUA vivem no limiar da pobreza; 46 milhões vivem na pobreza, dos quais 14 milhões de crianças. Os baixos salários forçam 52 por cento dos trabalhadores das cadeias de comida rápida nos EUA a recorrerem à assistência pública. Não esqueçamos que estes baixos salários representam aumento de lucros para a oligarquia e perdas para o Estado por via dos impostos e aumento dos custos sociais, que são materiais e imateriais.
Diariamente são encarceradas 50 000 menores; por ano morrem 1 297 crianças por ferimentos com armas de fogo; 20 milhões de crianças recebem ajuda alimentar. Quanto à mortalidade infantil os EUA ocupam o 20º lugar em 35 países da OCDE e quanto à pobreza infantil o 29º lugar.
Segundo estimativa do National Runaway Switchboard o número de jovens fugitivos, desaparecidos ou sem abrigo poderia atingir os 2,8 milhões.
Há 44,2 milhões de jovens com dívidas estudantis, cujo valor astronómico ultrapassa 1,4 milhões de milhões de dólares. https://studentloanhero.com/student-loan-debt-statistics/
Quase um terço da população não tem instrução  ou é escassamente instruída, número que cresce 2 milhões por ano, escreve Chris Hedges em America the Illiterate.
O 1% dos mais ricos confiscou 95% do crescimento económico a seguir a crise, após 2009, enquanto que 90% empobreceu. Nos últimos 5 anos o 1% mais rico ganhou pelo menos 6,1 milhões de milhões dedólares. (3 Shocking Ways Inequality Keeps Getting Worse in America, Paul Buchheit)
O governo dos EUA enterra centenas de milhares de milhões dedólares em programas militares, ao mesmo tempo que corta na assistência social á pobreza, aos que não têm habitação, cuidados de saúde, escolas, ou alimentação. A solução da oligarquia e do Congresso ao seu serviço perante a abissal dívida do Estado é: vão buscar aos pobres.
Congress' Solution: Take from the Poor, AndreDamon.
Os EUA são na realidade uma sociedade disfuncional. Um conceito distorcido de liberdade – que cessa à porta das empresas e nos media – baseado no individualismo e na alienação, cortou os laços sociais designadamente no trabalho ao atacar o sindicalismo, desconstruindo a natureza gregária do ser humano. Os massacres que se repetem, as centenas de cidadãos mortos anualmente pela polícia, os 2 milhões de presos, os 6,8 milhões de "convicted felons", os 60 000 mortos por overdose em 2016 (numero que aumenta que nem as séries já escondem é profundamente destrutivo.
Eis o que o capitalismo tem para oferecer aos povos e que indiferente à vontade dos cidadãos se quer aprofundar até ao limite na UE.

Catalunha

Entra a polícia e saem as sedes de bancos . Tudo ligado !!!
O Conselho de Administração do Banco Sabadell decidiu mudar a sua sede de Barcelona para Alicante, esta quinta-feira, na sequência do resultado do referendo sobre a independência da Catalunha e da incerteza gerada. A medida foi tomada, com o pretexto , entre outros motivos, para continuar a operar no âmbito do sistema bancário europeu.Claro que não quiseram dizer :para fazer pressão .
O Sabadell, banco criado nesta região, é o quinto maior de Espanha e o segundo da Catalunha. 
Vários órgãos de comunicação espanhóis dizem que o CaixaBank, a maior entidade bancária catalã, dona do português BPI, estará a ponderar tomar decisão idêntica. A agência espanhola EFE, que cita fonte do banco, diz que este dará os passos necessários, no momento oportuno, sempre com o objetivo de fazer prevalecer os interesses de clientes, acionistas e funcionários.Hipocrisia não lhes falta !

O OURO


A Rússia voltou a aumentar sua compra de ouro. Desde o início deste ano, o ritmo de compra de metais preciosos bateu recordes históricos, informou o portal russo VestiFinance Entre janeiro e setembro de 2017 o Banco Central russo comprou 4,2 milhões de onças troy de ouro por um total de mais de cinco bilhões de dólares (R$ 15,7 bilhões). Ao mesmo tempo, o preço do ouro aumentou 10% desde o início de ano.
O Banco Central russo começou a comprar ouro ativamente devido à introdução das sanções antirrussas em 2014. Desde o início das sanções, a Rússia compra cerca de 100 toneladas de ouro por ano, mais do que qualquer outro banco central do mundo.
De acordo com especialistas, a compra de metais preciosos é uma estratégia no caso de os EUA porem em ação sanções mais duras contra a Rússia. Ao contrário dos ativos em contas bancárias, as barras de ouro não podem ser confiscadas.
O aumento das reservas de ouro  intensificou se  também no âmbito das possíveis mudanças no mercado de petróleo, indicadas pela China. Como resultado, o ouro pode adquirir um novo papel em operações comerciais

4 de outubro de 2017

Despudor

O Ministro da Defesa de Israel
"Assad ganhou a batalha e vejo uma longa fila de países aplaudindo e louvando-o, incluindo certos países ocidentais e outros sunitas moderados. De repente, todo mundo quer estar do lado de Assad", ele disse, ironicamente, o ministro da Defesa de Israel.
"Estamos confiantes de que os Estados Unidos serão mais ativos em relação à Síria e ao Oriente Médio em geral. Temos uma frente do norte em que há russos, iranianos, turcos e também (a milícia xiita libanesa) Hezbollah. E não é fácil", acrescentou Lieberman
.

3 de outubro de 2017

Bem prega Frei Tomás

BEM PREGA FREI TOMÁS… Agostinho lopes
OU COMO SACAR ACIMA DAS SUAS POSSIBILIDADES
Nada como realmente. «Dividendos agravam dívida das cotadas», assim titulava o insuspeito Jornal de Negócios, um esclarecedor artigo. «As cotadas nacionais abriram os cordões à bolsa este ano para pagar dividendos. Mas essa maior generosidade foi um dos factores que levaram a um aumento da dívida líquida dos primeiros seis meses do ano. Subiu mais de 8%, aumentando em mais de 2.000 milhões de euros para 26.300 milhões, tendo em conta as 14 empresas do PSI-20 que já prestaram as informações financeiras. (…) Distribuíram cerca de 2.200 milhões de euros, mais 20% que no ano anterior. E isso pesou na evolução da dívida.» A notícia dá depois exemplos: EDP, mais 1.000 milhões de euros; Navigator, mais 100 milhões; EDP Renováveis, mais 355 milhões; REN mais 100 milhões.
Registe-se que a informação não é propriamente uma novidade. Tal já aconteceu em anos anteriores, mesmo quando o país estava sob a ditadura da Troika e do governo PSD/CDS, com trabalhadores e pensionistas a serem roubados nos seus rendimentos.
Mas é elucidativo e pedagógico, conhecidas as «preocupações» do grande capital, bem patentes nas recentes e profusas entrevistas do Presidente da CIP, com os seus lacrimosos choradinhos em torno da subida do Salário Mínimo. Da sua resistência feroz a qualquer subida salarial. Sempre em nome da defesa da sacrossanta competitividade nacional para o crescimento das exportações. Ou seja, do «interesse nacional» deles. E o que dizer das sábias e desinteressadas palavras do Presidente do Fórum para a Competitividade, Ferraz da Costa, que arrasta a cassete dessas lamúrias há décadas. Nem mais um cêntimo para salários! Redução da TSU, já. Acabar com a «rigidez laboral»! Primeiro a competitividade, as exportações, os lucros. Depois os empregos, os salários! A conhecida lebre da corrida de galgos…
Pois… mas parece que as grandes empresas, contrariamente à generalidade das PME e das famílias, não estão a reduzir o seu endividamento! Está a aumentá-lo! E não contraem mais dívidas, para suportar investimento e assim melhorar/modernizar/ampliar a capacidade produtiva nacional! Não é por acaso que a produtividade agregada (valor médio das produtividades dos sectores da actividade privada) se mantém estagnada. Não há investimento privado. Logo, não há novos equipamentos e tecnologias. Não há inovação. Não se melhora a gestão nem a organização do trabalho.
Investimentos para melhorar a produtividade das empresas? Com o «nosso dinheiro»? Não. Para isso há os fundos comunitários do Portugal 2020, que os governos (este e todos os anteriores) distribuem generosamente pelo grande capital nacional e estrangeiro. Sempre sobrarão umas migalhas para as PME e necessidades públicas. Mas cuidado, diz o grande capital. O Estado está sentado à mesa do orçamento e a comer demais desses fundos… que todo, é pouco para nós! O nosso apetite é pantagruélico! É por isso que precisamos também de novas reduções do IRC, e etc… para que não precisemos de nos endividar para pagar bons dividendos!  
Sim, endividam-se para pagar mais dividendos, mais remuneração aos accionistas, aos donos do capital. Ou seja, pagam um volume de dividendos superior aos lucros arrecadados. Onde aconteceu isso? Com «gestores de topo» e «empresas modelo». Na SONAE CAPITAL: lucros, 18,7 milhões de euros, os accionistas vão receber 25 milhões. Nos CTT: lucros, 62,2 milhões de euros, vão distribuir aos accionistas 72 milhões – deve ser por isso que os serviços postais estão cada vez melhores! Um aumento dos dividendos superior ao aumento dos lucros! Não querem esmolas, aumentos indexados à taxa de inflação ou da evolução do IAS. Não! Mais 20% nos dividendos. Por extenso: vinte por cento!
Se isto não é viver, ou melhor, sacar «acima das possibilidades», o que será? Lata! Uma grande lata quando na praça pública despejam tecnocráticos ou moralistas discursos sobre a necessidade da moderação salarial e de acabar com a «rigidez da legislação laboral». Mas também põe a nu a cumplicidade activa de quantos agentes políticos dão cobertura a políticas de desvalorização salarial, nomeadamente travando a necessária subida do SMN para 600€, ou insistem na redução da TSU, ou resistem à obrigatória reversão das malfeitorias feitas nas leis do trabalho pelo anterior governo.   

Certo e sabido. Lá virão os «sábios», com a necessidade de bem remunerar o capital para atrair o capital e os capitalistas… Para melhorar a produtividade e a competitividade não é preciso. Bastarão os baixos salários dos trabalhadores portugueses! É por isso que não se pode reformar a legislação laboral, garantir a contratação colectiva e os direitos (constitucionais) dos trabalhadores.