Linha de separação


26 de junho de 2017

O sistema de dívida eterna

Argentina emite títulos de dívida em dólares a 100 anos de prazo !
Recientemente, fue publicado el artículo: “Deuda pública en expansión” del economista Julio Gambina |1|
El 19 de junio, del corriente año, nos enteramos a partir de un simple comunicado publicado en la página web del Ministerio de Finanzas, institución a cargo de Luis Caputo, ex CEO del Deutsche Bank y JP Morgan, que la “Argentina emitirá bonos en dólares a 100 años de plazo”, con una tasa de interés cercana al 8 por ciento anual (7,95%). Es decir, “más expansión de Deuda Pública”.
Y... ¡en qué condiciones! La tasa de interés es altísima, el plazo es extensísimo y la moneda de emisión del bono no es la propia. Es decir, las condiciones además de gravosas son sumamente, inciertas.

25 de junho de 2017

Visões paralelas

“Se nós usamos a força é porque somos América. Somos a nação indispensável. Permanecemos altos. Vemos mais longe no futuro.
Madeleine K. Albright, ex-Secretária de Estado dos EUA e ex-Embaixadora na ONU.
Valemos mais que os outros (…) porque o nosso sangue nos permite inventar mais que os outros e governar melhor o nosso povo que os outros. Compreendamos que os próximos dez anos serão de guerra para exterminar as raças sub-humanas que se opõem (ao) povo alemão que constitui o núcleo fundamental da raça nórdica depositária da cultura da humanidade. Himmler 

Em 1996, depois de cinco anos de sanções e de persistentes bombardeamentos contra o Iraque, o repórter da CBS Lesley Stahl fez a seguinte pergunta à embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Madeline Albright, no programa “CBS 60 minutos" em Maio de 1996.
— Ouvimos dizer que meio milhão de crianças morreu (em consequência da política americana contra o Iraque). Valeu a pena pagar esse preço?
Resposta de Madeline Albright: - Nós pensamos que valeu a pena.
Que as outras nações vivam na prosperidade ou morram de fome só me interessa na medida em que necessitamos delas para a nossa Kultur. quanto ao mais são-me indiferentes. Se 10 000 fêmeas russas tombarem exaustas ao cavarem um fosso antitanque só me preocupa se tombarem antes de terem terminado o trabalho para as forças alemãs. Himmler.
Desde 1967, Israel instalou na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental mais de 650 000 colonos uma prática que o Tribunal Penal Internacional classifica como “crime de guerra”.Alain Gresh, A palestina sempre adiada, Le Monde Diplomatic, junho 2017
Aldeias habitadas por camponeses armados formarão a base da colonização a leste, o núcleo da muralha defensiva da Europa - Himmler
- A Rússia deve ser dividida nos seus componentes. Não se pode tolerar a existência a Oriente de um Estado tão vasto. Gobbels, Diário, dia 24 de maio de 1941
- Estão à espera os ricos campos da Ucrânia. (…) Não permitirei que se fale das vantagens económicas que resultarão da vitória sobre Moscovo. A nossa polémica tem se ser conduzida num plano político. Idem, dia 20 de junho
- Trabalhamos com três emissoras secretas tendo em vista a Rússia - uma trotskista, outra separatista e a terceira nacionalista. O trabalho das nossas emissoras secretas é um modelo de astúcia e habilidade. Idem 5 de julho.
Etc., etc., etc.

Resposta da Venezuela a Temer

Um vídeo a ver
https:https://youtu.be/LgQZtaXwyC8//youtu.be/LgQZtaXwyC8

De 19 a 21 de junho realizou-se, em Cancún, México, a 47ª Assembleia Geral da OEA. Os Estados Unidos da América, através de seu fantoche, o Secretário-Geral Luis Almagro, tentou de todas as formas aprovar resoluções contra a Venezuela, sem sucesso. Um dos que fizeram coro com Almagro/EUA foi o representante do governo golpista brasileiro, que recebeu uma dura lição de moral do representante do altivo governo da República Bolivariana da Venezuela, o chanceler Samuel Moncada. Veja.

Opiniões - Fim de semana

No contexto do lançamento do : O absoluto frágil, ou, porque vale a pena lutar pelo legado cristão, de Slavoj Žižek, recuperamos esta afirmação do filósofo esloveno que procura reabilitar, da perversa ética multiculturalista do capitalismo contemporâneo, o núcleo emancipatório do ateísmo. Ao invés de se relacionar de forma exterior com a religião – sucumbindo assim à armadilha da “tolerância” –, Žižek subverte a abordagem e propõe levarmos a crença a sério e cobrar dos crentes a responsabilidade sobre aquilo em que creem. É esta perspectiva avessa ao lugar comum que anima também O absoluto frágil, um ensaio explosivo que defende uma aproximação entre o cristianismo e o marxismo num projeto político emancipatório renovado. Nas palavras do esloveno: “O primeiro paradoxo da crítica materialista da religião é este: às vezes é muito mais subversivo destruir a religião a partir de dentro, aceitando sua premissa básica para depois revelar suas consequências inesperadas, do que negar por completo a existência de Deus.” Boitempo

As guerras sujas do Império

Les sales guerres américaines : Massacres, phosphore et uranium appauvri

Intervention sans mandat, bombardements de civils, utilisation d’armes illégales au phosphore et à l’uranium appauvri, de nouveaux crimes de guerre viennent s’ajouter à une liste déjà très longue. La guerre menée par les États-Unis et leurs alliés est, comme en Irak en 1991, une « sale guerre » qui ne dit pas son nom.

O SIONISMO

Israël aide secrètement les groupes armés du Golan

Selon le Wall Street Journal du 18 juin, Israël a régulièrement fourni aux rebelles syriens des fonds, de la nourriture, du carburant et des médicaments. Et ce, pendant des années, à sa frontière, dans le cadre d’un engagement secret dans la guerre civile syrienne, son ennemi de quarante ans, afin de mettre en place une zone tampon peuplée de forces « amies ». Comme elle l’a fait avec la zone tampon qu’elle avait confiée aux milices supplétives du au Liban du Sud de 1978 à 2000. Année où la résistance libanaise avait libéré toute cette zone.

Desta vez Israel acertou



Um Engano certeiro
 A assessoria de imprensa do exército israelita informou que a aviação do país tinha atacadoas posições das tropas governamentais sírias, eliminando dois tanques e uma metralhadora de grande calibre em resposta ao disparo de uma dezena de projéteis que atingiram a parte das Colinas de Golã controlada por Israel.
Já depois, a mesma entidade divulgou um vídeo dos ataques "de precisão" contra dois tanques e uma metralhadora que, segundo afirmam os militares , haviam disparado projéteis além da linha divisória nas Colinas de Golã.
"O ataque dos aviões da Força Aérea israelense no sábado, nas Colinas de Golã, na realidade foi efetuado contra veículos blindados dos militantes da Frente al-Nusra. Os israelitas apenas atacaram o local a partir do qual foram feitos os disparos. Na sequência deste ataque aéreo, foram liquidados dois tanques e uma metralhadora de grande calibre dos terroristas".

Debate sobre a crise do Euro



I’ve just returned from Cluj, Romania’s second largest city, where I discussed the Euro crisis and the future of Europe with Mark Blyth of Brown University.  Mark Blyth has published a number of books, including Austerity: a dangerous idea, which covers the history of the austerity doctrine as he sees it and its impact on the global financial crisis and on Europe’s economies.
The intellectual think-tank, Tranzit, organised the event brilliantly and it was very well attended.  The discussion was billed as a debate between a Keynesian and Marxist analysis of Europe’s economic crisis.  But, of course, there were many areas of agreement between Mark and myself on the events leading up to the global financial crash and subsequent slumps particularly in the periphery of the Eurozone and on the impact of the policies adopted by the European leaders and the Troika with the distressed states of Ireland, Portugal, Spain and Greece.
In my presentation, I argued that the great European project that started after the second world war had two aims: first, it was to ensure that there were never any more wars between European nations; and second, to make Europe as an economic and political entity to rival America and Japan in global capital.  This would be led by Franco-German capital.

O Bloco Central e a factura dos contribuintes

O arco da governabilidade , como lhe chamava a imprensa bem pensante , o "Bloco Central de Interesses ", melhor dizendo, ou ainda mais exacto o "Bloco Central das negociatas "foi um maná para conhecidos grupos privados ---

Numa assembleia-geral realizada este sábado, 24 de Junho, a Frente Cívica, que è presidido por Paulo Morais e junta também o juiz Carlos Moreno, o músico António Manuel Ribeiro e os professores Mário Frota e Maria Teresa Serrenho, decidiu ainda apresentar uma iniciativa legislativa de cidadãos, prevista na lei, para a extinção das PPP rodoviárias.
É que para esta associação, as PPP rodoviárias "constituem actualmente um dos maiores problemas do país", devido ao pagamento das rendas a estas estruturas que "tem vindo a depauperar as contas públicas e a contribuir para o enriquecimento indevido de alguns grupos privados, à custa de recursos dos cidadãos, que poderiam ser canalizados para outros fins de maior utilidade social".

24 de junho de 2017

Crise da Banca na UE


Une crise des banques dans l’Union européenne?

Voilà une information qui n’a pas fait les gros titres des journaux, et sur laquelle les médias radio et télé sont restés silencieux. En Italie[1], en Espagne, des banques sont en crises, et sont rachetées par des concurrents, bien souvent à l’Euro symbolique, ou presque. On dira que, si cette nouvelle n’a pas fait les gros titres c’est qu’il n’y a pas de problèmes. A dire vrai, l’Union Bancaire, créée depuis quelques années, devait être un mécanisme de résolution de telles crises. Alors, peut-on penser que tout va pour le mieux dans le meilleur des mondes ?
Certes non, et c’est la raison pour laquelle j’ai invité Benjamin Masse-Stamberger, journaliste économique et membre du Comité Orwell et Josse Roussel, professeur à la Paris School of Business à venir en discuter dans le cadre des Chroniques de Jacques Sapir sur Radio-Sputnk.

Crises en Espagne et en Italie

En réalité, ces événements sont inquiétants à deux titres, et c’est pourquoi ils auraient une meilleure couverture médiatique. Tout d’abord parce que ces sauvetages – et c’est bien de cela dont il s’agit en réalité – seront coûteux. C’est en particulier le cas pour le sauvetage des deux banques italiennes, la Veneto Banca et la Banca Popolare di Vicenza, Dans ce cas, les « mauvaises dettes » de ces deux établissements seront transférées à un établissement particulier, ce que l’on appelle une « bad bank ». Ceci aura nécessairement un coût pour le contribuable italien, un coût estimé à 10 milliards d’Euros, soit 0,6% du PIB. Dans le cas espagnol, la Banco Santander a racheté la Banco Popular pour l’Euro symbolique, mais elle a acquis aussi la totalité de l’actif, incluant les mauvaises dettes. Ce établissement pourrait bien découvrir, dans les semaines à venir, que le coût de ces opérations est loin d’être ce qui avait été initialement prévu. Il faut ajouter que les règles de répartition des coûts pourraient faire supporter une partie de ces derniers aux épargnants, alors que ceux-ci ne sont nullement concernés dans ces opérations.

"A duplicidade moral norte-americana é tão descarada quanto infinita, essência de sua “democracia profundamente fracassada”, nas palavras de John Kiriakou, ex-agente da CIA detido por dois anos por ter deixado a agência, e denunciado as torturas secretas na prisão de Guantánamo. “Os Estados Unidos mudam de presidente, mas não mudam sua política”, disse o presidente russo Vladimir Putin mais recentemente, falsamente demonizado pela mídia ocidental."
O presidente norte-americano Donald Trump traçou novas (velhas) medidas políticas em relação a Cuba nesta sexta-feira (16), ao mesmo tempo que qualificou a normalização das relações com a ilha caribenha empreendida por seu antecessor na Casa Branca, Barack Obama, de “terríveis e equivocadas”.
“De maneira eficaz e imediata, cancelo o acordo totalmente unilateral da administração anterior com Cuba”, disse Trump em um discurso ao pior estilo Guerra Fria, para uma plateia entusiasmada em Miami repleta de membros da comunidade cubano-norte-americana, que se opuseram à política de Obama em relação ao governo cubano de Raúl Castro.

23 de junho de 2017

Os Fundos Abutres

Un fonds vautour, ça trompe énormément

par Renaud Vivien

As mentiras e os interesses





Le 12 juillet 2015, le Parlement fédéral de Belgique votait à l’unanimité une loi historique contre les fonds vautours. Mais l’encre n’était pas encore sèche que l’un d’entre eux, le fonds NML Capital, attaquait cette loi en demandant à la Cour Constitutionnelle de l’annuler. Son argumentaire, plus politique que juridique, se base sur les mensonges habituels utilisés par les fonds vautours pour tenter de faire croire à leur utilité et de minimiser l’impact de leurs actionssur les populations. Cet article passe en revue les quatre mensonges les plus répandus.

Premier mensonge : les profits réalisés par les fonds vautours ne sont pas si importants 
Les fonds vautours sont des sociétés privées qui rachètent à très bas prix la dette des États en difficultés à une fraction de sa valeur d’origine, pour ensuite réclamer le paiement à 100 %, majoré d’intérêts et de pénalités. Leur business est extrêmement lucratif puisque « les taux de recouvrement des fonds vautours représentent en moyenne 3 à 20 fois leur investissement, ce qui équivaut à des rendements de 300% à 2000 % » indique le rapport consacré aux fonds vautours, présenté au Conseil des droits de l’Homme de l’ONU en 2016 |1|.
Pour contraindre les Etats à payer, « les fonds vautours peuvent recourir non seulement aux procédures judiciaires, mais aussi au lobbying et à d’autres moyens de pression, qui peuvent aller de la tentative de saisir les actifs de l’État débiteur à l’organisation de campagnes de presse visant à discréditer le gouvernement pour le forcer à payer ».


El Capital de Marx. Reflexiones desde América Latina




¡Cuán diferentes sería la situación actual de América Latina si nuestros gobiernos progresistas [...] en lugar de resolver desde arriba los problemas más sentidos de la gente, la hubiesen convocado a participar en su solución! Por desgracia, muchas veces ha primado una visión tecnocrática: si los cuadros tienen ideas claras y acertadas, para qué perder tiempo en discutir con la gente, lo que importa es presentar soluciones rápidas. Nunca se han preguntado acerca de cuál podría ser el resultado subjetivo, humano, de las políticas implementadas. Tarde se han dado cuenta que sin esa participación muchas medidas no han logrado la eficacia esperada y, lo que es peor, no han preparado a su pueblos para defender lo conquistado.
Para concluir [...] el propósito de Marx en El capital fue exponer extensamente la lógica con la que funciona el modo capitalista de la producción. Lo hizo después de dedicarse muchos años para investigar qué estaba ocurriendo en los países capitalistas más avanzados de su época. Pero, como sabemos, él reconoció que existía una diferencia entre la vía europeo occidental y la vía rusa. Nuestro propósito, como militantes revolucionarios latinoamericanos debería ser diferente. Deberíamos ser capaces de desarrollar una vía latinoamericana para la construcción del socialismo buscando soluciones sin las anteojeras del marxismo dogmático.
Aunque los objetivos que nos proponemos alcanzar son idénticos a los que expone Marx muy brevemente en El capital, especialmente aquel que se refiere a la búsqueda del pleno desarrollo humano; se trata, sin duda, de una vía original. Estamos obligados a “inventar para no cometer los errores" –como decía Simón Rodríguez—. Sin embargo, para poder desarrollar una base económica sólida que permita ese pleno desarrollo humano, no podemos dejar de tener en cuenta la lógica del modo capitalista de la producción descrita por Marx en su obra maestra y sus efectos en el mundo actual. 

Exportações para Angola


Portugal destronou a China e voltou a ser, no ano passado, o país que mais exporta para Angola. 
De acordo com os dados do Instituto angolano de Estatística, após três anos de domínio chinês, Portugal conseguiu em 2016 uma quota de 14,89 por cento de todas as importações registadas em Angola, o que equivale a um volume de negócios de 342.517 milhões de kwanzas (1840 milhões de euros).
Por outro lado, a China viu as compras angolanas caírem 36 por cento de 2015 para 2016, ficando-se por 12,5 por cento das importações angolanas, com um volume de negócios de 253.884 kwanzas (1364 milhões de euros).
Em termos de exportações Angolanas, Portugal é nono entre os clientes de Angola, com uma injeção de 153.536 milhões de kwanzas (830 milhões de euros) na economia angolana.
A China é, de longe, o país que mais compra a Angola, tendo fechado o ano passado com uma quota de 45 por cento. Essencialmente petróleo, a maior riqueza do país lusófono e que representa 93 por cento das vendas angolanas para o exterior.

Que UE depois das eleições alemãs

 Após as eleições alemãs
Angela Merkel pourrait privilégier une coalition avec le FDP – le parti libéral-démocrate allemand – qui a beaucoup changé depuis que Helmut Kohl en avait fait son partenaire il y a seize ans. Ce petit parti qui remonte dans les sondages n’est plus ce qu’il était, très engagé à l’époque en faveur de l’Europe.
Christian Lindner, son dirigeant, est clairement opposé aux propositions de budget et de ministre européen des finances d’Emmanuel Macron. Mettant les points sur les « i », il est en faveur d’une sortie de la Grèce de la zone euro – pas de l’Union – car sa dette n’est pas soutenable, et c’est à cette condition qu’elle pourra faire défaut. Dans l’hypothèse d’une coalition avec la CDU/CSU, à laquelle les Verts pourraient participer, Christian Lindner pourrait être le ministre des affaires étrangères s’il ne parvient pas à déloger Wolfgang Schäuble de son poste. Dans les deux cas, il pèsera."

ILS MARCHENT SUR LA POINTE DES PIEDS, par François L.

"À l’occasion d’une conférence de presse commune, Angela Merkel et Emmanuel Macron ont rivalisé d’emphase pour qualifier leur volonté commune d’avancer, tout en écartant ce qui pourrait les diviser. Ils n’ont pas d’autre option s’ils veulent porter un coup d’arrêt au démantèlement de l’Union européenne qui a atteint un degré alarmant. « C’est plus qu’un symbole, c’est une véritable éthique de travail », n’a pas craint de déclarer le président français. « Il ne s’agit pas de publier des communiqués, mais d’obtenir des résultats » s’est crue obligée d’ajouter la chancelière. « Quand nous aurons quelque chose de robuste, nous le rendrons public, plutôt que de fixer des objectifs qui sont des comptes à rebours que vous allez en quelque sorte guetter pour voir si on est au rendez-vous ou pas » a surenchéri le premier. La volonté d’obtenir des résultats est proclamée mais la prudence est de rigueur.

Os interesses económicos dos EUA


Os Estados Unidos estão a pressionar os países da União Europeia para que o gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2) não seja construído, "EUA querem 'sepultar' o projeto porque, tendo começado a vender o seu próprio gás natural liquefeito aos países da União Europeia, eles têm que enfrentar o concorrente Gazprom na Europa", destacou uma fonte de Bruxelas

Maros Sefcovic, o comissário europeu da Energia, declarou que conta receber o mandato dos países europeus para negociações com Moscovo a fim de criar a base jurídica de funcionamento do Nord Stream 2. Tal necessidade é explicada por o gasoduto não passar pela parte terrestre da União Europeia e, por isso, não estar submetido às regras do mercado interno europeu. O mandato que regulará o funcionamento do gasoduto tem que ser aprovado pelos países da UE.
O Senado do congresso dos EUA aprovou na semana passada novas sanções antirrussas. Um dos pontos do documento destaca a intenção dos Estados Unidos de "se opor à construção do gasoduto Nord Stream 2. As novas sanções geraram preocupação nos países europeus. O chanceler austríaco e ministro do Exterior alemão viram no documento uma ameaça ao abastecimento energético da Europa, .

Fogos

Hoje na Antena 1 vários jornalistas manifestaram o seu auto contentamento pelo serviço noticioso que foi feito . . Não há duvida que julgador em causa própria dá nisto . 
O PSD , CDS , PS , ou algum meio de comunicação social resolveu enfrentar as papeleiras , privatizadas e perguntar se é com o preço que hoje pagam a madeira que os produtores vão limpar  e tratar das florestas .
Nos grandes que têm dinheiro , força e anúncios para publicar ninguém toca ,

22 de junho de 2017

A valorização do Euro


A valorização do Euro pressiona as Exportações portuguesas .

Analistas questionados pela Bloomberg estão a ajustar as suas projecções para acompanhar o avanço do euro neste ano. A moeda única já apreciou 6% desde o início de 2017, após um tombo de 6,4% no último trimestre do ano passado, quando o tom era dado pela confiança nas promessas de medidas pró-crescimento do presidente americano Donald Trump.

"Algo parecido pode acontecer com o euro", disse Thomas Flury, responsável da área cambial do UBS Wealth Management, em Zurique. "Particularmente quando o BCE for pressionado a encerrar o alívio quantitativo porque a economia está demasiado forte, quando se trata do superavit comercial da indústria e do sentimento dos consumidores para justificar uma extensão do programa."

Trajectórias divergentes
Por ser o par de moedas mais negociado do mundo, a aposta na alta do euro em relação ao dólar pode parecer óbvia. Mas talvez os investidores ganhem mais a apostar na relação de troca entre o euro e o iene, outra moeda também limitada pelas taxas de juros negativas.

O euro valorizou-se quase 8% em relação ao iene nos últimos dois meses, um avanço maior do que o registado por qualquer moeda importante em relação ao dólar. No mês passado, o ritmo de ajuste das estimativas dos analistas para a taxa de câmbio entre euro e iene no final do ano foi o mais rápido que já se viu. O facto de o Banco do Japão não ter mencionado o cronograma de retirada dos estímulos na semana passada empurrou a taxa de câmbio para o maior nível em 14 meses.

"Há menos espaço para ganhos com dólar-iene do que com euro-iene", disse Kit Juckes, estrategista de renda fixa do Société Générale. "O euro tem sido contido pelas políticas agressivas do BCE e, ao passo que o foco migra lentamente para a normalização, vai haver um salto assim que a porta se abrir."

Título original em inglês: Remember the Stunning Dollar Rally in 2014? It’s the Euro’s Turn

A ALEMANHA

 UMa opinião
Mwrkel escuda-se na EUROPA








“Por lo que he visto estos días, los tiempos en que podíamos fiarnos completamente de los otros están llegando a su fin”. Son palabras de Merkel y se refiere a las jornadas de las reuniones de la OTAN y del G-7 celebradas al final del pasado mes y en las que resultó palpable el desacuerdo con Trump. “Y por ello solo puedo decir -continuó afirmando la canciller- que nosotros los europeos debemos ser los dueños de nuestro propio destino”.
No deja de ser curioso que Merkel se vuelva ahora hacia Europa, después de haber sido Alemania la que ha ido colocando obstáculos una y otra vez a todo intento de una mayor integración. La razón hay que buscarla en que los desacuerdos y ataques de Trump se dirigen precisamente contra la línea de flotación del país germánico. No solo ha incidido sobre la desigual distribución de los gastos de la OTAN y, por lo tanto, sobre la exigencia de que los países europeos, especialmente Alemania, incrementen su participación, sino también sobre un tema recurrente que a los alemanes les pone especialmente nerviosos, su ingente superávit comercial, que crea graves problemas no solo en Europa sino también en la economía mundial.
Las palabras de Merkel han sido consideradas por algunos como un cambio de postura y surgen rumores acerca de que estaría dispuesta a aceptar, tras las elecciones de septiembre, una cierta flexibilidad en los vetos que hasta ahora ha mantenido. Pero esos mismos rumores avanzan que Alemania exigiría a cambio que el actual presidente del Bundesbank, Jens Weidmann, sea el sucesor de Draghi en la presidencia del Banco Central Europeo, lo que al final sería un mal negocio para el resto de los países, especialmente para los del sur, ya que esta institución es el mejor instrumento para forzar a los Estados miembros e imponerles una determinada política.
Fue el BCE el que torció la voluntad del Gobierno de Syriza y del pueblo griego manifestada en referéndum y el que obligó al país heleno, mediante la restricción de la liquidez a los bancos, a someterse a todas las condiciones del tercer rescate, por más gravosas que estas fueran. Y ha sido el BCE, bajo el mandato de Draghi, la única institución con suficiente fuerza para despejar en los mercados las dudas que existían sobre el euro, aunque haya sido provisionalmente y las incertidumbres continúen y cada vez con más fuerza. Y, por último, es el BCE del que depende la estabilidad de las economías endeudadas de los países del Sur, cuyos gobernantes son conscientes de que en la Unión Monetaria necesitan de su respaldo para que sus países no se precipiten en la insolvencia.

Vitória da Venezuela - derrota de Trump e satélites


Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Organização dos Estados Americanos, dominada pelos EUAreunidos em Cimeira, em Cancún, no México, não conseguiram aprovar  uma resolução crítica ao Governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.
A proposta, apoiada pelos Estados Unidos da América, México, Brasil, Peru, Canadá e Panamá, que pedia a reconsideração da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, fracassou, obtendo 20 votos a favor, oito abstenções, cinco votos contra e uma ausência – a própria Venezuela.

A quadratura do círculo

Provou-se que com uma política diferente e de maior justiça social se poderia ter êxito.

Com a recuperação de rendimentos, contrariando embora limitadamente a política de concentração de riqueza designada por política de austeridade conseguiu alargar-se o mercado interno, trazendo oxigénio a milhares de empresas o que, sem descurar o mercado externo, criou uma dinâmica de crescimento.

A economia começou a andar nas “duas pernas”, mercado interno e mercado externo, com as duas componentes a potenciarem-se mutuamente.

Esta dinâmica teria sido muito mais vigorosa se não fosse o sorvedouro da dívida, as pressões negativas do Euro sobre a nossa competitividade e os constrangimentos do Pacto de Estabilidade, obrigando-nos a saldos orçamentais primários extremamente elevados ,que em boa parte, poderiam ser destinados ao investimento.

O facto de partirmos de uma base baixa de crescimento, depois das fortes quedas  do PIB com o governo anterior, tornou mais visíveis as taxas de crescimento. Se, por exemplo, um país partir com um PIB de 50 e tiver uma taxa de crescimento de 4%, se partisse de um PIB de 100, teria só um crescimento de 2%.
Quanto mais desenvolvido é um país mais difícil se torna conseguir elevadas taxas de crescimento .
Depois a conjuntura externa também tem sido favorável, preço do petróleo, maior crescimento de países nossos principais clientes, boom do turismo, continuação de políticas  “não convencionais "    do BCE, o que permitiu a criação de um quadro incluindo a saída do  “processo por défice excessivo “, que tem levado à baixa tendencial das taxas de juro criando algum alívio ao serviço da dívida.

Mas a dívida é, e vai continuar a ser, um garrote que nos estrangula.

Só com taxas de crescimento elevadas e saldos primários notáveis e por um período longo é que é possível destinar elevadíssimas quantias ao serviço da dívida. Isto é um forte factor de empobrecimento e limitador do investimento.

Nesta questão da dívida tanto para Portugal como para outros países o cumprimento do Tratado Orçamental é praticamente impossível.

21 de junho de 2017

Ainda os acordos de Camp David












Egipto entregou finalmente as ilhas de Tiran e de Sanafir à Arábia Saudita, de acordo com a sua promessa de 11 de Abril de 2016 [1].
Ao assumir isto, Riade comprometeu-se a respeitar os acordos de Camp David segundo os quais o possuidor destas duas ilhas não deve entravar a circulação no Estreito e deixar passar livremente os navios israelitas.
Muitos Egípcios tinham contestado a decisão do Presidente al-Sissi de transferir a soberania das ilhas. Para os levar a aceitá-la, o governo egípcio tinha afirmado jamais ter realmente tido direito a estes territórios. Mas os factos falam por si e as duas ilhas pertenciam ao Cairo desde a Convenção de Londres de 1840. Para forçar o Egipto a separa-se de Tiran e de Sanafir, a Arábia Saudita bloqueou primeiro os seus fornecimentos de petróleo, depois um empréstimo de 12 mil milhões (bilhões-br) de dólares. Finalmente, o Parlamento egípcio aprovou o acordo à sorrelfa.
O reconhecimento de facto dos Acordos de Camp David, de 1978 (ou seja, a paz separada entre o Egipto e Israel), deveria permitir a flexibilização das regras entre os dois países. Nós já havíamos anunciado o acordo secreto concluído entre Telavive e Riade, em Junho de 2015 [2], o papel do exército israelita no seio da Força comum «árabe» no Iémene [3] e a compra de bombas atómicas tácticas por parte da família Saud a Israel [4]. O que deverá ter importantes consequências sobre a questão palestina.
Tradução
Alva


[1] “O acordo Israelo-Saudo-Egípcio sobre as ilhas de Tiran e Sanafir”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 4 de Maio de 2016.
[2] “Exclusivo : Os projectos secretos de Israel e da Arábia Saudita”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 22 de Junho de 2015.
[3] “A Força «árabe» de Defesa comum”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 20 de Abril de 2015.
[4] “O Próximo-Oriente nuclearizado!”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 7 de Março de 2016.

BRICS


Após reunião de dois dias em Pequim, os ministros das Relações Externas do BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - divulgaram um comunicado conjunto sobre as análises e deliberações do bloco.Os ministros apoiam fortemente as conversações de paz de Genebra e o processo de Astana bem como a criação das áreas de segurança na Síria. Manifestaram a sua oposiçãoh ao uso de armas químicas por qualquer pessoa, para qualquer propósito e sob qualquer circunstância".

Alors que le Sénat US a convenu presque à l’unanimité d’imposer de nouvelles sanctions à la Russie, le ministère allemand des Affaires étrangères a vivement dénoncé la politique de Washington. Berlin, pour la paix entre les peuples? Plutôt un conflit d’intérêts entre l’Allemagne et les Etats-Unis, comme nous l’explique Johannes Stern. (IGA)


Le ministère allemand des affaires étrangères a publié mercredi un communiqué de presse du ministre des affaires étrangères Sigmar Gabriel (social-démocrate, SPD) et du chancelier autrichien Christian Kern (social-démocrate, SPÖ), aux termes fort vifs, qui dénonce la politique étrangère et économique des États-Unis.

20 de junho de 2017

Vamos ter missas de pesar


   Publicado no Abril , Abril
Agostinho Lopes

                                           
       



Não sei porque não posso espumar de raiva, pelos mortos queimados da tragédia de sábado. E por isso cresce-me uma tal raiva capaz de pegar fogo à água que habitualmente o apaga. Uma raiva de lágrimas e palavrões, daqueles que arrebentam penedos…
Vamos ter missas de pesar… comícios de soluções… conferências de imprensa de estudos e planos… Vamos ter tudo o que é habitual em casos que tais, comissões parlamentares eventuais, investigações da PJ, declarações da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), discursos de ministros (por baixo, do, da Agricultura e da, da Administração Interna), de ex-ministros e até de ex-primeiros-ministros… Vamos ter tudo, tudo o que tivemos em vezes que tais… (perdoa-me Gedeão, a mal amanhada paráfrase…).
Vamos ter pena dos mortos, das árvores que arderam (até o eucalipto vai ter o seu avé-maria), dos coelhos e raposas, e até dos calhaus que com o calor racharam (só é pena que outros calhaus não rachem, mesmo de frio, já servia!).
Senhores, senhores, já tudo foi dito e escrito. Há muito. Há décadas. Já não posso mais ouvir falar de certas coisas. Já não aguento tanta repetição. Tanto disco riscado! Tanto relatório. Tanta comissão. Tanta chuva onde já choveu. Tanto sol na eira e chuva no nabal! Por que razão não se quer gritar alto, tão alto, que as trombetas do Apocalipse parecerão ronronar de gato… que não se fez nem faz o que se tem de fazer, porque isso custa pilim… porque isso no Orçamento do Estado implica com o défice, com a dívida, com o grupo do euro, com o Semestre Europeu e o Programa de Estabilidade, com o Moscovici e o Juncker, com o Schäuble e a Merkel, com as e os… a todos!
Porque isso, chegado Outubro, vêm umas pingas e tudo fica resolvido, cai no borralho, e até serve para assar castanhas… E lá vêm mais umas reformas da floresta, mais uma catrefa de decretos-leis, portarias e despachos, oh sim muitos despachos, que a despachar para o dia de S. Nunca em Fevereiro com 30 dias, é fácil, é barato e não chateia os senhores de Bruxelas… Haverá até, para entreter os senhores deputados umas propostas de lei, em assuntos que são da competência legislativa da Assembleia da República… Senhores, não há paciência para tanto estrume…
Pobre do Diário da República, que não há folhas que lhe cheguem para tanta lei… para tanta decisão oficial e legal… para tanta recomendação… E quatro vezes pobre, a floresta, que não lhe bastando os incêndios, ainda tem o Diário da República nas suas três séries, mais o Diário da Assembleia da República a consumir o papel das árvores que sobraram dos incêndios para escrutinar e registar os incêndios florestais…
Vamos repetir tudo de novo outra vez? Oiçam os dentes a ranger! Vejam os olhos a deitar lume. Vejam a boca a espumar. Só não dou coices porque… mas é o que apetecia. E o problema não é ser assemelhado ao animal… mas porque não tenho à beira quem os merece.
Vamos ver:
Conhece-se o que são os matos, os pinhais, as bouças, a dita floresta do Norte e Centro de Portugal? Sabe-se que é uma floresta de pequenos proprietários. Imbricada até ao sabugo com as também pequenas explorações agrícolas. Sabe-se? Então se se sabe porque não se actua em conformidade?
Sabe-se que é «abandonada» porque a madeira nada dá… e sabe-se quem compra a «madeira», ou a cortiça… o Belmiro, o Queiroz Pereira, o Amorim… E senhores, gastam-se milhões de euros de dinheiros públicos – nacionais e comunitários – a subsidiar as fábricas desses senhores, e depois não há massa para os sapadores florestais, para o cadastro, para as equipas de análise do fogo, para as faixas de gestão de combustível???
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Por favor, não brinquem com a gente, feitos sátrapas de meia tigela. Por que razão não se recompõe o corpo de guardas florestais, constatado o crime público que foi a sua liquidação? Custa dinheiro ao erário público? Pois custa, que ninguém trabalha de borla. Nem os da Santa Casa… Cresce o número de funcionários públicos, e isso mexe com a despesa orçamental, e sobretudo com os bonzos de Bruxelas? Pois mexe, mas a não ser que os convençam a ingressar nos corpos de bombeiros voluntários – e podia ser uma forma da burocracia bruxelense fazer férias activas – não há maneira…
Por que razão o número de Equipas de Sapadores Florestais – 500 – previsto num Plano oficial de técnicos florestais da passagem do século, 2000, se me não engano, há tanto tempo foi, continua a meio pau? Porquê? Falta de graveto? Mas ele há tanto na nossa floresta…
(Mas não se seja injusto. Os que liquidaram o corpo de guardas florestais, os mesmos que nada fazem para que o número de Equipas de Sapadores chegue aos 500, previsto há quase duas décadas, gente que passa os dias a falar da qualificação dos portugueses, têm avançado com a interessante hipótese de resolver o problema da carência de recursos humanos da floresta portuguesa pelo recurso (repetição adequada) a trabalhadores desempregados e reclusos! Como quem diz, para quem é, (a floresta portuguesa) bacalhau basta, isto quando o bacalhau era a pataco… É claro que nem os desempregados nem os reclusos têm alguma responsabilidade nesta miserável instrumentalização…).

Derrota dos parasitas



20 de junho de 2017 - 12h17 

Temer sofre derrota: Comissão do Senado rejeita reforma trabalhista


Reprodução
  
Com a rejeição do texto, o voto em separado de senador Paulo Paim (PT-RS) foi aprovado por aclamação. Agora, o relatório segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Sob o discurso de que se trata de uma “modernização” das leis trabalhistas, o projeto precariza as relações de trabalho e acaba com as principais conquistas dos trabalhadores.

Os senadores da oposição buscaram barrar o projeto e discursaram durante a sessão apelando aos demais parlamentares que votassem contra o texto, demonstrando que a proposta representa um retrocesso para o país.